A liberdade de empresa e o dever de enformar*

20.11.14

Hoje deparei-me com a fotografia à esquerda que, muito embora valha mil palavras, dá novo sentido a um artigo que há não muito tempo escrevi.

Uma vez A. J. Liebling, gigante do New York Times, escreveu que a «a liberdade de imprensa só é garantida a quem é dono de uma imprensa». Em Portugal, o processo de acumulação e concentração de capital ergueu no lugar do jornalismo que Abril inaugurou, uma máquina de manutenção, reprodução e legitimação da ordem económica e social estabelecida.

Pode parecer contraditório, mas no nosso momento histórico, em que as tecnologias da informação se desenvolvem a um ritmo vertiginoso, o jornalismo está a morrer. E pode também parecer inconcebível, mas a par do encurtamento, por força de surpreendentes avanços técnicos, das distâncias, das comunicações e da própria geografia, é cada vez mais difícil saber o que se passa no mundo. A alegoria da «Aldeia Global», do canadiano Marshall McLuan (um planeta pequenino em que tudo se sabe e onde todos se comunicam e entreajudam), caiu por terra. Malgrado a quantidade hipoteticamente disponível de informação, podemos ver tudo, mas não podemos saber nada. Da mesma forma que ontem nos diziam que Saddam tinha armas de destruição maciça, hoje dizem-nos que Kim Jong-Un atirou o tio a uma matilha de 120 cães esfaimados. Não importa a fonte nem o contraditório: se for verdade, óptimo. Se for mentira, não faz mal a ninguém, excepto, talvez, a um milhão de iraquianos mortos. A única coisa que importa é o lucro, que atropela mortalmente o valor da verdade, do rigor e da deontologia jornalística. Por este diapasão, tem-se construído desde meados da década de oitenta, com a constituição de grandes grupos económicos de comunicação social ligados à alta finança nacional e estrangeira, uma poderosa máquina de modelação e condicionamento das opiniões, valores e comportamentos. À semelhança do que já acontecera durante a transfiguração marcelista do fascismo, quando oferecera à banca privada toda a imprensa diária nacional, tampouco para o capital hodierno é forçoso que o «produto» seja bom: basta que venda. Mais ainda, o conceito de «liberdade de imprensa» do capital vai abandonando paulatinamente o dever de informar o público com dignidade e respeito pela sua inteligência para se adequar cada vez melhor à lógica chilra do marketing, dos mercados e das audiências. Sendo que a informação é sempre ideológica e não escamoteando que um desprendimento normativo total é impossível, o jornalismo português está hoje refém, com honrosas excepções, dos interesses, ditames e concepções ideológicas de uma classe dominante pútrida, agonizante e desesperada. Uma classe que se contenta com um arremedo de «pluralismo» que noutros tempos embandeirava em arco, em que as figuras descomprometidas e mercenárias do analista e do comentador vão despudoradamente conquistando o espaço do jornalista.

Estagiários e mercenários


A própria figura do jornalista é hoje alvo de uma reconfiguração profissional sem precedente histórico e que o pretende destruir. Após uma explosão, altamente lucrativa, de cursos de «comunicação social» a partir da década de oitenta, assistiu-se à desregulamentação da profissão, com vagas de estagiários não-remunerados a ocupar o lugar de jornalistas experientes. O recente despedimento colectivo de 140 trabalhadores do grupo Controlinveste é nesse aspecto paradigmático: em causa está simultaneamente a brutal redução da autonomia relativa do jornalista, que precário e desprotegido tem cada vez menos liberdade para questionar e informar e, por outro lado, o apagamento da memória histórica da classe profissional, através do varrimento dos jornalistas com mais de quarenta anos, aqueles que ainda recordam o tempo em que a notícia não era mercadoria e ser jornalista implicava uma atitude crítica.

