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Veneno de Ferrão

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O eurodeputado e candidato à Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, desafiou a SIC e o seu sub-director, Bernardo Ferrão, a encontrar nos arquivos um pedido de demissão de um ministro por parte do PCP. Foi depois do tom de gozo usado pelo jornalista, no Jornal da Noite da SIC, num comentário ao caso Centeno, ladeado pelo sempre informado, imparcial e isento José Gomes Ferreira, em que afirmava que, noutra altura qualquer, "o PCP já estaria a pedir a demissão do ministro". A resposta ao desafio de João Ferreira surgiu em forma de vídeo, onde são apontados casos em que o PCP pede não a demissão de um ministro, mas sim de um governo; ou de ministros que integraram governos cuja demissão era exigida pelo PCP.

Ora, se tal confusão seria, talvez, tolerável perante alguém que não possui todas as informações, mais ou menos como os profissionais das caixas de comentários do Facebook, não me parece que o seja quando consideramos alguém com a responsabilidade de Bernardo Ferrão. Ou talvez se explique devido ao sub-acompanhamento das iniciativas do PCP por parte da SIC, fazendo com que não esteja bem por dentro do que é a postura do PCP. Hoje mesmo, quando se discutia a contratação colectiva no parlamento, pudemos ouvir em directo, na SIC Notícias, uma curta passagem de uma intervenção do ministro Vieira da Silva. Mas também, quem quer saber a posição do partido que promove o debate?

Não, a corrida não é entre Passos e Costa

terça-feira, 23 de junho de 2015

Pára tudo! Há um anúncio na SIC a repetir, ad nauseam, que dentro de semanas, vamos ter eleições para «escolher o próximo primeiro-ministro», acrescentando, depois, que «a escolha é entre António Costa e Pedro Passos Coelho». Eis pois, a perquirição que se impõe aos dignos chefes da estação de Carnaxide: está tudo maluco? É que não só não há eleições «para primeiro-ministro» como, salvo erro, PSD/CDS e PS não são as únicas opções.

Dito de outra forma, o anúncio da SIC configura um crime contra a democracia e uma violação grosseira do princípio de isenção e imparcialidade a que estão obrigadas as televisões. Ou dito ainda de outra forma, se a grei (vulgo “esta merda”) não estivesse por alguns votada a nação de telemarketers e condutores de tuktuk, a brincadeira acabaria com o baque de costados contra grades.