Também na Ucrânia o fascismo não passará.

19.2.14

Pude acompanhar em directo parte do discurso do dirigente neonazi Oleh Tyahnybok na praça epicentro das atenções mediáticas de meio mundo, no centro da cidade de Kiev. Tyahnybok, que é um dos homens de mão dos norte-americanos na Ucrânia, não esconde a sua russofobia nem a vinculação do seu projecto político ao pior do racista anti-semita. Mas em Portugal a visão que se construiu dos conflitos de Kiev é outra. Sem surpresas.

Leio entretanto no site do Expresso que o governo português apoiará as sanções que a União Europeia se prepara para impor à Ucrânia. Através do secretário de estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, o governo PSD/CDS já veio afirmar, do alto da sua sapiência e superioridade moral, que o "Presidente Ianukovitch tem de perceber que é o principal responsável pela repressão e pela violência em Kiev e em outras cidades". Maçães diria o contrário daquilo que disse com a mesmíssima (falta de) convicção se o alinhamento de Bruxelas fosse o oposto.
A situação ucraniana ilustra bem o valor instrumental que a extrema-direita tem no seio do campo político em que se integra: o da defesa canina dos interesses da burguesia (nacional e internacional). A União Europeia sabe bem quem apoia - e como apoia - no complexo quadro ucraniano e não hesita por um momento em sacrificar no altar dos sacrossantos interesses que a estruturam as vidas daqueles que se batem contra o fascismo, num país que já viveu por mais de uma vez o jogo imperial e fascista alemão.

O perigo da situação ucraniana está a ser mal avaliado pelos Maçães desta vida. E se por um lado é verdade que os Maçães portugueses nada mandam nem nada podem no contexto internacional, limitando-se a cumprir as ordens com origem em Berlim, não é menos verdade que de Maçães (eventualmente mais bem falantes mas certamente mais poderosos) da mesma estatura ética está a União Europeia cheia.

O jogo perigoso que desde 1991 Estados Unidos e Alemanha desenvolvem ao longo da fronteira russa é na verdade um problema sério, com consequências imprevisíveis que ninguém que se bata verdadeiramente pela paz pode ignorar. O avanço da NATO em direcção às fronteiras da Federação Russa, a tentativa de instalação (ou efectiva instalação) de infraestruturas militares em territórios contíguos à Rússia e as provocações que ao longo dos anos governos fantoches da região têm levado a cabo contra os interesses russos (a Geórgia tem sido neste domínio imbatível, o que aliás lhe valeu vexante derrota no conflito osseta, em 2008) são realidades que devem ser tidas em conta na análise da complexa situação ucraniana.

De resto é sabido que Estados Unidos e Alemanha/UE se procuram posicionar de forma a disputar influência-chave junto do governo ucraniano em caso de eventual mudança política naquela ex-república soviética. Sobre o assunto aconselho a leitura do pequeno artigo "O Boxeur-electrão e outras peças" assinado por José Goulão na página Odiário.info.

Toda a solidariedade com a Ucrânia e o seu povo. Toda a solidariedade com os comunistas ucranianos e com os imigrantes de outras nacionalidades que de súbito aparecem como alvos da violência racista dos fascistas armados em Kiev, Lviv e outras cidades do país. Toda a solidariedade aos anti-fascistas, veteranos do exército vermelho e outros democratas, que independentemente da sua opinião/posição sobre o governo de Viktor Ianukovitch compreendem o perigo que representa para a Ucrânia a emergência de grupos e bandos neonazis financiados e apoiados pelos blocos político-militares "ocidentais".

O fascismo não passará.

Relacionados

  1. O imperialismo russo nunca desaparece, qualquer que seja o regime político no poder.
    O cinismo com que exerce o seu poder advem-lhe da longa experiência de desrespeito por povos e culturas.
    Mas os reverentes sempre erguem bandeiras às nomenklaturas que lhe são obedientes!
    E dormem em sossego dizendo-se cinicamente que se querem com os inimigos dos seus inimigos.

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  2. Anónimo19/2/14

    José que se voltou esbaforido contra a Venezuela, fazendo o seu papel de agente esbaforido. volta-se agora da forma cínica que o caracteriza para outro local do planeta onde se sente o bafo quente do fascismo ao serviço do imperialismo.

