Não, não somos todos Charlie Hebdo.

8.1.15

O título deste post pode ser mal compreendido, e por isso importa desde já clarificar o seu sentido: não me passa ao lado que a expressão "je sui Charlie", ou "eu sou Charlie", tem um significado associado à solidariedade de quem a usa relativamente às vítimas do triste e repugnante acto de violência ocorrido ontem em Paris. Este post não é um ataque à expressão nem a quem a usa. É um convite à reflexão sobre o significado que a mesma tem, para lá do momento durante o qual a sua utilização parece fazer todo o sentido.

Creio sinceramente que a maioria de nós não é "Charlie". A maioria de nós cultiva o silêncio comprometido, "a minha política é o trabalho", "os gajos são todos iguais", "cada um sabe de si", não faço ondas que a maré pode levantar-se e eu afogo-me. Numa sociedade em que a liberdade de expressão é entendida pela metade - como a liberdade nos e dos media (e mesmo essa...), quase nunca como a liberdade de cada um dizer sempre e em todos os fóruns aquilo que pensa e sente sobre as coisas do mundo -, esta morre (suspende-se, se quiserem) à porta de uma série de instituições. É hoje praticamente dado como adquirido que no local de trabalho não se fala de política; que dentro das empresas onde trabalhamos há assuntos de que não se fala, por "respeitinho" à corporação e/ou simples medo das represálias associadas ao questionamento de regras estúpidas, regulamentos e códigos obsoletos, discrepâncias medievais na distribuição de salários e "regalias". Somos todos "Charlie" mas apenas quando nos convém. A prova-provada, aquela que nos confronta connosco próprios, acontece por exemplo sempre que furamos uma greve por medo das consequências associadas à participação na dita.

Por isso podemos mudar a nossa foto de perfil no facebook. Podemos usar um cartoon de protesto como capa, partilhar lindas frases lidas por aí sobre democracia e liberdade de expressão... Não há nada de mal nisso, bem pelo contrário. O problema é que se não questionamos a forma como nos posicionamos neste debate sobre a liberdade de expressão, se não alargamos a nossa reflexão sobre o assunto à forma como o poder financeiro mantém ad eternum jornais deficitários que servem de megafone à sua mensagem padronizada, quando simultaneamente asfixia projectos alternativos que muito poderiam contribuir para a diversificação das da informação e das perspectivas críticas sobre a realidade, se não questionamos a auto-censura a que permanentemente nos impomos, ou se não procuramos compreender porque razão partilhamos até à exaustão nas redes sociais notícias fabricadas sem questionar fontes ou a sua credibilidade, então estaremos a desrespeitar a coragem daqueles que ontem morreram às mãos do islamofascismo financeiramente apoiado e militarmente alimentado por muitos daqueles que hoje choram lágrimas hipócritas.

Eu não sou Charlie, mas pode ser que um dia venha a ser. Quando tiver a coragem de assumir, plenamente e sem auto-censuras, sem medo de consequências (custe o que custar), aquilo que penso e sinto sobre as dores do mundo, sobre as dores dos humildes deste mundo.

Não, nós não somos todos Charlie (pode ser que um dia lá cheguemos). Infelizmente para nós, país que leva 38 anos a vergar a sua soberania, a sua liberdade e a sua dignidade aos ditames de oligarcas internos e externos, e que mesmo assim cala a imensa revolta que, em silêncio, alimenta dentro de si.

Não, nós não somos todos Charlie. O editorial do Público (que assumindo a forma desproporcionada como são tratados o atentado de Paris e aquele que no mesmo dia matou cerca de 30 pessoas no Iémen envergonha o jornal, a sua equipa e os muitos - bons - profissionais que por lá passaram) prova-o de forma cristalina. Está o Público (e o DN, o JN, o Expresso, o "i" e tantos outros...) a grande distância da liberdade que apregoa e afirma como característica do seu projecto editorial.


