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Terramoto eleitoral na Venezuela

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O pior dos cenários foi confirmado, na Venezuela, pelo Conselho Nacional de Eleições. De forma esmagadora, a direita conquistou mais de dois terços dos lugares disponíveis na Assembleia Nacional. A derrota das forças revolucionárias e progressistas era uma possibilidade assumida entredentes nas fileiras chavistas mas a hecatombe eleitoral que acabou por dar-se surpreendeu a própria Mesa da Unidade Democrática (MUD). A oposição vai ter à disposição 112 deputados com a possibilidade, entre outras coisas, de reformar a própria Constituição, de destituir o vice-presidente e os ministros de Nicolás Maduro. Num acto eleitoral em que a afluência dos venezuelanos às urnas foi superior à de há cinco anos, tudo leva a crer que o resultado, mais do que uma aposta no programa da direita, expressa o protesto contra a degradação das condições de vida, a corrupção e a burocracia. Foi de tal forma surpreendente que a oposição conseguiu, inclusive, ganhar no bastião do chavismo, em Caracas.

Eleições municipais na Venezuela

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013



O povo venezuelano vai a votos no próximo domingo. Quatro anos depois, dezenas de milhares de candidatos dão a cara pelo projecto bolivariano para as eleições municipais. Como é hábito, a direita apostou na mentira e na destabilização. Copiando a metodologia do golpismo chileno, sucederam-se as sabotagens na distribuição eléctrica e na rede de transportes. O açambarcamento de produtos e a especulação nos preços obrigou Nicolás Maduro a impor a regulação de preços no mercado. A importância do acto eleitoral é maior do que se pensa.

Há menos de um ano, após a morte do comandante Hugo Chávez, a batalha pela presidência era entendida como uma etapa crucial para a sobrevivência da revolução bolivariana. Desta vez, embora não tenha a mesma carga política e as eleições sejam de âmbito local, trata-se de um teste à capacidade dos candidatos bolivarianos e à reacção do povo venezuelano às últimas medidas económicas do governo de Nicolás Maduro. De todas as formas, um eventual mau resultado não tem tradução possível para discursos que espelhem a derrota do projecto bolivariano. Porque no passado já houve resultados menos bons em eleições municipais seguidas de eleições presidenciais com o apoio esmagador do povo venezuelano ao processo encetado por Hugo Chávez.