Novos meios de enformação

Ricardo M Santos 13.6.14
Quando, em 1999, a caminho dos 18 anos, entrei pela primeira vez na redacção de um jornal, apaixonei-me. Como quando fui a Londres, apaixonei.me. Apaixonei-me, eu, um gajo manifestamente contra o amor. Havia qualquer coisa naquele sexto andar que me prendeu de uma forma indescritível. Entrei e ninguém me ligou nenhuma. Normal, presumo. O barulho dos teclados que se misturava com os dos telefones, a procura das fontes e as pessoas que subiam e desciam até ao sétimo andar, onde estava então a paginação.

Não sou nem nunca me vi como jornalista mas passei por alguns jornais. Deles trouxe muitos e bons amigos, que guardo ainda hoje, e outros que que acumulam as características de serem uma merda como pessoas e como jornalistas. E outros que já se esqueceram do que passaram quando foram jornalistas. Mas como é que viemos parar aqui? Como é possível que o despedimento de 160 pessoas de uma mega-empresa de comunicação aconteça e os jornais continuem a sair no dia seguinte?
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