Nota: este é o momento de confrontar a União Europeia, a NATO e o governo francês em particular com as suas imensas e determinantes responsabilidades no crescimento de uma nova "jihad" que agora (e uma vez mais) lhes rebenta nas mãos; é tempo de lembrar que em 2012 foram capturados na Síria cerca de duas dezenas de agentes secretos franceses que apoiavam no terreno o "Exército Livre da Síria", uma das facções da "jihad" que destruiu e destrói um dos únicos estados laicos da região; é tempo de lembrar que em Abril de 2013 a União Europeia decidiu comprar às claras petróleo aos "rebeldes" que haviam tomado para si - e para o financiamento da sua "jihad" - poços de petróleo que pertencem na verdade ao povo sírio; é tempo de lembrar que o governo francês foi um dos elementos chave no esforço de guerra da NATO na Líbia - um dos paraísos do novo jihadismo itinerante -, e que boa parte daqueles que hoje ameaçam vidas inocentes em todo o mundo fizeram nesse contexto de guerra a sua formação (para)militar.

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  1. Anónimo8/1/15

    No entanto, este atentado cheira a «Black Ops made in USA», nomeadamente a CIA, para tentar afundar ainda mais a credibilidade do presidente Hollande.
    Antes deste atentado acontecer, não esquecer que a França, à última da hora, rejeitou a tomada de posição de Israel em reter verbas para a Palestina.
    Também, outro atentado na Turquia tinha ocorrido um dia atrás. Porquê? A vacilação do primeiro-ministro turco perante a estrutura de poder em Washington, ao dialogar com o presidente russo e ao não querer prosseguir com a estratégia da Casa Branca, em relação à guerra na Síria.

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  2. Anónimo8/1/15

    Muito bom texto!

    A.Silva

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  3. Carlos Pessoa8/1/15

    Bem, já estranhava que não aparecessem estas versões, já habituais na altura no 9/11, 9/3, 9/6. O problema é que apanhados ou « auto-martirizados» os executores e a pista aponta quanto aos financiadores e mandantes para Teerão, Ryad, Qatar and so on...E quanto ao petróleo, não é visível o dedinho de Ryad contra Teerão...Até com tropas reforçam as fronteiras. Os imperialismos, nos seus quintais e seus interessados, não são muito diferentes e para turcos, persas, sauditas, cataristas and so on, podem crer, a Palestina pouco interessa...Haifa sim e umas reservas que me dizem existirem para aqueles lados...Por isso, que o autor me perdoe a comparação, mas quem «viu» morrer Wolinsky, não perdoa a quem matou...

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  4. Que quem se tem por dependente não se tem por inteiramente livre já o La Palisse o deverá ter dito numa curta frase. Por isso há quem defenda a propriedade, por isso se defende a liberdade (sem mais adjectivos).
    Quanto aos estado laicos (!) da Líbia, Síria e Iraque, ditaduras medievas e brutais, são o enlevo de quem se diz progressista e invoca a liberdade que foi sonho dos anarquistas!!

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  5. A Líbia e a Síria tinham ditaduras medievais? Estranho, não tenho essa ideia. Medievais são as da Arábia Saudita, Emirados, Kwait, Bahrein e outros. à vista de outros, a Líbia e a Síria eram o paraíso progressista na terra. Essas continuam lá, já as outras... E depois vêm falar do enlevo dos progressistas. O progresso não é uma coisa abstracta, tem um ponto de partida. Em relação ao que representam os jihadistas apoiados pelos EUA e pelo grande capital, o regime de Assad é progressista. Em relação aos nossaos, não é! Mas ninguém diz que quer cá o Assad. O que não quero é que se troque o seu regime por um pior, mais retrógrado e medieval. Neste momento, por isso, defender o Assad na Síria é ser progressista. Porque a alterantiva capitalista é o retorno da teocracia e, meu caro, a separação do estado e da igreja é um passo fundamental para o progresso, e nesse aspecto Assad garante-o. Aliás, O fascistóide contratado pela CIA Nuno Rogeiro, entrevistou o Monsenhor Bispo de Damasco (acho) dos cristãos da Síria e levou uma tareia das antigas... De que ele não estava à espera. Nem os criastãos querem a alternativa... Cristã! Como lhe digo, progressista em abstracto é bom,, mas também é bom sê-lo em concreto!