    Fala em imperialismo russo e outras coisas mais. Fala, tem a lata de falar, no desrespeito aos povos e culturas. da parte do povo russo.
    Sejamos claros.O motivo do ódio troglodita e vesgo de José à Rússia deriva também do facto da Rússia, constituir tal como o Irão e a China, os três principais obstáculos para o domínio absoluto dos EUA. José sabe isso e parte com a cartilha estudada.E mente.Mente de forma miserável.Mas já lá vamos.
    Por agora este texto :
    http://resistir.info/ucrania/roberts_ucr_13fev14.html

    E por agora sublinhar que José, que ainda há dias defendia salazar e o salazarismo, é o exemplo de um reverente a erguer a bandeira à nomenklatura que serve e de quem é um servo obediente.
    Dorme em sossego, dizendo que se quer em sossego com os inimigos dos seus inimigos , como são exemplos estas notícias:
    http://actualidad.rt.com/actualidad/view/120197-video-siria-islamistas-ejecuci%C3%B3n-masiva
    http://actualidad.rt.com/sociedad/view/120103-siria-islamistas-joven-facebook
    (os EUA e seus aliados são de facto os amigos desta escumalha)

    De

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  3. Anónimo19/2/14

    José! Sabia que para se ser ignorante não é necessário despender nenhum esforço, investimento ou saber.

    Basta não se saber nada daquilo que se diz. E se a isso se juntar algumas alarvidades então obtêm-se o estatuto de labrego.

    É precisamente a figura que o José está fazendo.

    O que sabe daquilo que está em jogo na Ucrânia.
    Quais os interesses geopoliticos, geoeconomicos e geoestratégicos que julga que estão ali em disputa?


    Se sabe diga!

    Conhece aquilo que que escreveu Mackinder? O que disse Margaret Albigrith?O que escreveu e tem dito Brzezinsk?


    Não sabe que os protestos mais violentos estão a ser conduzidos por forças assumidamente neonazis? Então pesquise na Net quem foi Stefan Bandera e a AUN?

    E a que nomenklaturas se está a referir. Desconhece os modelos economicos e politicos que vigoram na Russia e na maioria dos países que faziam parte da URSS (com exceção da Bielorrussia) ?


    Carlos Carapeto


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  4. Anónimo19/2/14

    Por falta de tempo não me é possivel neste momento deixar a minha opinião acerca dos acontecimentos na Ucrânia e não só.

    Fica aqui este comentário que Daniel Estulin em Castelhano traduziu da "Executive Intelligence Review" EIR.

    Carlos Carapeto





    http://www.danielestulin.com/2014/02/11/potencias-occidentales-respaldan-golpe-neonazi-en-ucrania/#more-7665


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  5. Francisco Canelas19/2/14

    O José limita-se a ouvir aquilo que passa na comunicação social instrumentalizada pelo grande capital, que são os seus donos logo usam-na para servir os seus interesses, e papagueia as opiniões que aí são transmitidas sem as questionar e sem se preocupar em pensar criticamente sobre elas.Pois José é um bom e obediente demagogo da ordem estabelecida e das "nomenklaturas" e imperialismos capitalistas, tentando no entanto fazer os outros parecer tão superficiais como eles.

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  6. Anónimo19/2/14

    "A escalada de provocações e violência na Ucrânia seria trágica só por si. Mas é-o muito mais se se tiverem em conta as implicações e os objectivos da desestabilização em curso. Tornou-se já completamente claro um padrão na estratégia do imperialismo: cada país que desestabiliza e destrói torna-se uma nova reserva de carne de canhão mercenária para novas desestabilizações noutro lugar mais adiante. É assim com os grupos armados de radicais islâmicos no Norte de África e no Médio Oriente, é assim com os grupos de extrema-direita e fascistas na Europa de Leste."

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  7. Anónimo19/2/14

    Têm-nos chegado certo número de informações de leitores confirmando que Washington está a alimentar os protestos violentos na Ucrânia com dólares dos nossos contribuintes. Washington não tem dinheiro para cupões de alimentos ou para evitar as execuções de empréstimos à habitação, mas tem montes de dinheiro para subverter a Ucrânia.

    Escreve um leitor: “A minha mulher, de nacionalidade ucraniana, tem contacto semanal com os pais e amigos em Zhytomyr [noroeste da Ucrânia]. Segundo eles, a maior parte dos manifestantes recebem um pagamento médio de 200-300 grivna, correspondendo a 15-25 euro. Conforme além disso ouvi, uma das agências mais activas e ‘balcão de pagamentos’ do lado da UE é a alemã ‘Konrad Adenauer Stiftung’, intimamente ligada à CDU, ou seja, ao partido da srª. Merkel.”

