Mostrar mensagens com a etiqueta Preconceitos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Preconceitos. Mostrar todas as mensagens

As costas da democracia

segunda-feira, 17 de julho de 2017


Os últimos dias foram bastante profícuos em casos de imbecilidade extrema. Médicos que acham a homossexualidade uma doença, psicólogos que acham que a erva deixas as pessoas homossexuais e uma advogado que é só o espelho dos partidos que representa, PSD e CDS, despejando ódio e preconceito sobre ciganos e negros. O direito de gente como esta encher páginas nos media dominantes não pode ser encarado como uma coisa normal, apenas sujeita a critérios editoriais. A democracia burguesa abre caminho a estas posturas, ao palco para medíocres, ao afunilar opiniões, procurando uma aceitação fácil que possa render alguma exposição a um título chamativo nas redes sociais.

A Graça e as indignas feministas do "buço armado"

terça-feira, 15 de julho de 2014


Este texto carece de duas explicações: eu sou de Viseu e venho aqui de vez em quando matar saudades da família, da comida e de alguns amigos; o "Jornal do Centro" é um jornal semanal do distrito, e todas as semanas uma pessoa de cada partido com assento na Assembleia da República escreve uma crónica. Para compreender este texto é preciso ler a crónica da Graça Canto Moniz, do CDS/PP de Viseu - é só clicar na imagem, não custa nada.

A Graça, durante toda a sua crónica, tenta escrever em tom irónico, numa espécie de brincadeira jovial, tão jovial como a foto sorridente que acompanha o texto. Na primeira coluna, enfim, a coisa vai, jovial lá está, meio demagógica como é normal no seu partido, e portanto nem vale muito a pena comentar. Apenas uma pequena nota para o messianismo que tem pairado sobre a política nacional. Para a Graça, a "palavra do senhor" é a do Paulo Portas, para o PS e seus próximos é do Costa e para o PSD está à beirinha de ser do Rio. Curiosamente, aqui há atrasado, ouvia o António Guerreiro dizer que às vezes lhe parecia que a esquerda que ainda diz "proletariado", estava à espera de um messias. O António Guerreiro às vezes dá tiros muito ao lado da realidade...