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  6. Excelente texto, já agora. Como costumo dizer... Vivemos num estado formalmente democrático e numa sociedade materialmente e tendencialmente ditatorial. Tudo em resultado de um estado neo-liberal que prescindiu dos instrumentos democráticos fundamentais (propriedade dos meios de produção, comunicação...). Parece muito? Não é. Hoje, quando muito, temos liberdaded e pensar em metade das nossas vidas. Na outra metade, no trabalho, não temos. Já para não falar de que um candidato a emprego pode ver no seu Facebok uma barreira à sua contratação? Meus amigos, não há democracias amputadas ou parciais. Há ou não há democracia e numa sociedade dominada pela propriedade privada, a democracia fica muito afectada pela falta de liberdade de expressão. Daó a democracia ser apenas formal.

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  7. Anónimo8/1/15

    Bravo, Hugo e excelente resposta ao «medieval», senão mesmo pré-histórico do «José».
    Pela mentalidade do José, tudo aquilo que se está a viver no planeta é a consequência das chamadas «ditaduras comunistas» impostas a leste da Europa.
    Na verdade, «José» não passa de um ressabiado e de um verdadeiro atrasado mental, chegando ao ponto de liderar um blog marxista, para depois vir aqui tecer os comentários mais retrógados e imbecis que alguma vez li.
    Enfim, neste mundo virtual há sempre espaço para tudo.
    Bom resto de semana.

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  8. Anónimo8/1/15

    Em relação a este ataque que já teve as suas consequências (diversas mesquitas atacadas em França), ninguém fala dos ditos guerrilheiros do «ISIL» feridos e fotografados em hospitais de Israel, defronte de soldados e generais israelitas. Ninguém mais falou na cumplicidade turca e francesa com aqueles bandidos do «ISIL» que ainda lutam em Kobani e que até foram ajudados em armamento pela tal coligação construída pela NATO e os EUA. É certo que também não se falou do súbito afastamento do governo de Hollande daquele ministro estranho e maquiavélico, chamado Laurent Fabius, implicado numa venda de sangue contaminado com Sida para o Irão.
    Também é certo saber que aqueles que estão à frente do governo francês, não são nenhuns anjos. Por isso, não admira muito este estado de situação no estado policial francês, um país xenófobo, bem como o comprovam os falecidos autores do Charlie Hebdo.

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  9. Anónimo8/1/15

    É pá!! Não sabia que no Iemen se publicavam jornais satíricos provocadores...

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  10. Anónimo8/1/15

    Anônimo não, Paulinho Meira disse...

    Maravilha de comentário Hugo Dionísio !!! Não sou tão politizado quanto os outros comentaristas, mas deixo minha opinião: Todos os lados não são justificáveis! Quantas vezes ouvimo dizer: que uma cusparada é mais agressiva do que um tapa, pois bem, uma pena, uma caneta, pode muito bem ser bem mais agressivo do que possa parecer. Eu não sou Charlie, sou Paulinho Meira, e digo que Fanatismo, Liberdade, Irreverência, tudo tem um limite...Abraços !!

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  11. «Arábia Saudita, Emirados, Kwait, Bahrein e outros» . Tudo no mesmo saco e tudo medieval? Seguramente nesse saco cabem a moribunda Síria e falecidos Iraque e Líbia.
    O progressismo mede-se no ponto de partida mas também se mede quando estão criadas as condições de não haver progresso; e se deve haver ruptura - ó idólatras da luta - bem pode acontecer que possam haver desastres.
    Mas o critério que domina é o que decorre da fidelidade à memória dos blocos imperiais...