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  8. Anónimo19/2/14

    O resto aqui:
    http://www.odiario.info/?p=3187

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  9. Comentar o "José" é precisamente o objectivo dele, desfocando o interesse em comentar o texto. Resistamos à tentação, que é uma táctica bem explicada aqui: http://aventadores.files.wordpress.com/2013/11/visc3a3o_entrevista-fms.pdf

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  10. maria20/2/14

    de acordo Ricardo!
    o insuspeito general loureiro dos santos, ainda ontem de manhã da rtp1, dizia abertamente que a alemanha estava a financiar os grupos! como lhes havemos de chamar? rebeldes? resistentes? guerrilheiros? terrosristas?... pois!
    fascistas e extrema direita que a europa está a financiar e que já cá está!!!!!
    .... e que dizer da venezuela??!! está na mira...
    e o relatório da "onu" sobre a coreia do norte??!! já sabemos....
    O Mundo está messsmo feio!!!

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  11. DAR IMPORTANCIA A VÍBORAS NAZI/FASCISTAS TIPO "ZÉ" É UM DEPERDÍCIO.

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  12. Anónimo20/2/14

    A informação trazida pelo Ricardo é preciosíssima.
    O que fazer é um dos nós górdios da presente situação.Ainda para mais com a (des)classe de "comentadores" que temos mais os avençados jornalistas.Sob a tutela maior de quem se sabe

    De

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  13. Nada como um bom rosário de exorcismos para tranquilizar os fiéis!
    Oremos pois pela maldição dos nazis/ fascistas/ exploradores/ provocadores/ infirltrados/ trols e outros espíritos malignos que vagueia, pelo mundo para perdição das almas...
    Alegremo-nos por a justiça começar a ser servida em Kiev pelo abate dos possuídos da falsa fé que renega obediência ao czar de todas as Rússias!
    Abençoados os mansos que perseveram na verdadeira fé!

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  14. Anónimo21/2/14

    "Recent months have seen regular protests by the Ukrainian political opposition and its supporters – protests ostensibly in response to Ukrainian President Yanukovich’s refusal to sign a trade agreement with the European Union that was seen by many political observers as the first step towards European integration. The protests remained largely peaceful until January 17th when protesters armed with clubs, helmets, and improvised bombs unleashed brutal violence on the police, storming government buildings, beating anyone suspected of pro-government sympathies, and generally wreaking havoc on the streets of Kiev. But who are these violent extremists and what is their ideology?

    The political formation is known as “Pravy Sektor” (Right Sector), which is essentially an umbrella organization for a number of ultra-nationalist (read fascist) right wing groups including supporters of the “Svoboda” (Freedom) Party, “Patriots of Ukraine”, “Ukrainian National Assembly – Ukrainian National Self Defense” (UNA-UNSO), and “Trizub”. All of these organizations share a common ideology that is vehemently anti-Russian, anti-immigrant, and anti-Jewish among other things. In addition they share a common reverence for the so called “Organization of Ukrainian Nationalists” led by Stepan Bandera, the infamous Nazi collaborators who actively fought against the Soviet Union and engaged in some of the worst atrocities committed by any side in World War II."

    De

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  15. Anónimo21/2/14

    While Ukrainian political forces, opposition and government, continue to negotiate, a very different battle is being waged in the streets. Using intimidation and brute force more typical of Hitler’s “Brownshirts” or Mussolini’s “Blackshirts” than a contemporary political movement, these groups have managed to turn a conflict over economic policy and the political allegiances of the country into an existential struggle for the very survival of the nation that these so called “nationalists” claim to love so dearly. The images of Kiev burning, Lviv streets filled with thugs, and other chilling examples of the chaos in the country, illustrate beyond a shadow of a doubt that the political negotiation with the Maidan (Kiev’s central square and center of the protests) opposition is now no longer the central issue. Rather, it is the question of Ukrainian fascism and whether it is to be supported or rejected.

    For its part, the United States has strongly come down on the side of the opposition, regardless of its political character. In early December, members of the US ruling establishment such as John McCain and Victoria Nuland were seen at Maidan lending their support to the protesters. However, as the character of the opposition has become apparent in recent days, the US and Western ruling class and its media machine have done little to condemn the fascist upsurge. Instead, their representatives have met with representatives of Right Sector and deemed them to be “no threat.” In other words, the US and its allies have given their tacit approval for the continuation and proliferation of the violence in the name of their ultimate goal: regime change.