A concentração dos meios de comunicação social em cada vez menos mãos é, por este meio, a principal causa da destruição do jornalismo em Portugal. Grupos económicos como a Cofina, a Controlinvest, a Impresa, a Média Capital, Sojormédia, Sonaecom ou Zon Multimedia controlam praticamente toda informação que, fora da experiência quotidiana de cada um, constitui a argamassa do entendimento de que o povo português dispõe sobre a realidade política, económica e social do país. E se a monopolização da comunicação social compromete seriamente o que sabemos sobre o nosso próprio país, mais grave ainda é o tratamento dado às notícias internacionais, em que entre 75 a 80% da informação circulada à escala planetária tem origem numa mão-cheia de agências internacionais privadas, que adjudicam às salas de redacção portuguesas a tarefa ignara de reaquecer o enlatado e remetê-lo para as respectivas secções de "fast-food internacional"

A gravidade das manipulações que a comunicação social opera no plano internacional têm assumido nos últimos tempos as feições criminosas da propaganda nazi. O genocídio em curso do povo palestino é tratado como uma guerra motivada pelo lançamento de misseis contra Israel por organizações terroristas. Quando o número de crianças palestinas assassinadas por Israel roça os 500, a maioria das notícias continua a ignorar que uns são os ocupantes coloniais e os outros os ocupados colonizados; que uns são os agressores armados com tecnologia de ponta e os outros são as vítimas desarmadas. Quem não se lembra da atenção dada pela comunicação social ao rapto e assassinato de três crianças israelitas, crime imediatamente atribuído à resistência palestina? A divulgação irresponsável dessa mentira justificou o assassinato de 500 outras crianças, cujos nomes não conheceremos, cujos pais não serão entrevistados, cujas vidas têm menos valor por serem palestinas. E mesmo quando Israel admitiu que não havia nenhuma relação entre a morte dos três jovens e a resistência palestina, a comunicação social não corrigiu a informação errada, não pediu desculpas, não se retractou, provando para além de qualquer dúvida a sua cumplicidade com o bombardeio de escolas, hospitais e prédios de habitação. 

O parêntesis e o parágrafo

Mas a formatação política e ideológica não se concretiza apenas pela desinformação grosseira da mentira e da calúnia. A vergonhosa cobertura mediática de outro genocídio mostra como a cumplicidade também mina as consciências pelo silêncio, através do bloqueio informativo. Na Ucrânia tomou posse um governo neo-nazi, que baniu o partido comunista e lançou sobre o leste do país uma campanha militar genocida contra a população civil. Existem imagens de nazis encapuçados a torturar e assassinar pessoas, mas essas imagens nunca chegam às nossas televisões. Pode alguém ser suficientemente ingénuo para acreditar que se essas imagens tivessem sido filmadas não no leste da Ucrânia mas no leste de Cuba o silêncio teria sido o mesmo?

O duplo critério de classe de que comunicação social dominante se serve pode ter transformado o jornalismo na agência de publicidade dos patrões e dos banqueiros, mas diariamente surgem novos desafios ao monopólio da informação do sistema capitalista. Tom Pettitt, um académico da Universidade do Sul da Dinamarca, resume a dificuldade de controlar a informação na era das comunicações digitais com a teoria do Parênteses de Gutenberg, que defende que após uma excepção impressa, com a duração de quinhentos anos, no modo tradicional de partilha da informação, estamos a regredir para uma comunicação de natureza oral, narrativa, fluída e em rede, mais semelhante às histórias contadas à volta da fogueira que ao livro impresso. Independentemente da correcção desta teoria, é indesmentível que a proliferação das redes sociais está a mudar profundamente a forma como nos informamos e comunicamos aquilo que conhecemos. Por um lado, a facilidade com que qualquer informação circula e se torna viral, independentemente da sua fonte, data, qualidade ou autenticidade, cria um quadro de inundação informativa, caótica e perigosa. O sistema capitalista está neste momento a aprender a lidar com o novo elemento, tirando partido da confusão, da teoria da conspiração e da irresponsabilidade que daqui advêm para cimentar ainda mais o seu poder. A este azimute, o jornalista é cada vez mais necessário enquanto mediador, operário do tratamento rigoroso da informação e destrinçador da realidade, separando o trigo do joio e a notícia do mito e da propaganda. Por outro lado, as novas tecnologias acrescentam um enorme potencial ao trabalho informativo dos revolucionários, cada vez mais necessário no esforço de combater a desinformação com informação.