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  12. Anónimo8/1/15

    Esta muito bom, mas concordo que isto cheira muito a esturro, diria mesmo que cheira a "Camarate", nao como um claro atentado Politico ou a um Politico mas cim como referiu o Anonimo num dos comentarios anteriores "No entanto, este atentado cheira a «Black Ops made in USA», nomeadamente a CIA," na altura ainda nao se ouvia de Terrorismo, pelo menos com as associaçoes alcaedas e Isis como hoje, mas quem sabe nao seriam eles tambem os bodes espiatorios. Pergunto eu quantos terroristas teriamos criado ca em Portugal se fossemos bombardeados como eles teem sido? Se vissemos os nossos filhos, pais, irmaos, visinhos, (bem o meu talvez nao) a morrerem diariamente, as nossas escolas ou os nossos hospitais. Quantos nao se juntariam aos rebeldes? seriamos certamente muitos os "terroristas" certamente. Eu tenho 3 regras principais, nao acredito em nada que o governo diz, pelas razoes obvias,nao acredito em nada que a comunicaçao social diz, pelas razoes que sao controlas e so passa informaçao que umas pessoas querem como o caso da Revoluçao Islandesa que nao falaram, e nao acredito em Dogmas escritos por homens como o caso da Religiao, pelas razoes obvias tambem, inquisiçao, as Cruzadas e guerras santas etc.

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  13. Anónimo8/1/15

    Em Portugal as pessoas não usam a sua cidadania para protestar e para se unirem em torno de lutas. Sei que é triste mas é a realidade .
    Este ato de repúdio e de solidariedade juntou pessoas e isso é muito bom .
    Se queremos criar uma sociedade mais atuante e nesta criar movimentos de cidadania fortes e consequentes esta concentração e todas as que surjam a partir das vontades populares são de louvar

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  14. Anónimo8/1/15

    Amigo Anónimo das 20:09, haveria terroristas em Portugal se fossem bem pagos, como estão a ser na Síria. Um recruta do «ISIL» chega a receber cerca de mil dólares por dia, para lutar a favor desse estranho ideal que nem é carne, nem é peixe. É qualquer coisa (que nem é defendida pelo Islão), mas que os EUA, a Arábia Saudita e Israel financiam.
    A ideia principal é a destruição da soberania da Síria, através do derrube do seu presidente, Bashar al-Assad.
    Desde o ano 2011, com a tal «primavera árabe» que tantos idiotas acreditaram (neste país, inclusive... era ler o Eduardo Lourenço no Público, comparando a primavera árabe ao 25 de Abril... de dedos em riste nos seus ridículos suspensórios...) que os Estados Unidos da América, em conjunto com Israel e a Arábia Saudita têm tentado tudo para derrubar a coligação que existe entre o Irão, a Síria e o Hezbollah no Líbano.
    A última tentativa caiu por terra, em 2013, quando a Rússia vetou a intervenção militar que já se preparava. Recordo que alguns pilotos sírios, num acto heróico, prometeram ao seu presidente atacar os navios da coligação, em estilo «kamikaze», caso a intervenção fosse adiante. Também recordo que o secretário sírio das nações unidas, avisou que o exército sírio (de Assad) estaria a lutar contra cerca de dois mil grupos ou organizações terroristas (e a vencer a guerra).
    Finalmente, veio a última estratégia americana que era tornar a Síria numa espécie de Nicarágua, injectando guerrilheiros do tipo «contras» até que a situação pesasse mais do lado dos opositores a Assad.
    Os Estados Unidos foram ainda ao ponto de bombardear a Síria, infringindo as leis internacionais e fazendo uma coisa inacreditável: enquanto diziam estar a bombardear o «ISIL», estavam, de facto, a armá-lo e a deixar depósitos de armamento para que os terroristas o levantassem, como aconteceu em Kobani e como foi brilhantemente relatado pela jornalista mártir, Serena Shim.

