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Da Amnésia da JSD Lisboa

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Comecemos por fazer uma citação: “Quando um país enfrenta um nível elevado de desemprego, a medida mais sensata que se pode tomar [sobre a subida do Salário Mínimo Nacional] é exactamente a oposta” - Pedro Passos Coelho, 6 de Março de 2013. Sim, esse mesmo Pedro Passos Coelho. O líder do partido que está no canto inferior direito do cartaz que se queixa… dos baixos salários. O governante que, nos últimos anos, mais atacou os salários dos portugueses, mais agravou os impostos sobre os rendimentos do trabalho, mais desprezou a situação social dos jovens do país, que mais os insultou e apoucou convidando-os a emigrar ou a aproveitar as “oportunidades” do desemprego!

Já nas bancas "E OS DIAS FELIZES"

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Veneno de Ferrão

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O eurodeputado e candidato à Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, desafiou a SIC e o seu sub-director, Bernardo Ferrão, a encontrar nos arquivos um pedido de demissão de um ministro por parte do PCP. Foi depois do tom de gozo usado pelo jornalista, no Jornal da Noite da SIC, num comentário ao caso Centeno, ladeado pelo sempre informado, imparcial e isento José Gomes Ferreira, em que afirmava que, noutra altura qualquer, "o PCP já estaria a pedir a demissão do ministro". A resposta ao desafio de João Ferreira surgiu em forma de vídeo, onde são apontados casos em que o PCP pede não a demissão de um ministro, mas sim de um governo; ou de ministros que integraram governos cuja demissão era exigida pelo PCP.

Ora, se tal confusão seria, talvez, tolerável perante alguém que não possui todas as informações, mais ou menos como os profissionais das caixas de comentários do Facebook, não me parece que o seja quando consideramos alguém com a responsabilidade de Bernardo Ferrão. Ou talvez se explique devido ao sub-acompanhamento das iniciativas do PCP por parte da SIC, fazendo com que não esteja bem por dentro do que é a postura do PCP. Hoje mesmo, quando se discutia a contratação colectiva no parlamento, pudemos ouvir em directo, na SIC Notícias, uma curta passagem de uma intervenção do ministro Vieira da Silva. Mas também, quem quer saber a posição do partido que promove o debate?

Arrume a sua inteligência: o Observador tem um artigo para si

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Por que razão nos espanta ainda o Observador? Por que motivo nos abalançamos ainda, cheios de pasmo ou indignação, sobre “conteúdos” que nem sabemos muito bem se na verdade são escritos se vomitados? Lamento, mas não tenho resposta. Sei que me senti hoje particularmente “brindado” com a partilha ostensiva de um artigo que é meio textual e meio fotográfico e cujo título efectivamente promete: «Arrume os livros de História. Há 20 factos históricos que não nos ensinam na escola».

Lá prometer, promete, mas como diria um famoso sketch «vai-se a ver e aquilo é só estupidez». Ou pior. Ora, que factos históricos tão relevantes serão afinal esses que, na óptica do Observador, ou de quem escreveu tão reluzente pérola, nos obrigarão a «arrumar os livros de História»? Que nos terão escondido os professores e historiadores até hoje? Que novas descobertas científicas terão ocorrido entretanto? Que novos e reveladores documentos, inéditas teses, revolucionários ensaios nos estarão aqui escapar? Podemos desconfiar, podemos pensar até no crivo censório do antigo regime – causa maior da ignorância histórica actual – ou podemos mesmo não saber o que faltará de tão relevante ao nosso conhecimento sobre o passado e ao ponto de termos que deitar ao lixo, ou «arrumar», todos os nossos “livros de História”. Podemos não saber, mas o Observador sabe.

Violência policial na Cova da Moura: não esquecemos nem perdoamos

domingo, 5 de fevereiro de 2017

«A primeira coisa que me vem à cabeça é a negação da humanidade aos africanos. Para aqueles agentes fardados nós não éramos pessoas.»

5 de Fevereiro de 2015, jovens são brutalmente torturados numa esquadra em Alfragide.

Há bestas que defendem o regresso ao séc. XIX

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017


O João Miguel Tavares devia receber o salário mínimo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Devia haver um dispositivo de choque nos dedos de cada vez que se escrevem mentiras nos jornais. Mas pior do que mentira é a ignorância abissal que grassa nos textos de João Miguel Tavares. Aliás, mais do que ignorância, burrice. Em primeiro lugar porque não sabe o que é valor líquido e valor bruto. Em segundo lugar porque percebe zero de salários. Em terceiro lugar porque nunca deve ter visto um recibo de vencimento na vida. Em quarto lugar porque a ignorância é mesmo muito, muito atrevida. E este senhor devia ter vergonha na cara por se atrever a escrever tantos disparates juntos.

Assim, para atacar os seus habituais némesis, entre os quais o PCP, afirma que o salário mínimo não é 557 euros mas 877,3 euros (sim, ele disse isto). E nem vou falar de tudo porque o meu estômago se embrulhou todo logo nos primeiros parágrafos.