Desta forma, o reforço da imprensa partidária e a sua adaptação às novas tecnologias, com especial destaque para o Avante!, o Caderno Vermelho e o Militante, é hoje uma tarefa mais premente do que nunca. Na escuridão informativa da nossa era, a imprensa do Partido é luminária de uma notícia honestamente comprometida com os trabalhadores e o contraditório de classe da escuridão do jornalismo submisso, obediente e anódino.

O capitalismo, que durante tanto tempo se vangloriou da sua vocação para a liberdade de imprensa, ocupa-se agora do seu extermínio, acabando com os jornalistas e destruindo a sua deontologia. Se há vinte anos muitos acreditavam que a democracia estava no ADN do capitalismo, hoje essa falácia tem mais buracos que um queijo suíço: a sua liberdade de imprensa é liberdade de empresa, a sua formação é enformação, os seus jornalistas são colaboradores e os seus únicos valores de que não abdica são a ganância e o lucro. O socialismo deve representar a superação do capitalismo também na forma como gera e distribui a informação. Mas para um jornalismo de tipo novo, mais rigoroso, comprometido e democrático, é necessário que também os seus meios de produção sejam mais democráticos e consequentemente, públicos. Ou, seguindo raciocínio de Liebling, se o povo quer liberdade de imprensa, então o povo deve ser o dono da imprensa.

*Originalmente publicado no Caderno Vermelho n.º22 - Revista do Sector Intelectual de Lisboa do PCP

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  1. Anónimo21/11/14

    Um bom artigo.

    No caso de Israel, tal como a BBC, as agências de notícias já são dominadas pelo lobby de Israel. Estes pressionam as agências a dar a notícia que querem e que sirva melhor os interesses de Israel. Isso já funciona no nosso país, através dos comunicados da SIC Notícias e os boletins informativos de todos os telejornais.

    Quanto ao capitalismo e à venda de almas que distorcem a informação, com o fim de garantir o emprego e servir o patrão, tens um bom exemplo num dos textos publicados aqui no Manifesto 74: Nuno Ramos de Almeida.

    Basta leres a entrevista que fez ao Pacheco Pereira no jornal «i», como também seguir o percurso, desde a saída do PCP em 2003, até à incitação ao ódio a todos os comunistas admiradores de Estaline.

    É um caso confuso, que origina divisão de opiniões, mas que serve perfeitamente os interesses de quem lhe paga o ordenado, como pseudo-jornalista.

    Saúde

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  2. Excelente texto, a chamar à conversa um tema candente, de importância vital:o da construção, da consciência de classe também a partir do conhecimento da realidade efectiva e não da realidade enformada.

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  3. O 'jornalismo que Abril inaugurou'...o bom velho tempo dos saneamentos e do coral monocordico e bem afinado.

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  4. Anónimo21/11/14

    Olá José? Como é que vai o trabalho no blog «A Chispa»?

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  5. Anónimo22/11/14

    Bons tempos esses José. Foi no tempo em que quem não trabucava não manducava. Era o tempo em que aqueles que produzem o pão que comes tinham poder de decisão. Nesse tempo não havia pão para malandros.

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  6. Bons velhoa yempos...e tão curtos.
    Mas houve malandargem que subiu na vuda meteoricamente e até hoje vem navegando do tacho para a pensão com assinalável sucesso.
    Vivo exemplo para instrulçãoo e frustação da malandragem de hoje (e de sempre), inconformada com os obstáculos a quem deitem mão ao do alheio.