    Isto para dizer que a coligação americana e malfeitora deste planeta (não esquecer que alguns investigadores chamam aos EUA «rogue state», promotores de guerra...) tentou de uma maneira e continuará a tentar, através dos seus esquemas, pagando e financiando terroristas árabes ou com cara de árabes, para fazer o seu jogo sujo (ou o jogo sujo dos lunáticos de Telavive).

    Infelizmente, para os EUA e os seus parceiros israelitas, são muitos aqueles que estão a abrir os olhos e receio que os primeiros a cair serão os israelitas, pois muitos europeus estão a querer reconhecer a Palestina, como Estado.

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  15. Anónimo8/1/15

    Note-se no entanto que o atentado não foi contra o governo francês mas sim contra uma revista independente que nem sequer reflecte nem nunca reflectiu as posições do governo francês

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  16. Anónimo8/1/15

    Tenho para mim que Rui Silva é um dos mais honestos e verticais autores da blogosfera

    Este post comprova-o atá à última gota ( letra)

    De

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  17. Anónimo8/1/15

    ( as rupuras e os desastres segundo a versão peculiar de jose....

    ou o apoio encapotado ao islamofascismo e a mais umas tantas coisas..entre as quais a fidelidade ao imperialismo tout court)

    De

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  18. Muito bom post. Está aí tudo. Parabéns .

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  19. Anónimo9/1/15

    Muito bom!

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  20. Anónimo9/1/15

    cantas bem,mas não me enganas.o tempo das sereias acabou.e nunca a tua gente vergou o pescoço perante outros?o sol da terra? lembras-te!

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  21. Boa reflexão! No CIDIHC é que podemos dizer, nós somos Charlie. Até colocámos um verdadeiro cartoon no Natal, que fez um enorme sucesso. Agora é um video que é quase um cartoon: http://youtu.be/JKeMQD0nuRg

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  22. Anónimo9/1/15

    João Paulo Pedrosa, vi agora o teu video e admiro a tua coragem. Queremos mais pessoas como tu, neste país.

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  23. Anónimo9/1/15

    "É um convite à reflexão sobre o significado que a mesma tem, para lá do momento durante o qual a sua utilização parece fazer todo o sentido."

    Ou seja, é uma reflexão completamente despropositada por não surgir no tempo certo. Puro ruído para algo que é muito mais importante...

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  24. Anónimo9/1/15

    "É um convite à reflexão sobre o significado que a mesma tem, para lá do momento durante o qual a sua utilização parece fazer todo o sentido."

    A análise e a reflexão das coisas e sobre as coisas sempre foi um exercício de inteligência.

    Para desconforto de uns tantos aliás, aparentemente presos ao ruído mediático momentâneo e que assumem que o acto de pensar tem "tempo certo", ou o que eles assumem como "tempo certo"

    Explicar o porquê destas posições levaria mais tempo do que o justificável.para o ruído do anónimo das 12 e 54

    Mas nada em abono de quem assim se expressa sobre a reflexão e os "tempos " desta mesma reflexão

    De

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  25. Anónimo9/1/15

    Muito bem, «De». Agora, estou contigo.

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  26. Engraçado um site besta Socialista/Comunista querendo negar a suas crias

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  27. ana paula cabrita10/1/15

    engraçado a falta de tomates de uma besta que menciona este site e fala em comunismo , mas sem se identificar. O costume na cobardia.
    "Unknown disse...
    Engraçado um site besta Socialista/Comunista querendo negar a suas crias
    10 de janeiro de 2015 às 00:58 "

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  28. Anónimo10/1/15

    Nao, nem todos somos Charlie.
    Não é Charlie a estrema direita nem a estrema esquerda.
    Não é Charlie aqueles que não aceitam a democracia. Não é seguramente.

