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Já nas bancas "E OS DIAS FELIZES"

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Culsete

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A censura do lápis azul, da apreensão de livros e da perseguição de autores (e leitores) deixou de fazer sentido neste início de milénio, pelo menos nesta geografia que é a nossa. O cheiro a queimado das pilhas de livros ardendo na praça pública é um anacronismo neste momento histórico; as pilhas de livros em chamas seriam mais perigosas para o sistema - funcionando como golpe de marketing, atraindo atenções para títulos, autores e editoras obscuras - do que o destino de morte lenta a que parecem condenados os títulos mais subversivos. O desaparecimento das livrarias independentes - e a sua substituição por um assustador nada, apenas aparentemente ocupado pelas grandes marcas livreiras, nacionais e multinacionais - joga neste processo um papel central. A Culsete, livraria setubalense com 40 anos de história, ponto de encontro de livreiros, escritores, editores e leitores, encerrará brevemente as suas portas. A cidade fica mais pobre. Portugal fica um pouco mais à mercê da orweliana novilíngua do regime.

Trálala na Crimeia

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Os livros, os livros ensinam-nos tantas coisas. E às vezes, é nos romances que se escondem mais verdades, ou pelo menos é onde elas estão mais nuas.

"Cada país possui uma estância balnear muito elegante, da qual se orgulha particularmente. Para a população soviética, essa região ficava na Península da Crimeia, um lugar fantástico onde os sonhos se tornavam realidade. Visitar a Crimeia pelo menos uma vez na vida era obrigatório para praticamente todas as pessoas do país. Como Maiorca para os alemães ocidentais e Hiddensee para os alemães orientais. Com o passar do tempo, a Crimeia tornou-se uma metrópole independente, adornada com toda a espécie de lendas. Era o lugar onde o sol brilhava sempre e em cujas praias as mulheres mais belas de todo o país se passeavam dia e noite, escassamente vestidas. Os mais famosos poetas, artistas, cientistas e generais russos procuraram lá inspiração - e em vez dela encontraram uma casa com jardim e barco. Posteriormente, as suas propriedades foram convertidas em museus. As casas de Tchekov, Pushkin, Kutusov, Suvorov, Aivazovskii e outros contribuíam assim para a oferta cultural da península.