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  7. Anónimo22/11/14

    Um grande post , que, para além duma excelente análise da situação,dá pistas para uma resposta ao presente

    Algo que deve deixar particularmente irritados alguns dos mais subservientes "amantes" da enformação que nos dão ( tanto mais que têm por mister reproduzir a voz do dono) é isto:
    "Se há vinte anos muitos acreditavam que a democracia estava no ADN do capitalismo hoje essa falácia tem mais buracos que um queijo suíço: a sua liberdade de imprensa é liberdade de empresa, a sua formação é enformação, os seus jornalistas são colaboradores e os seus únicos valores de que não abdica são a ganância e o lucro"

    A "liberdade" replicada até há pouco como valor "absoluto" questionada logo ao virar da esquina , já perceptível até por muitos dos que eram considerados o fiel rebanho?

    E a inquietação e a irritação e a crispação a adivinharem-se por exemplo na soma sequencial de comentários de jose,em que, já em estado de desnorte resolve fazer um auto-retrato involuntário de si próprio .Ei-lo então a recitar como se diante de um espelho ,replicando outros tempos ( e de hoje) o seu (e dos seus) quotidiano(s)

    Um vero exemplar vivo de.

    De

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  8. «... inundação informativa, caótica e perigosa».
    O horror da inundação de liberdade, o caos da ausência do boletim oficial, o perigo da ausência do giverno dos melhores. Se bem me lembro...

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  9. Anónimo22/11/14

    Jose insiste, depois do amuo providencial em que se andou a lastinar feito piegas.
    Sinal da inquietação assumida e desbragada?

    Que diabo, contestam-lhe a sua labuta como replicador oficial da coorte. Aos factos da manipulação patente e óbvia dos factos responde nada ( este seu peculiar estilo de escrevinhador), Cala-se perante os dados apontados e duma forma manhosa ( deve ter sido auditor das contas do ricardo salgado) lança-se em defesa da "informação " e da "contra-informação" e da manipulação

    Logo ele, logo ele que tem uma série de intervenções a apostrofar a informação quando não submetida ao crivo da censura governamento-troikista.
    A que se atrevia a denunciar o BES...ou o relvas...ou o coelho...ou o soares dos santos... ou o chefe...ou a merkel ou o bush ...ou o salazar...

    Que falta de memória esta do jose/JgMenos.Ou que memória mais selectiva.

    O tipo não se lembra mesmo de nada?

    De

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  10. DE, começa a fraquejar nos responsos e ladaínhas: nem Hitler, nem Goebels?!?!?!?!

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  11. Anónimo22/11/14

    E José com dificuldades na escrita, pois sempre que fica nervoso, fica mais lorpa. É o caso da «instrulçãoo». Em todo o caso, quando escreve para «A Chispa» há sempre instrução suficiente para defender o marxismo-leninismo.
    José, podes voltar ao Júlio de Matos. Mamã, enfim morta.

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  12. Anónimo23/11/14

    Uma gargalhada apenas.

    Parece que a memória do jose está a voltar.
    Daí o processo de fuga..Do que se debate acima de tudo...mas também do seu papel activo e sórdido quando ele proclamava o " horror da inundação de liberdade, no caos da ausência do boletim oficial, o perigo da ausência do "giverno" dos melhores. Se bem se lembra...

    Lembrou-se mesmo
    (Perdão : Lembrou-se mesmo ?!?!?!?!)

    De

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  13. Anónimo23/11/14

    Não. O José não se lembra, porque é um verdadeiro atrasado mental.

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  14. Argala23/11/14

    António,

    A propaganda é uma das frentes de combate. E não sei se, apesar do fenómeno da concentração, não estaremos a reduzir o desequilibro das forças com a internet. Talvez não, admito. Mesmo a atomização da informação nas redes sociais acaba na maior parte dos casos por reproduzir o mainstream e às vezes coisas mais perigosas que o mainstream; sendo certo que a teoria revolucionária e a informação alternativa estão hoje na rede.

