Paris, e agora?

14.11.15

Paris, sexta-feira, 13 de Novembro de 2015, 7 actos hediondos abalam o mundo. Homens bombistas explodem junto do estádio onde decorria o França-Alemanha, onde famílias com os seus filhos assistiam a um simples jogo de futebol.

Numa sala de concertos, ouvia-se Eagles of Death Metal, como também eu já ouvi entre amigos, e entram pessoas que desatam a disparar. E a matar.

Num restaurante janta-se e morre-se porque de fora estão pessoas a disparar furiosamente.



O ISIS reclama o atentado, justificando-o com o apoio de França ao armamento de tropas curdas. O primeiro atacante está identificado: é francês.

Sucedem-se as declarações de apoio a Paris, no meio do horror, as portas de todas as casas abrem-se para que ninguém fique na rua, os taxistas levam as pessoas gratuitamente para casa, as pessoas unem-se contra o medo e o horror.

«Pelas entranhas maternas e fecundas da terra/ Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas/ Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,/ Eu te conjuro ó Paz, eu te invoco ó benigna,/ Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz. (*Natália Correia)»

Há dois dias, Beirute.



As chamadas “Primaveras Árabes” ajudaram, juntamente com países como França e os EUA, a financiar e armar a chamada oposição Síria pelos poderes imperialistas, que resultou, entre outras coisas, na formação e alargamento da monstruosidade do “Estado Islâmico”, assim como a criação de uma enorme onda de refugiados, dentro do país (cerca de 10 milhões de pessoas) e também para países estrangeiros (principalmente para a Turquia, Líbano e Jordânia, onde vivem cerca de 2 milhões de pessoas que tiveram de sair das suas casas e, dessas, aquelas que podem tentam chegar a países Europeus).

É preciso lembrar que os países europeus estão - factualmente - a armar países na Europa e fora dela para uma guerra em larga escala em que todos nós somos potenciais vítimas e que o ISIS é financiado, treinado e armado por países como Israel e os EUA. Ou seja, estas potências são simultaneamente o atacante e o defensor.

Restamos nós como vítimas. E entre nós, apressam-se a surgir debaixo das pedras do obscurantismo, por detrás de títulos académicos ou comentários em redes sociais os que querem que a sociedade se volte contra si própria, vasculhando o vizinho do lado - todos somos potenciais criminosos. A nossa pele, a nossa religião, a nossa ideologia é a nossa culpa e a nossa arma e devemos ser julgados por isso. E multiplicam-se os comentários xenófobos e perigosos que exigem e clamam políticas securitárias, encerramento de fronteiras, controlo das comunicações electrónicas e telefónicas, todos somos suspeitos. Todas as prisões devem ser Guantamano. Todas as leis devem ser preventivas. Todos somos culpados.

O carácter de classe e as intenções das forças que estão envolvidas no conflito militar na Síria e no resto do mundo, a pretexto da " guerra contra o terrorismo”, ou das “razões humanitárias”, ou da aprovação da ONU e, por isso, de acordo com a lei internacional. têm o selo do lucro capitalista, dos lucros dos monopólios e da competição desenfreada a desenvolver-se entre eles, sobre a divisão das matérias-primas, as rotas de transportes, os gasodutos e as acções bolsistas (convém não esquecer as riquezas naturais que estão em causa - o petróleo e as rotas comerciais - isto não é uma guerra religiosa).

Toda a solidariedade com as famílias e amigos das vítimas dos atentados de Paris e de Beirute. Toda a luta contra o racismo, a estupidez e a ignorância. Todo o combate às medidas de opressão, repressão. Toda a denúncia contra os assassinos de ontem e aqueles que lhes põem as armas na mão. Pela Paz.

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  1. Anónimo14/11/15

    É a estratégia da tensão. A mesma já foi usada em Itália, em 1965.

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  2. Anónimo15/11/15

    Os altos comandos da CIA e dos serviços secretos franceses estiveram reunidos no passado dia 28 de Outubro.

    O atentado em Paris serve para a NATO reunir e, possivelmente, ensaiar um ataque à Síria, de modo a confrontar a aviação russa.

    O momento é grave e muito perigoso para a humanidade.


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  3. Anónimo15/11/15

    Exercício anti-terrorista, promovido pela polícia francesa, em Paris, para o dia 13 de Novembro, de manhã. Ninguém foi informado disto.

    O SEAT que levava dois supostos terroristas apareceu vazio, mas com dois passaportes: um sírio e outro egípcio.

    Os terroristas que mataram pessoas no café «Ba-ta-clan», deixaram os membros da banda de «heavy metal» sair.

    Estranho, não é?

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  4. Não escrever



    às vezes é o melhor

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  5. LIBERDADE!
    LIBERDADE!
    LIBERDADE!!!!!!

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  6. Anónimo16/11/15

    É estranho que, primeiro, aceitem os chamados "refugiados", sem passaportes e bilhetes de identidade, como se fosse anjos.

    Depois, falam na possibilidade de membros do chamado «ISIL» integrarem as colunas de refugiados.

    Há ainda a questão do porto de Calais, que viveu um caos absoluto nestes últimos dias, sem que a polícia conseguisse resolver alguns problemas, como o assalto a algumas casas.

    Agora, temos um atentado terrorista e, como primeira medida, o encerramento das fronteiras e o controlo de todas as entradas, através do passaporte ou bilhete de identidade.

    Temos a declaração infeliz e racista da filha de Le Pen, para incentivar o medo e o ódio dos franceses contra os árabes e os refugiados.

    Temos também o bombardeamento de refinarias petrolíferas da Síria por parte da aviação francesa.

    Na verdade, a quem serviu este atentado?

    Ao ISIL?

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  7. Anónimo16/11/15

    Sugiro a muitos camaradas que vejam esta entrevista com o jornalista francês, Gearoid O'Colmain:

    https://www.youtube.com/watch?v=L7GAbVhjTSw

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  8. Anónimo17/11/15

    Site oficial da dita banda de heavy metal, «Eagles of Death Metal» não dá informações sobre o concerto de dia 13 de Novembro, em Paris. É suposto uma banda que, em dias anteriores, tocara em Telavive, desse informações sobre tal espectáculo, onde (incrivelmente) vieram assistir cerca de 1200 pessoas.

    A história do massacre no «Bataclan» começa a mostrar alguma fragilidade.

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