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Maio130: A História do 1º de Maio

segunda-feira, 8 de maio de 2017


Vídeo feito para o espectáculo "Maio 130", apresentado na Festa do Avante (Café-Concerto de Lisboa) a 4 de Setembro de 2016.

O espectáculo feito "a partir dos acontecimentos de 1886 em Chicago, que marcaram a luta dos trabalhadores e definiram o 1.º de Maio como o seu dia internacional de celebração e de luta", cruzou "componentes documentais, poéticas e artísticas de diferentes geografias e momentos históricos.

Vídeo de Ana Nicolau, texto de Joana Manuel.
Locução de Joana Manuel e André Albuquerque.

Há bestas que defendem o regresso ao séc. XIX

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017


Corte na TSU (dos patrões): borlo eu ou borlas tu?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

No horizonte de 2017 só a luta

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Fim de ano e aparecem os costumeiros balanços nos quais aparece alguém nas televisões e jornais a decidir por nós o que foi "bom" e o que foi "mau" nestes 366 dias. À excepção das tragédias e mortes, que por norma reúnem unanimidade, sempre aparecem os “mais” e os “menos” do ano, os “factos assinaláveis” e as “figuras marcantes”, exercícios subjectivos mas sempre orientados no sentido de transmitir determinada mensagem, de valorizar esta ou aquela ideia, esta ou aquela personalidade. É o produto desse “balanço”, tal como o que entra em todas as casas durante todo o ano, que conta e que marca. Chegará o dia de uma maior equidade e de uma maior justiça. Chegarão tempos de maior liberdade de consciência individual e colectiva. Chegarão tempos de menor formatação e maior dialética. Contudo, é praticamente certo que esses tempos não serão os de 2017.

Não desistimos de levantar a bandeira

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A maior e a mais bonita festa!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A importância de ser Ernesto

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Oscar Wilde retratou (o uso da palavra é intencional, claro) na perfeição a importância da aparência em muitas das suas obras. Ernesto, o pobre e Ernesto, o rico, simbolizam a decadência da burguesia, competindo pelo amor de uma dama, para quem a imagem era tudo, independentemente do infortúnio que a esperava por detrás das máscaras de opulência e prestígio.

"Critérios Noticiosos"

quarta-feira, 15 de junho de 2016

(versão portuguesa do cartoon original de Parrilla y el Mundo)

Ei-los de garras afiadas

quarta-feira, 8 de junho de 2016

É mais um episódio a cair como "chicote feudal" no lombo do trauteio direitista da suposta iniquidade e suposto arcaísmo da luta de classes. De facto, está mais que provado, a negação e oposição organizada, corporativa e orquestrada à luta de classes como motor das sociedades e caminho da emancipação e libertação da humanidade, não é nem nunca foi feita por considerandos económica, histórica, ideológica e filosoficamente sustentados; quem a nega não o faz por ciência; fá-lo por medo. E quando a necessidade da sua efectivação se afigura minimamente provável, ou plausível, aos olhos de quem explora, como manda a necessidade natural de auto-defesa, nada lhes resta senão cerrar dentes e afiar garras. E é assim que, de tempos a tempos, lá vemos os Saraivas desta vida soltar aqui e ali indisfarçados laivos de incontrolável raiva, face àqueles que pretendem dominados e explorados para todo o sempre.

Até quando?

segunda-feira, 7 de março de 2016

O presidente da confederação dos patrões deu uma entrevista ao Diário Económico, jornal que tem uma greve de 24 horas decidida pelos seus trabalhadores para o próximo dia 10 - por motivo de degradação das condições de trabalho e de salários em atraso -, e nela afirmou a dado momento aquela já velhinha ideia, sempre renovada pelo constante uso, de que mais vale trabalho precário do que desemprego. O tema foi aberto e encerrado numa única pergunta e os jornalistas que conduziram a entrevista não sentiram necessidade de perguntar ao patrão dos patrões se a realidade se resume a uma das duas opções apresentadas (trabalho precário ou desemprego). Também não lhes ocorreu perguntar a António Saraiva se trabalhar sem vínculo decente, ou com horários desregulados, com salário reduzido ao osso e sistemas de prémios construídos à medida do empregador, não é uma certa forma de desemprego, na medida em que não estamos verdadeiramente a falar de um emprego.

De precários a flexíveis

terça-feira, 1 de março de 2016

Manda o beneficio da dúvida esperar de um novo executivo a vontade de resolver os problemas da sociedade. Sem por isso cair na ingenuidade é bom ouvir que a missão do novo ministro da Ciência é unir para reforçar em vez de dividir para reinar. Mesmo que só palavras é uma atitude bem diferente de uma comunidade que nos últimos quatro anos se habituou, sem se conformar, a ouvir que estava de má fé cada vez que se insurgia contra políticas públicas de destruição do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN).

