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A liberdade é uma maluca

quinta-feira, 9 de março de 2017

Confesso que gostava de ser tão cool e fresco que esta polémica com a Associação de Estudantes da FCSH e um grupo de fascistas me passasse ao lado. Que se resolvesse com um post no Facebook ou um tuíte a citar Voltaire - mesmo com uma frase que não é de Voltaire - e à sua defesa do direito de o outro poder manifestar a sua opinião, porque é assim em democracia. Há, no entanto, vários equívocos ao longo de todo este processo, que é só mais um na caminhada lenta mas que segue em passo certo para o branqueamento do que foi o salazarismo, à semelhança do que sucedeu no que respeita ao nazismo e ao fascismo.

A propósito de um certo "Avante!"

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Imagina que passavas a tua vida inteira num quarto isolado sem qualquer contacto com o exterior. Imagina que a esse quarto, chegava um só jornal e tinhas acesso a um só canal de televisão. Imagina que se quisesses ver cinema só podias escolher entre 5 filmes. Livros também eram só 5. E a realidade? Melhor, e a tua percepção da realidade?

Não vives num quarto isolado das outras pessoas. Conversas, deslocas-te consoante as tuas possibilidades, até és capaz de atravessar oceanos, por mar ou por ar, lês os livros que te apetece ler, vais ao cinema ou pelo menos vês filmes em casa, vais ao teatro (vais?), tens acesso a cada vez mais canais de televisão e passas horas a ser bombardeado com informação nesses canais, nas bancas de jornais, na internet, na internet e na internet. Mesmo quando não te apercebes ela está lá, bem à frente dos olhos, de forma mais ou menos explícita.

A liberdade de empresa e o dever de enformar*

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Hoje deparei-me com a fotografia à esquerda que, muito embora valha mil palavras, dá novo sentido a um artigo que há não muito tempo escrevi.

Uma vez A. J. Liebling, gigante do New York Times, escreveu que a «a liberdade de imprensa só é garantida a quem é dono de uma imprensa». Em Portugal, o processo de acumulação e concentração de capital ergueu no lugar do jornalismo que Abril inaugurou, uma máquina de manutenção, reprodução e legitimação da ordem económica e social estabelecida.