    Ana

    Já agora: por que razão ainda não vi as ilustes palavras de um grande escritor mas menor democrata (se o seria de algum modo) sobre isto? Alguem se lembro do que saramago disse sobre as caricaturas de Maomé, quando estas sofam publicadas pelo jornal dinamarques?
    Ah investiguem...
    Nem nem todos serão Charlie. Saramago, à frente deste grupo, que, cobardemente atacou as caricaturas porque era como deitar gasolina na fogueira e que o ocidente deveria respeitar a crença do Islao. Ele que escreveu o "Evangelho...".



    Não, seguramente nem toda a gente é Charlie.


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  29. Anónimo10/1/15

    Hoje, já morreram 9 pessoas no Líbano, devido a outro atentado terrorista. Também, foram mortos 5 paquistaneses numa situação semelhante. Na Síria, morrem civis, mortos por rebeldes financiados pela Arábia Saudita, Israel e os Estados Unidos.
    Infelizmente, a televisão e a comunicação social, via «Facebook» só mencionou os 12 jornalistas. Esquecem-se sempre de mencionar todos os demais mortos que são diferentes, devido à cor da pele.

    Por este e outros motivos Eu Não Sou Charlie!

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  30. Anónimo10/1/15

    Sem descartar um eventual comentário ulterior sobre o comentado por este anónimo,parece-me de franco mau gosto,até mesmo de manipulação grosseira, alguém vir questionar desta forma as palavras de Saramago.

    Saramago já entretanto falecido. Saramago que já nem se pode defender de tais dislates.

    Porque se o anónimo não viu as palavras de Saramago escritas no presente,sobre o presente, é porque ele não está entre nós. E não terá culpa nenhuma do facto do anónimo as não poder ler.

    Tentar fazer de forma ominosa a ligação dos dois factos, um contemporâneo do autor,outro um acto criminoso posterior à sua morte é no mínimo desonesto.

    Porque aquilo que Saramago alertava era para um outro rumo que este anónimo escamoteia

    De

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  31. Anónimo11/1/15

    Por favor, leiam a seguinte notícia: http://www.presstv.ir/Detail/2015/01/10/392443/CIA-carried-out-Paris-attack-Roberts

    Como é que podemos ser «Je suis Charlie» quando nesta manifestação de hoje, em Paris, vai estar um dos principais terroristas do Mundo: Benjamin Netanyyahu, o responsável pelo último massacre de Gaza, em Julho passado?

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  32. Anónimo11/1/15

    O comissário da polícia envolvido na investigação das mortes de Charlie Hebdo acaba de se suicidar. Total silêncio da comunicação social sobre este assunto. Para mais, ler aqui:
    http://www.globalresearch.ca/police-commissioner-involved-in-charlie-hebdo-investigation-commits-suicide-total-news-blackout/5424149

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  33. rexlion3/4/15

    Por tudo isso que foi exaustivamente comentado e criticado,continuo dizendo "je suis Charlie"ou melhor,contrariando o autor do artigo "somos todos Charlie".Caso contrário,SEM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO,TODAS AS FORMAS DE CRÍTICA E OPINIÕES ACIMA CITADAS,JAMAIS PODERIAM CONSTAR PUBLICAMENTE EM QUALQUER PÁGINA OU EM QUALQUER REGISTRO DE "MEDIA".REXLION

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  34. rexlion3/4/15

    Por tudo isso que foi exaustivamente comentado e criticado,continuo dizendo "je suis Charlie"ou melhor,contrariando o autor do artigo "somos todos Charlie".Caso contrário,SEM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO,TODAS AS FORMAS DE CRÍTICA E OPINIÕES ACIMA CITADAS,JAMAIS PODERIAM CONSTAR PUBLICAMENTE EM QUALQUER PÁGINA OU EM QUALQUER REGISTRO DE "MEDIA".REXLION

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