    De

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  16. Anónimo21/2/14

    In an attempt to pry Ukraine out of the Russian sphere of influence, the US-EU-NATO alliance has, not for the first time, allied itself with fascists. Of course, for decades, millions in Latin America were disappeared or murdered by fascist paramilitary forces armed and supported by the United States. The mujahideen of Afghanistan, which later transmogrified into Al Qaeda, also extreme ideological reactionaries, were created and financed by the United States for the purposes of destabilizing Russia. And of course, there is the painful reality of Libya and, most recently Syria, where the United States and its allies finance and support extremist jihadis against a government that has refused to align with the US and Israel. There is a disturbing pattern here that has never been lost on keen political observers: the United States always makes common cause with right wing extremists and fascists for geopolitical gain.

    O resto aqui:
    http://www.globalresearch.ca/ukraine-and-the-rebirth-of-fascism-in-europe/5366852

    De

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  17. DE, nem uma palavrinha pela corrupção que impera no Estado ucraniano, que bem compara com o da Rússia?
    E até acredito que haja extremistas na Ucrãnia, mas não têm nem a força nem os números que justificam a dimensão dos protestos.
    O resto da lenga-lenga cumpre o léxico que desde o Grande Guia do Proletariado assegura que haja um mundo a preto-e-branco para benefício dos daltónicos mentais.

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  18. Anónimo21/2/14

    http://www.pcp.pt/images/stories/evocacoes/70anos_tarrafal/01.jpg

    https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSGkpcBT_RtQkRuLLX47zPWF97nUiD1dxoGvol8_FRP-k4NVww2sQ

    https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/s403x403/1546463_581289895291470_1549375554_n.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/-wzAeey0KMc0/Uuy6-JsNgKI/AAAAAAAAGik/q2m8UNDDhiE/s1600/ukr_fascists-3-517x388.jpg

    http://resistir.info/varios/imagens/nacionalista_ucraniano.jpg

    De

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  19. Anónimo21/2/14

    Para se verem as imagens é favor "copiar" o link e depois "colar e ir"

    Percebe-se a forte ligação entre as hordas fascistas/nazis e o esforço para calar o que se passa.

    De

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  20. Anónimo21/2/14

    http://resistir.info/ucrania/imagens/ukr_fascists.jpg

    O fascismo levanta a cabeça e não olha a meios
    Eis a tradução do texto citado há pouco:
    http://resistir.info/ucrania/renascimento_fascismo.html

    De

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  21. Anónimo21/2/14

    O fascismo levanta a cabeça e assume-se pelo que é.

    Ucrania: Opositores radicales izan banderas de terroristas sirios y chechenos en Kiev
    La bandera fue vista al lado de la bandera de azul y amarillo ucraniana y también fue izada por sujetos que se encuentran apostados en la plaza Maidán, según revela un video de Ruptly TV.

    Precisamente bajo esa bandera los extremistas del denominado Ejército Libre de Siria (ELS) y varios grupos terroristas islamistas han estado aterrorizando y masacrando –incluso degollando- al pueblo de Siria durante los últimos tres últimos años.

    La bandera de la llamada 'Ichkeria' de los separatistas chechenos, manchados hasta los codos con la sangre de sus propios compatriotas, incluso la sangre de niños –como los asesinados en la escuela de la localidad osetia de Beslán- y autores de numerosos actos terroristas en Rusia, también fue izada en la plaza donde están reunidos los "pacíficos manifestantes" de la cristiana Ucrania.

    De

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  22. Anónimo21/2/14

    Washington colabora com os neo-nazis ucranianos

    http://www.globalresearch.ca/washington-collaborates-with-ukranian-neo-nazis/5367798

    De

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  23. Cuidado com a "Executive Intelligence Review" EIR. Ao contrário do que parece, faz parte de um movimento ideologicamente perigoso de extrema-direita e das "teorias" da conspiração, com ligações à CIA para criar a confusão no meio dos progressistas, ligado a Lyndon Larouche.