Depoimento de Marcelo à Comissão de Inquérito do PSD*

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O que as pessoas mais me perguntam é se sou mesmo como na televisão. Pode escrever aí que sim. Costumo dizer que o que nasce torto não se endireita. Bom, tenho esta memória de estar a brincar na quinta com os filhos da criadagem e vem de lá o papá apavorado, a levar-me dali ao colo, como se me resgatasse do cativeiro de canibais africanos, a dar-me um raspanete dos antigos, «Marcelo Nuno, não volte a enxovalhar a família, cada macaco no seu galho, percebeu?», a sacudir-me uma sujidade invisível da camisa, a explicar-me que o meu nome não é por acaso, a repetir-me «Marcelo Nuno, não volte a enxovalhar a família, cada macaco no seu galho, percebeu?». E não percebi. Mas percebi outra coisa mais importante: há mais do que um tipo de poder neste mundo.

Carta aberta - 1% salva mil cornucópias

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Carta aberta - 1% salva mil cornucópias

Desta vez foi anunciado o fim do Teatro da Cornucópia. Naturalmente, não somos indiferentes a esta decisão e notícia, mas também não ficamos surpreendidos. É cada vez mais frequente vermos estruturas e projectos a encerrar ou a prosseguir à custa da descaracterização profunda do seu projecto artístico. Quem seguiu o trajecto de desinvestimento público na criação artística sabia bem que os actos resultariam em empobrecedoras consequências, o encerramento da Cornucópia é uma das mais visíveis.

Entre muitas declarações públicas, ouvimos o Presidente da República, debaixo dos focos da comunicação social, indagar o Ministro da Cultura sobre possíveis soluções para um caso concreto. Preferíamos que o Presidente da República se tivesse indagado publicamente sobre como foi possível, décadas a fio, sucessivos governos desrespeitarem a Constituição e terem activamente contribuído para o definhamento do tecido social da criação artística em Portugal. O esvaziamento contínuo da criação artística conduz a um consequente empobrecimento da sociedade e da sua capacidade de expressão. Contrariar este esvaziamento é garantir-lhe a liberdade a que tem direito.

O SMN e o PS a ser PS

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Ao chegar a acordo com as organizações patronais (CEP, CCP e UGT) relativamente a um aumento do SMN pago pelos próprios trabalhadores através do orçamento da Segurança Social, o governo do PS não se limita a concretizar um acordo insuficiente no valor e errado na forma; o acordo viola igualmente, de forma explícita e inequívoca, as chamadas posições conjuntas que o PS assinou com o PCP, o PEV e o BE. ("Não constará do Programa de Governo qualquer redução da TSU das entidades  empregadoras"). É bom que fique anotado para não haver equívocos no futuro sobre quem começou a dinamitar por dentro do suposto "governo de esquerda".

No horizonte de 2017 só a luta

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Fim de ano e aparecem os costumeiros balanços nos quais aparece alguém nas televisões e jornais a decidir por nós o que foi "bom" e o que foi "mau" nestes 366 dias. À excepção das tragédias e mortes, que por norma reúnem unanimidade, sempre aparecem os “mais” e os “menos” do ano, os “factos assinaláveis” e as “figuras marcantes”, exercícios subjectivos mas sempre orientados no sentido de transmitir determinada mensagem, de valorizar esta ou aquela ideia, esta ou aquela personalidade. É o produto desse “balanço”, tal como o que entra em todas as casas durante todo o ano, que conta e que marca. Chegará o dia de uma maior equidade e de uma maior justiça. Chegarão tempos de maior liberdade de consciência individual e colectiva. Chegarão tempos de menor formatação e maior dialética. Contudo, é praticamente certo que esses tempos não serão os de 2017.

Não desistimos de levantar a bandeira

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Tira a nossa bandeira da tua lapela

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Em 1387, já no rescaldo revolução portuguesa de que nos escreve António Santos no post anterior, uma boa parte da nobreza nacional ainda mantinha lealdade a Castela a pretexto dos interesses de Portugal. A lealdade a Beatriz de Portugal não era a lealdade a Portugal, apesar do nome. Passos Coelho é um dos filhos dessa nobreza traidora, que usando Portugal na lapela, não sendo leal a Castela, não é leal à nossa bandeira.

A revolução esquecida de 1383

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Neste dia, no ano de 1383, começava em Lisboa a primeira revolução burguesa do mundo. Revolução, pela mesma razão que ninguém ousaria chamar «interregno» à Revolução Francesa nem «crise» ao 25 de Abril. Burguesa, porque, ainda que pavorosa aos próprios netos, inaugurou definitivamente o poder dos «homens honrados pela fazenda». E, à semelhança da revolução francesa ou do 25 de Abril, a revolução portuguesa de 1383-1385 também foi condenada ao olvido e à mentira­­ – com a diferença, no entanto, de mais séculos de avanço.