O actual sistema científico assenta numa lógica de precariedade alargada que atinge a maioria dos seus recursos humanos. Os seus principais integrantes são um exército de investigadores que trabalham sob uma lei única e original denominada de Estatuto do Bolseiro de Investigação (EBI). Contabilizados como trabalhadores para todas as estatísticas e indicadores de potencial e avaliação da ciência em Portugal são mantidos por um contrato de bolsa que não salvaguarda a maioria dos direitos de qualquer outro trabalhador. O uso das bolsas deflagrou de tal forma que existem já inúmeros casos de necessidades permanentes nas instituições resolvidas com recurso a estes contratos. Entre os mais famosos a contratação de jardineiros, pedreiros e electricistas.

"Para que a precariedade não seja o novo normal" por Luís Filipe Cristóvão

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os números seriam mais assustadores, não fosse o caso desta realidade não nos tocar a quase todos bem de perto. A precariedade no emprego veio para ficar e muitos encaram-na, hoje em dia, como se fosse normal, até mesmo aceitável, que 61,5% dos jovens trabalhadores tenham vínculos precários, que existam cerca de 130 mil jovens desempregados inscritos nos Centros de Emprego sem acesso a qualquer tipo de apoio, que 2/3 dos portugueses entre os 18 e os 34 anos de idade vivam em casa dos pais, sem condições para viver em casa própria.

Recuperar as 35 horas, uma luta de todos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A imposição das 40 horas semanais de trabalho aos trabalhadores das administrações central e local foi uma das mais violentas agressões do governo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas. Esta decisão, sob a orientação do FMI e da União Europeia e correspondendo aos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, representou um dos mais graves retrocessos para os direitos de quem trabalha na função pública. Na prática, quem trabalha para o Estado, passou a exercer a sua profissão de forma gratuita durante cinco horas por semana, o que corresponde a 20 horas por mês. Ou seja, mais de um mês de trabalho que em cada ano o Estado deixou de pagar.

Esta decisão foi tanto mais grave quando a batalha pela redução horária das jornadas laborais é, desde sempre, uma bandeira central na luta da classe trabalhadora ao longo da sua história. Desde os mártires de Chicago que, em 1886, caíram abatidos pela polícia durante uma manifestação pelas oito horas diárias de trabalho, e cuja tragédia levou à decisão de se assinalar o primeiro dia de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores, às lutas do proletariado agrícola que nos campos do Alentejo conquistaram as mesmas oito horas em pleno fascismo.

UGT, what else?

domingo, 11 de outubro de 2015

Esta coisa de de repente se apresentarem alternativas ao velho "arco da velha", anda a irritar muita gente. Inefável na sua defesa do "centrão", condição essencial para a sua existência, vem agora a UGT, através do seu iluminado líder, Carlos Silva, dizer que bonito, bonito era um blocozinho central com o CDS à mistura. Nada de novo, os cães fiéis e bem treinados obedecem sempre à voz do dono, sabem bem que no dia em que o não fizerem vão descalços para a cama e de barriga vazia.

Sempre que é preciso a máscara da UGT cai. Já o lancei várias vezes e volto a lançá-lo, o apelo aos trabalhadores sindicalizados nos sindicatos desta amarelice em forma de central sindical para que se deixem disso. Não adianta pagarem quotas a quem efectivamente não vos defende, não adianta suportarem sindicatos que constantemente aceitam migalhas em troca de bifes do lombo.

Leva a Luta até ao Voto: Rescaldo de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Aproximam-se as eleições legislativas para eleger os 230 deputados da Assembleia da República. Pareceu-me um momento oportuno para recordar as lutas de trabalhadores realizadas em 2015 até à data, às quais haveria que juntar outras tantas lutas, como as dos utentes, das populações locais, os estudantes, lesados do BES, em defesa dos serviços públicos e contra as privatizações, pela Água Pública, em Defesa da Cultura, etc., todas reflectindo um protesto generalizado contra as políticas de direita, contra a vaga de austeridade ordenada pela Troika e praticada pelo Governo, e exigindo e propondo alternativas. Várias destas lutas tiveram sucessos em matéria salarial, readmissão de trabalhadores, atrasando processos de privatização (alguns casos são referidos abaixo, mas uma longa lista elaborada pela União dos Sindicatos de Setúbal, e que concluiu que este ano os trabalhadores receberam mais de um milhão de euros fruto da sua luta, está disponível aqui).

São vastos e variados os motivos para ter lutado, assim como os motivos para agora traduzir essa luta num voto por uma ruptura com essa mesma política de direita, votando em quem sempre esteve ao lado dos trabalhadores e populações nas suas lutas, tanto à porta do local de trabalho e descendo avenidas, como na Assembleia da República confrontando os responsáveis pelas suas políticas e apresentando propostas que defendam os seus interesses e direitos. Porque é uma coligação de pessoas que estão na política para servir os trabalhadores; porque os seus deputados são dos que mais trabalham dentro e fora do hemiciclo, produzindo propostas e contactando os portugueses; porque têm propostas concretas de governação segundo uma política patriótica e de esquerda, de defesa da soberania e desenvolvimento nacional, com uma concepção de Estado que verdadeiramente traduz os princípios da Constituição e os valores de Abril, o meu voto é claro, inequívoco e recomenda-se: Voto CDU.

