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A poesia que arde

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Agora que a poesia não alimenta escaparates e se esconde nas velhas estantes dos alfarrabistas onde se refugiam também os livros daquelas revoluções de que falam os nossos pais talvez seja tempo de alumiar a madrugada. No tempo em que a verdade se vestia de sombras, Bertolt Brecht disparava sem medo demonstrando que às vezes a poesia é de facto uma arma. O dramaturgo e poeta comunista alemão escreveu que a «arte não é um espelho para reflectir a realidade mas antes um martelo para dar-lhe forma».

Os mesmos que queimaram o Reichstag, em 1933, pegaram fogo aos seus livros numa iniciativa pública. E às vezes os versos acertam no futuro como a melhor das balas. «Então, de que serve dizer a verdade sobre o fascismo que se condena se não se diz nada contra o capitalismo que o origina?», perguntou o autor de A Ópera dos Três Vinténs. Depois da derrota do nazi-fascismo, as autoridades da República Federal da Alemanha trataram de lhe responder proibindo-lhe a entrada no seu próprio país.

Se eu fosse a Joana Vasconcelos levava uma vergonha infinita

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Se eu fosse a Joana Vasconcelos e fugisse da morte, não levava "todas as minhas jóias portuguesas" nem "os meus óclos de sol". Não, se eu fosse a Joana Vasconcelos procurava antes ajudar esta gente a fazer as malas. Porque eles obviamente não sabem.

Poema Constituinte

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Assinalando o 40º aniversário da Constituição da República Portuguesa, hoje publicamos a leitura de um poema escrito por E. M. de Melo e Castro, em 1979, por ocasião do 3.º aniversário da Constituição da República Portuguesa.

A Constituição defende-se e estabelece-se todos os dias.