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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014


A Venezuela que cheira a Abril

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sobre a Venezuela, a imprensa portuguesa, em geral, dedica-se a replicar aquilo que compram às agências estrangeiras. Não é por acaso que a TVI anunciava, anteontem, que teriam caído sob as balas do governo três opositores. É mentira. Um deles chamava-se Juan Montoya e era activista na zona onde eu passava uma boa parte do tempo. O Juancho, como era conhecido, pertencia a um dos colectivos bolivarianos do bairro 23 de Enero. Morreu aos 51 anos numa esquina de Caracas quando tentava, ao que parece, defender um edifício público da violência que os protestos da oposição geraram.

A esta hora, escapam, como podem, três dos organizadores das manifestações. O mais destacado é Leopoldo López, líder do partido Voluntad Popular, que está formalmente acusado de instigar a violência. A oposição venezuelana empolgada com a morte de Hugo Chávez repete a fórmula que usou nas semanas posteriores às eleições que deram a vitória a Nicolás Maduro. O resultado, na altura, traduziu-se numa dúzia de assassinados, quase todos do campo chavista. O assédio dos protestos na Ucrânia pode estar a ser visto dentro da equação imperialista como uma receita para a Venezuela, um país em que as forças armadas estão comprometidas com o processo bolivariano e não é expectável um golpe militar.

Eleições municipais na Venezuela

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013



O povo venezuelano vai a votos no próximo domingo. Quatro anos depois, dezenas de milhares de candidatos dão a cara pelo projecto bolivariano para as eleições municipais. Como é hábito, a direita apostou na mentira e na destabilização. Copiando a metodologia do golpismo chileno, sucederam-se as sabotagens na distribuição eléctrica e na rede de transportes. O açambarcamento de produtos e a especulação nos preços obrigou Nicolás Maduro a impor a regulação de preços no mercado. A importância do acto eleitoral é maior do que se pensa.

Há menos de um ano, após a morte do comandante Hugo Chávez, a batalha pela presidência era entendida como uma etapa crucial para a sobrevivência da revolução bolivariana. Desta vez, embora não tenha a mesma carga política e as eleições sejam de âmbito local, trata-se de um teste à capacidade dos candidatos bolivarianos e à reacção do povo venezuelano às últimas medidas económicas do governo de Nicolás Maduro. De todas as formas, um eventual mau resultado não tem tradução possível para discursos que espelhem a derrota do projecto bolivariano. Porque no passado já houve resultados menos bons em eleições municipais seguidas de eleições presidenciais com o apoio esmagador do povo venezuelano ao processo encetado por Hugo Chávez.