E tu, o que vais fazer sobre isto?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Números. Percentagens. Sobe e desce. Sondagens do fixo. Sondagens de rua. Arruadas que inundam ruas. Arruadas genuínas, com pessoas que se deslocaram ali porque quiseram. Arruadas fictícias, com pessoas que se deslocaram ali porque lhes pagaram. Centenas aqui. Milhares ali. Dezenas acolá. Salas cheias. Também algumas genuínas e outras, muitas, fictícias. E no meio disto, e nesta primeira semana de campanha, o número mais importante para mim foi o "um". O "uma". Uma pessoa que me entregou a sua ficha de inscrição no Sindicato. Uma pessoa que assumiu a sua opção de classe.

No dia 5 de Outubro o mundo não passa a girar ao contrário e os que mandam não vão ser outros. Vão continuar a ser os mesmos. Os que pressionam e compram aqueles que estão em lugares políticos de poder. É por isso que estas eleições são importantes, não para saber se ganha a continuidade ou a alternância da continuidade. O que importa é que aqueles que não sei deixam pressionar nem comprar pelos que mandam aumentem a sua influência na Assembleia da República. É esse o verdadeiro voto útil.

A vanguarda. A do povo e a do polvo.

terça-feira, 21 de julho de 2015

É sempre bom quando as coisas ficam à tona de água e se esclarecem de uma vez por todas, ou pelo menos se vão esclarecendo. François Hollande quer criar um governo transnacional para a Zona Euro. Mas um governo inclusivo e que tenha em conta a opinião dos 19 países da moeda única? Nada disso, uma "vanguarda" composta pelos "países fundadores da União Europeia: França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda e Bélgica".

E o que tem sido até agora a governação da União Europeia se não uma união fictícia de nações e de economias sob a capa da democracia e da solidariedade? A atitude que esta mesma UE, particularmente os países da Zona Euro, teve com o povo grego, sem quaisquer problemas políticos, éticos e morais, utilizando a chantagem e o autoritarismo como ferramentas de "diálogo", demonstra bem que o tão exaltado espírito que os "pais fundadores" queriam dar a este polvo capitalista desgovernado e insaciável, só faz concessões quando a vida lhe corre bem. À primeira dificuldade, aos primeiros sinais de que uma das ovelhas tentam bater o pé ao pastor, o polvo irrita-se e sufoca a ovelha tresmalhada até aquele ponto limite em que mais um apertão significará a sua morte.

Há quem diga que a luta não vale nada, que está gasta!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Retirado daqui.

"O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, anunciou esta terça feira na Comissão Parlamentar de Cultura que a Proposta de Lei do governo que visava a criação de um Estatuto do Bailarino da CNB não será entregue na Assembleia da República. Este anúncio surge depois do pré-aviso de greve entregue ontem pelo CENA e que foi aprovado por esmagadora maioria em plenário de emergência dos trabalhadores da CNB.

Por agora, e porque já durante este processo a palavra dada pelo gabinete do SEC não foi cumprida, o pré-aviso mantém-se válido. Assim que se confirme que esta proposta não avança, será natural que a greve seja desconvocada.

Bailarinos da CNB em greve!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Desde que sou gente que ouço dizer que os bailarinos estão em luta por um estatuto profissional próprio que reconheça as suas especificidades, principalmente ao nível físico, já que como é fácil de entender, o corpo de um bailarino de 40 anos que começou a dançar aos 6, já não tem as mesmas condições do que tinha aos 20 anos e, como tal, já não pode desempenhar as suas funções da mesma forma. Já para não falar das lesões. No fundo um corpo de bailarino não é muito diferente do corpo de um atleta de alta competição, a diferença é apenas a sua aplicação.

Prometeu o actual governo resolver a questão dos bailarinos, pelo menos os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado. Para resolver o problema de todos os bailarinos que trabalham nas mais variadas estruturas ou criando em nome próprio, só mesmo com um governo que soubesse dar a importância devida à cultura e aos direitos dos trabalhadores. Como para este governo nem uma coisa nem outra são importantes, são até para destruir, decidiu então ocupar-se da CNB.

Ser escritora no país da austeridade, por Ana Margarida de Carvalho

segunda-feira, 15 de junho de 2015

9 Série "Ser no país da austeridade"


Escrever em tempos de cóleras e outras pestilências

Parece que, na Grécia antiga, ir ao teatro era tão importante como um dever de cidadania. Por isso o estado atribuía subsídios para que ninguém faltasse. Dizia-se que os professores ensinam as crianças e os poetas os adultos.