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  24. Anónimo21/2/14

    Imperialismo russo? Como se fossem apenas os russos envolvidos nesta salganhada senhor José. Nem uma palavra para a "União" Europeia? Ou para os EUA, sendo esses sim os maiores imperialistas e tao interessados no assunto quase tanto como a poderosa Merkel?
    Abra os olhos, se é que lhe convem! O povo ucraniano levantou a voz por estar farto de ser explorado pelos 'monstros' russos, procura do assim abrigo na UE. Que conveniente para os 'civilizados' ocidentais, assim em vez da Ucrânia viver sob a sombra imperialista russa, passaria a viver sob as ordens duma seita de sanguessugas capitalistas, que se querem aproveitar da fragilidade tanto politica, financeira e ideológica de uma ex nação soviética à beira do abismo
    Já que banquete de capitais e miséria será abundante por que haveriam de faltar as excelências 'americanas'?
    E as frentes neonazis da própria Ucrânia, não terão elas também um papel neste grandioso espectáculo?
    Parece-me, a mim, que haverá mais que um culpado para além do imperialismo russo. Não acha sr. José?

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  25. Anónimo senhor,
    Que os povos queira determinar em que imperialismo querem participar parece-me bastante democrático e razoável.
    Imperialismos los hay, e o mesmo se diz das bruxas!

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  26. Anónimo22/2/14

    Há quem diga que imperialismos há muitos e que os povos podem determinar os imperialismos com que andam.
    Diacho...isso parece a justificação que usavam para defender a legitimidade de Hitler.Salazar tem ali em cima uma fotografia a imitá-lo.
    E pactuar com o fascismo nunca foi o caminho dum homem de bem.

    Vamos ao que interessa.
    "Os trágicos acontecimentos da Ucrânia serão recordados no futuro como marco de um perigoso desafio do fascismo numa região nevrálgica da Europa Oriental.

    Não é ainda possível avaliar as consequências da onda de violência irracional que atingiu aquele país nos últimos dias. Até o número de mortos é ainda incerto, oficialmente 80.

    O acordo firmado na madrugada do dia 21 pelo presidente da República, líderes de grupos da oposição e representantes de países da União Europeia não permite concluir que as decisões deles constantes sejam aplicadas.

    A situação em Kiev e na maioria das províncias é caótica, caracterizada por um vazio de poder.

    Mas desde já se pode afirmar que cabem aos dirigentes da França, da Alemanha e da Polónia e ao presidente Yanukovitch grandes responsabilidades pela evolução de uma crise na qual os grupos armados de uma extrema-direita de matizes fascistas desempenharam um papel fulcral.

    Os países centrais da União Europeia e os EUA incentivaram, armaram e financiaram as organizações extremistas. Ianukovitch demonstrou desde o início da crise incapacidade para a controlar, acabando por perder a confiança do exército, da polícia e dos deputados do seu próprio partido, mudando de posição a cada dia.

    A Mensagem que dirigiu ao país, após o acordo, é um espelho do seu carácter. Nela mistura deus com a política e o patriotismo num esforço inútil para esconder a sua capitulação perante as exigências da oposição.

    Fazer previsões sobre o rumo da Ucrânia nas próximas semanas seria entrar no campo da especulação.

    Mas os desmandos e violências em curso dos grupos fascistas são inquietantes.

    Nas cidades que controlam destruíram estátuas de Lenine, ilegalizaram o Partido das Regiões (que apoiava o Presidente) e o Partido Comunista da Ucrânia e em alguns casos fecharam as suas sedes.

    É transparente que o fascismo ucraniano exibe o seu rosto hediondo"
    ( os Editores de odiário,info)

    De

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  27. Anónimo22/2/14

    Tanto na Ucrânia como na Venezuela as perturbações que estão a decorrer têm as mesmas raízes: as actividades deliberadamente provocatórias dos EUA para desestabilizar esses países. Através de suas organizações especializadas, como a NED , a fundação do sr. Soros e outras, o imperialismo procura activamente não só derrubar os respectivos governos como mudar o regime. Foi o que fez em 1973 no Chile, em 1964 no Brasil e em muitos outros países. No caso da Ucrânia, os EUA agem (ou agiam?) em colaboração com a UE. A sra. Noland, da Secretaria de Estado dos EUA, reconheceu que chegaram a gastar US$5 mil milhões para promover as actuais perturbações na Ucrânia, as quais fazem parte do desígnio estratégico de cercar a Rússia. No caso da Venezuela, algum dia se saberá quanto o imperialismo tem gasto para derrubar o governo constitucional de Nicolas Maduro por meio de grupos paramilitares e grupos fascistas, agentes pagos que executam acções de violência.
    A diferença entre a Ucrânia e a Venezuela é que a primeira tem um governo reaccionário e indeciso, ao passo que a Venezuela tem um governo bolivariano comprometido com o socialismo. O governo e o povo venezuelano têm portanto melhores condições para defender o seu país do que o governo e o povo ucraniano"

