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Política e Geometria 2

terça-feira, 1 de abril de 2014

Para que a teoria do arco do poder ou arco da governação permaneça recorrem-se a eixos, a quadraturas, e até a sombras e a quatro linhas. Absolutas falsidades geométricas. Senão vejamos:

A quadratura do círculo é o nome dado a um programa de debate televisivo e um dos problemas clássicos da geometria. Consiste na construção de um quadrado com a mesma área de um dado círculo, recorrendo apenas a régua e esquadro. Trata-se de um problema sem solução. Embora haja quem reclame ter conseguido resolver, a matemática diz-nos que se trata de uma impossibilidade já que (uma proporção numérica entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro) é um número irracional.

Capitalismo para totós II - Colaborador

sexta-feira, 28 de março de 2014

Colaboradores - termo que designa o conjunto das assalariados de uma empresa, independentemente do regime contratual. No essencial, mascara duas dimensões fundamentais das relações sociais capitalistas: a do trabalho e a da exploração.

O colaborador colabora, não trabalha.
O colaborador colabora, não é explorado.

Além disso, o termo não comporta uma dimensão contratual ou referente a relação estável, antes faz uma remissão subentendida para uma situação volátil. O empregado ou trabalhador estão relacionados com o exercício de uma profissão, de um ofício ou de um conjunto de tarefas que exigem determinada perícia. Já o termo colaborador induz uma concepção amorfa, não especializada e efémera. Colaboras hoje, podes não colaborar amanhã.

Capitalismo para totós I - Competitividade

quarta-feira, 26 de março de 2014

Competitividade - é a disputa entre trabalhadores para ver quem vende mais barato a sua força de trabalho, fazendo o jeito ao patronato. O termo em si comporta uma dimensão anti-progresso porque coloca os povos, os trabalhadores, em posições antagónicas entre si, iludindo que só a cooperação e não a competição pode gerar elevação do bem-estar de todos.

A aceitação de um paradigma de desenvolvimento baseado na competitividade implica a aceitação de um desenvolvimento inevitavelmente assimétrico, pois onde há competição há os que perdem e os que ganham. Assim, se o conjunto dos trabalhadores de um país trabalhar sem remuneração, o patronato daquele país apropriar-se-á de todo o resultado do trabalho. O país será, para o patronato, muito competitivo. Todos os trabalhadores perderam, independentemente do país em que vivem, pois os que trabalham sem remuneração perdem tudo, mas todos os restantes terão de assumir a diminuição da sua própria remuneração para garantir "competitividade".

A ideia de competição entre trabalhadores, entre povos, nações ou estados, desvia para uma avaliação ideológica dos problemas do capitalismo errada, assente na clivagem intra-classe e não inter-classe. Os trabalhadores de qualquer país não competem entre si pelos recursos, na medida em que o trabalho é em si-mesmo um processo cooperativo, mas com o patronato de todo o mundo que parasita os resultados desse processo.