Há 633 anos, a regente Leonor Teles, numa fuga desesperada para Alenquer, prometia esmagar a Revolução queimando Lisboa com «mau fogo», ará-la a carros de bois e encher tonéis com as línguas das mulheres revolucionárias. A redoma de silêncio que cobriu a Revolução quase faz crer que se cumpriu o vaticínio de Leonor. Porque se calaram as vozes de 1383? Quem mandou cortar as línguas dos sublevados de Lisboa?

Cada partido é como o seu congresso

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Decorre até ao final deste fim-de-semana, em Almada, o XX Congresso do PCP, reunião magna que, no entanto e sem que desse conta a comunicação social já começou há meses.

Ao contrário da maioria dos outros partidos, em que os Congressos são eleições ou coroações, os congressos do PCP representam o culminar de um vastíssimo processo de discussão. Ao todo, de acordo com Jerónimo de Sousa, terão sido mais de 2000 reuniões em que participaram cerca de 20 000 militantes. Para fazer um congresso que comportasse a amplitude destes números, qualquer outro partido precisaria não de três, mas de 500 dias.

"douradinhos é bom, mas é pouco."

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Há pouco mais de um ano, na fila do supermercado, o homem à minha frente, acompanhado da sua filha, passou várias embalagens de arroz como compra. Aliás, tanto quanto me recordo, arroz foi tudo quanto comprou, juntamente com um qualquer enlatado de conserva. Era assim que se alimentava.

Hoje, no supermercado da Bela Vista, em Setúbal, uma mãe com duas filhas só comprou quatro embalagens de congelados. Uma de rissóis, uma de croquetes, duas de pastéis. A conta foi 10 euros e uns cêntimos, dois contos e qualquer coisa. A mulher pagou com uma nota e umas moedas. Estavam contadas.

São os bolseiros que voltam à rua!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Os anos passam e o edificado de glória à precariedade conta cada vez com mais empenas cegas à realidade em que os trabalhadores do Sistema Científico e Tecnológico Nacional se encontram.

De cativação em cativação os cofres enchem e os bolseiros aguentam, sem mais nenhuma razão que a política feita para o tratado orçamental e para a dívida o investimento em ciência é adiado para as calendas. É mais um concurso atrasado que suspende a vida de milhares de candidatos a uma bolsa de investigação para doutoramento e pós-doutoramento, lançando-os na inotropia de quem já está exclusivo para ser elegível e continua a esperar para saber com o que pode contar.

Pelo caminho começam já as costumeiras manobras de secretaria que se apressam a excluir administrativamente candidatos sem qualquer razão com relevância científica. Refugiando-se no escudo da burocracia a FCT actua de forma cobarde apostando na má fé de uma comunidade que vive praticamente desta fonte de financiamento e que sem para-quedas é votado a um ano em branco por razões que na grande maioria lhe são alheias.

As Vénias da República

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Marcelo, uma vez mais, não se conteve. Aliás, Marcelo nunca se contém. O seu conservadorismo, a sua idiossincrasia, o peso da formatação rígida de outros tempos há-de sempre sobrepor-se ao dever institucional. A sua fé, as suas paixões, os seus ídolos, tudo isso legítimo, mas tudo isso muito inapropriado e muito desenquadrado quando se é investido num papel para o qual se teve tempo e mais que tempo para se preparar. Pode considerar-se pura e insignificante minudência o gesto reverencial de Marcelo perante a rainha do Reino Unido e retratado pelas câmaras fotográficas de todo o mundo. Contudo, e especialmente no que diz respeito a Marcelo Rebelo de Sousa, por vezes é bem mais substancial e revelador um gesto, por simples que seja, do que o débito de um chorrilho de palavras a um qualquer microfone ou câmara de televisão.

Gálatas 5:1

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Fátima Romaneiro era militante do PCP, foi resistente anti-fascista e morreu no passado dia 1 de Novembro. Era católica praticante, frequentava a igreja todos os domingos e nos últimos 15 anos fora anualmente a Fátima, a pé, em peregrinação. Era conhecida do pároco e de toda a gente na paróquia. Quis como última vontade que na hora da sua despedida estivessem presentes ou simbolizadas as duas vertentes da sua vida: ter funeral católico e a bandeira do PCP pousada sobre o caixão. Dentro da igreja, ao ver a bandeira sobre a urna, o sacerdote ordenara de imediato a sua retirada. Como é evidente, por decisão da família, a bandeira foi mantida. O sacerdote decidiu então retirar-se ele próprio, negando-se a prosseguir as exéquias. Conclusão da história: esta fiel católica, devota, cumpridora dos rituais sagrados, por ser também comunista e querer expressar simbólica e livremente a sua militância num país que consagra a livre expressão, livre opinião e livre filiação partidária, acabara por ser sepultada com um Pai-Nosso e palmos de terra. Uma longa vivência espiritual. Tão triste e revoltante fim.

Um trafulha será sempre um trafulha!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016


A comunicação social lança o seu candidato presidencial para daqui a uma década.
não te deixes enganar.