    De

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  28. Anónimo22/2/14

    Este último texto não é meu.É do "Resistir.info"

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  29. Anónimo22/2/14

    Não se trata de "escolher imperialismos", senhor José, mas de tentar livrar-se deles! A questão aqui é 'como', e de certeza que apontar culpados não é a solução mais fiável como se tem vindo a concluir, mas a da união dos trabalhadores, do proletariado, campesinato, entre outros. Ora, esta união não seria, é ou será alguma vez possível de todo se uma nação "escolher" viver à sombra de qualquer tipo de imperialismo, russo, europeu, americano ou outro qualquer.

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  30. «ao presidente Yanukovitch grandes responsabilidades ...
    Ianukovitch demonstrou desde o início da crise incapacidade para a controlar ...
    a primeira (Ucrânia) tem um governo reaccionário e indeciso...»
    E vai daí, a quem a responsabilidade de entregar a revolta popular aos extremistas de direita?
    Quem se coloca ao lado de um um governo reaccionário, indeciso, incapaz de controlar a situação e com enormes responsabilidades em todo o processo?
    E queixam-se que peguem fodo à memoráblia de tempos de ditadura e opressão, e só vão gritando que vem lobo?!?!
    Uns com os olhos no passado, vêem o que não vêem...

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  31. Anónimo22/2/14

    Será que Joség está a escrever antes de ler ou está apenas a debitar o que já escreveu?

    "Responsabilidade de entregar a revolta popular aos extremistas de direita?
    Quem se coloca ao lado de um governo reaccionário?"
    Mas este fulano anda aqui a encanar a perna à rã?
    Ainda não percebeu que com o fascismo não se negoceia,não se cede, não se brinca?
    A fumaça que levanta serve o quê?A desculpabilização dos fascistas e a acusação ao presidente fraco e reaccionário?

    Ele que leia os links citados em vez de dizer disparates.Que veja quem controla os fascistas e veja como a governanta americana apanhada com a boca na botija protege e nomeia um fascista.

    A frente anti-fascista cabe sempre à esquerda consequente.Por mais que doa a José ou a quem quer que seja..

    Entretanto a manipulação continua.Os fascistas atacam a sede do partido comunista como nos idos tempos da alemanha nazi.E este José salta com fabulazinhas do Pedro e do lobo feitas à exacta medida dos manipuladores da corte
    (E queixa-se de fodos e de memoráblias(?)...a pressa não lhe permite sequer escrever quanto mais ler...)

    Para recordar com todas as letras:
    http://www.globalresearch.ca/washington-collaborates-with-ukranian-neo-nazis/5367798

    Quanto aos lobos e às histórias da carochinha a resposta devida já foi aqui dada
    http://manifesto74.blogspot.pt/2014/02/portugueses-solidarios-com-revolucao.html

    De

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  32. Anónimo22/2/14

    O Jose deve ser do tempo em que só passava filmes do rambo na rtp1, em que os amerdicanos eram os homenzinhos e seus inimigos directos eram os maus. Essa ideia transformou-lhe uma prespectiva sobre o mundo, mas tudo bem ZE. Josezito, agora que o pessoal se fartou de ver filmes do rambo e que ja todos conseguimos usar internet, tenho uma profunda pena em continuares a ver filmes no canal Hollywood ao invez de pegares na puta da internet e tentares saber onde existe o real imperialismo.

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  33. Anónimo, não sei se desististe de raciocinar ou se te enervaste e perdeste o tino. Isto de imperialismo não carece de adjectivos, basta-lhe a força; se chamas real ao mais forte, isso não faz o menos forte menos imperialista.
    Mas para o caso o que releva é que para os pretensos defensores do povo este é sempre uma cambada de tarolos sempre agindo em resultado de uma qualquer manipulação conspiratória, excepção feita a quando são manipulados pelos seus 'defensores'.

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  34. Anónimo22/2/14

    Um dicionário talvez ajude estes disparates do mais forte e do mais forte associados à definição de imperialismo.
    Geralmente são os próprios defensores do imperialismo a utilizar tal argumentação na esperança que não lhes vejam as patas imundas com que dominam o resto do mundo.E repare-se como aqui se escamoteia que é o desenvolvimento do capital financeiro que leva a uma constante necessidade de expansão dos Estados, gerando o imperialismo.