    O teu texto dá força à tese de que não há democracia sem socialismo. Os direitos democráticos dos trabalhadores só poderão ser efetivos, no âmbito da informação, quando estes tomarem conta dos meios de informação.

    Desta forma, na transição para as democracias liberais burguesas apenas ganhámos instrumentos que devemos utilizar. E é assim que os comunistas devem olhar para esta fase. Temos mais instrumentos democráticos, não temos a democracia.

    Uma possível metáfora. Nós há 50 atrás jogávamos num tabuleiro onde a burguesia nos deixava proteger o rei com peões. E lá íamos nós a jogo contra as torres, os cavalos, os bispos e a rainha da burguesia. Seria preciso ter muito mais do que astúcia. Necessitaríamos que o inimigo fosse um completo atrasado mental para conseguir ganhar ou afundar o rei.

    Volvidos os anos, chegamos hoje a um novo tabuleiro. Podemos proteger o rei com peões, bispos e cavalos. Temos mais armas para utilizar é certo, mas o inimigo continua a cruzar o tabuleiro a seu bel-prazer, e qualquer jogador vos dirá que não é expectável uma vitória nestas circunstâncias. Qualquer jogador nestas circunstâncias tentará afundar o rei como estratégia.

    Em suma, este não é o nosso tabuleiro de jogo. Este é o tabuleiro de jogo que a burguesia permite. Temos que obrigar a burguesia a jogar noutros tabuleiros, em vários tabuleiros ao mesmo tempo. Não colocar as fichas todas no mesmo sítio. Precisamos de duas tácticas. E de jogar contra a burguesia com cinismo absoluto.

    Cumprimentos

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  15. Argala23/11/14

    José,

    Creio que a sua presença nas caixas de comentários do blogue é bastante importante. Você traz um pouco desse reflexo do mainstream nas redes, e a nossa função é virar-lhe o bico ao prego. Você vem aqui, manda umas larachas e depois abre-se a tal discussão que você não quer aprofundar.

    Creio que lá no fundo, você já tomou consciência da sua própria insignificância. Tal como nós, você é apenas um comentador de blogues.

    Quantas opiniões é que você acha que já conseguiu influenciar com os seus comentários aqui?

    Você não gosta do boletim oficial, mas isso é o que você tem neste momento. O que o António quis aqui explicar é que a Cofina, a Controlinvest, a Impresa, a Média Capital, a Sojormédia, a Sonaecom e a Zon Multimedia são o boletim oficial. Apenas não são o nosso boletim oficial, mas ele existe sempre.

    Pense um pouco novamente na sua insignificância. Já reparou que o lugar idílico da "liberdade jornalística" e do "respeito por todas as opiniões" é um autêntico logro enquanto houverem pessoas com interesses distintos?

    A mim chateia-me que os meus interesses de classe não sejam defendidos pela linha editorial do boletim oficial. Diga lá quem é que defende os seus interesses nos canais generalistas e nos jornais, e quem é que não os defende. Ponha isso nos pratos da balança e depois diga coisas.

    Cumprimentos

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  16. Anónimo24/11/14

    Argala,

    Li a sua versão do tabuleiro mas creio que o fundamental deste jogo (se é que se pode considerar um jogo) é manter o senso comum, a disciplina e a lucidez para os grandes temas em questão. Manter tudo isto em forma não é tarefa fácil numa sociedade em decadência.

    Todo o tempo é importante e merece toda a atenção daquele que se respeita a si próprio ou que se estima. O oportunista não é pessoa que se estime a si próprio. É alguém que é confuso e não tem rigor na memória.

    Muitos vão ser os oportunistas a querer falar e dar a opinião. Muitos vão ser os dissidentes. Muitos vão ser os traidores. Todo o cuidado será pouco e todo o momento será importante para uma verdadeira e necessária introspecção.

    Saúde


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