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Violência policial na Cova da Moura: não esquecemos nem perdoamos

domingo, 5 de fevereiro de 2017

«A primeira coisa que me vem à cabeça é a negação da humanidade aos africanos. Para aqueles agentes fardados nós não éramos pessoas.»

5 de Fevereiro de 2015, jovens são brutalmente torturados numa esquadra em Alfragide.

Contra o alarmismo, pensar, pensar

quarta-feira, 30 de março de 2016

Ontem houve um tiroteio na Ameixoeira. Certamente estarão a par da coisa, abstenho-me de a explicar. Duas famílias, caçadeiras, tiros e a PSP. Os directos televisivos não tardaram, as análises especulativas rapidamente se iniciaram e quando os factos foram chegando, as análises mantiveram a especulação utilizando a extrapolação, essencial ao preenchimento de 24 horas de informação repetida, mastigada, escarrada e com poucos minutos de verdadeira informação.

Detenho-me em dois momentos a que assisti.

José Alberto Carvalho, na TVI24, mesmo antes do intervalo, lança a seguinte pergunta (transcrição de memória): "Será que este episódio poderá levar a uma escalada de violência? É esta resposta que vamos tentar dar depois do intervalo."
Fica o espectador a matutar no assunto, a preocupar-se com esta hipótese, a aumentar na sua cabeça a necessidade do aumento de segurança, de polícia nas ruas, etc, etc...

A PSP, os lesados do BES e seus chutos e pontapés

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Zapping matinal. Num dos canais de informação passavam imagens dos "lesados do BES" em manifestação em frente à sede do defunto banco, renascido como Novo Banco. Barulho, algumas pessoas, entrevistas semi-audíveis. Cinco minutos disto e continuação do zapping. De repente chego à CMTV, que continuava em directo do local. A temperatura subia, vertiginosamente. Manifestantes que tentavam entrar na sede do Novo Banco empurravam, insultavam e berravam aos ouvidos dos agentes do Corpo de Intervenção da PSP. Bastões à vista: zero. Resposta da PSP: pacífica, apenas mantendo a posição.

Cinco minutos disto e continuação do zapping. Volto à CMTV - entretanto só a TVI24 voltava ao directo por breves momentos. O que parecia uma dispersão da manifestação, transformou-se num corte do trânsito da Avenida da Liberdade. Pelo meio, um carro da PSP que tenta cruzar a Avenida furando por entre os manifestantes, é parado. Há quem se sente na bagageira, há quem insulte os agentes que estão no interior e há quem decida dar uns valentes sacolões ao carro. Bastões à vista: zero. Resposta da PSP: zero. Entretanto o carro segue o seu caminho.

No momento em que deixei o directo e vim escrever este texto, não se via nenhum polícia no eixo central da Avenida tentando repôr a normal circulação.