    O "povo" é uma definição utilizada por alguns para tudo.Há um comentário célebre dum antigo "social-democrata" alemão a defender o direito de Hitler tomar o poder porque o "povo" estava com ele.(Faltou-lhe acrescentar na altura a tese anti-teoria da conspiração.)
    (Esse tal tipo foi posteriormente executado pela resistência por ser um dos mais execráveis torcionários nazis)
    A manipulação da palavra "povo" vem ao encontro da manipulação da realidade fria e forte.
    Factos concretos e reais, que não podem ser desmentidos já foram aqui citados, com fotos e textos.
    Como por exemplo este:
    " a secretária de Estado adjunta Victoria Nuland, russófoba raivosa e neoconservadora militarista, disse ao National Press Club em Dezembro último que os EUA “investiram” 5 mil milhões de dólares na organização de uma rede para atingir os objectivos americanos na Ucrânia, de forma a dar à Ucrânia “o futuro que merece”. http://www.informationclearinghouse.info/article37599.htm Nuland é a funcionária do regime de Obama que foi apanhada em flagrante dizendo o nome dos membros do governo ucraniano que Washington quer impor ao povo ucraniano logo que os manifestantes pagos derrubem o actual governo eleito e independente."

    De

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  35. Anónimo22/2/14

    Mais factos para o debate
    Os recentes protestos na Ucrânia têm o fedor de uma tentativa orquestrada a partir do estrangeiro para desestabilizar o governo de Vikor Yanukovych depois de este se ter afastado da assinatura de um Acordo de Associação com a UE que teria conduzido a uma profunda divisão entre a Rússia e a Ucrânia. A estrela do box transformada em guru político, Vitaly Klitschko, tem-se reunido com o Departamento do Estado dos EUA e é um aliado próximo da CDU de Angela Merkel.

    O acordo de associação com a Ucrânia enfrenta a resistência de muitos estados membros da UE que por si próprios já têm problemas económicos profundos. As duas figuras da UE que mais pressionam por ele – os ministros dos Negócios Estrangeiros sueco e polaco, Carl Bildt e Radoslaw Sikorski, respectivamente – são bem conhecidos na UE como aliados próximos de Washington. "

    De

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  36. Anónimo22/2/14

    "Os EUA estão a pressionar fortemente a integração da Ucrânia na UE, assim como esteve por trás da fracassada "Revolução Laranja" de 2004 para separar a Ucrânia da Rússia num lance destinado a isolar e enfraquecer a Rússia. Agora ucranianos descobriram provas do envolvimento directo do grupo de treino de Belgrado financiado pelos EUA, o CANVAS, por trás dos protestos cuidadosamente orquestrados em Kiev.

    Foi obtida uma cópia do panfleto que foi distribuído em Kiev a protestantes da oposição. Trata-se de uma tradução palavra a palavra e desenho a desenho do panfleto utilizado em 2011 pelos organizadores do CANVAS, financiado pelos EUA, nos protestos da Praça Tahrir, no Cairo, que derrubou Hosni Mubarak e abriu a porta à Fraternidade Muçulmana apoiada pelos EUA. [1] A foto abaixo é uma comparação, entre as duas:

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  37. Anónimo22/2/14

    Eis a foto
    http://www.resistir.info/ucrania/imagens/engdahl_1.jpg

    A foto à esquerda é da Praça Tahrir; a da direita de Kiev e aqui abaixo está o original em inglês utilizado pela ONG CANVAS de Belgrado:
    http://www.resistir.info/ucrania/imagens/engdahl_2.jpg

    A CANVAS, antigamente OTPOR, em 2000 recebeu quantias significativas de dinheiro do Departamento de Estado dos EUA para encenar a primeira Revolução Colorida com êxito contra Slobodan Milosevic, na então Jugoslávia. Desde então eles foram transformados numa "consultora de revolução" em tempo integral dos EUA, fazendo-se passar por um grupo sérvio de base que apoia a "democracia". Quem alguma vez pensaria que uma ONG de base sérvia seria uma frente para operações de mudança de regime apoiadas pelos EUA?
    Ver o texto aqui:
    http://www.resistir.info/ucrania/engdahl_21fev14.html

    De

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