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A arte de desinformar

domingo, 7 de junho de 2015


Portugal não é um país com muita população. Assim, os grandes iniciativas de massas, com dezenas e centenas de milhares de pessoas são fenómenos raros e por isso mesmo alvo de grande atenção mediática. Num breve exercício de memória, podemos recordar grandes acontecimentos e celebrações desportivas, manifestações do movimento sindical e de outros movimentos sociais, alguns eventos religiosos, santos populares, grandes concertos e espectáculos musicais com artistas internacionais de renome. Haverá mais um ou outro exemplo, mas não muitos mais. E, com excepção das grande manifestações sindicais, estes acontecimentos são alvo de grande divulgação e atenção mediática, antes, durante e depois de terem lugar.

A Marcha Nacional A Força do Povo, ocorrida ontem e promovida pela CDU, segundo a sua organização teve a participação de cerca de 100 mil pessoas. Não discutirei este número, não tenho essa intenção ou objectivo, pois, tendo participado nesta Marcha, em nenhum momento consegui ver o seu início e o seu fim devido à sua magnitude. Mais importante do que a precisão científica de um número final, importa sublinhar a sua dimensão humana e impacto político.

Até Sempre Comandante Mozgovoy

sábado, 23 de maio de 2015

(Mozgovoy intervém nas celebrações da Revolução de Outubro)

Alexey Mozgovoy terá falecido hoje, vítima de um atentado, juntamente com mais três pessoas. Mozgovoy, originário da região de Lugansk,  foi poeta e solista de coro antes do despoletar do processo de fascização da Ucrânia, contra o qual se opôs activamente desde o início das manifestações pro-UE na Praça Maidan de Kiev, fundando o Batalhão rebelde Fantasma. Mozgovoy desde o início da guerra apelou à reconciliação de todos os ucranianos, de Oeste e Leste, insistindo na ideia da separação entre classes no interesse pela guerra civil e na necessidade de punir os oligarcas pela guerra e pelo saque do país.

Pela sua lucidez, coragem, exemplo e estímulo, Mozgovoy tornou-se um alvo prioritário. Por diversas vezes a sua morte foi tentada(e anunciada), surgindo daí a alcunha de Fantasma para o seu batalhão.
O exemplo de Mozgvoy perdurará.

Na juriš! (35 anos depois de Tito)

segunda-feira, 4 de maio de 2015



(Na juriš! é uma Canção da resistência jugoslava, composta em 1943, pela Brigada Eslovena "Levstik", e que aqui é interpretada pelo Coro Partizan de Trieste 'Pinko Tomazic')

Do esclavagismo à segregação racial, a(s) raiz(es) da violência

segunda-feira, 13 de abril de 2015

*
Estima-se que a cada 36 horas um afro-americano seja assassinado nos EUA por alguém pertencente às diversas forças de segurança.

A comunicação social dominante (mas tão dominada!) escondeu uma importante iniciativa do PCP...

segunda-feira, 2 de março de 2015

...e por isso lhe apresentamos o nosso repúdio, por esta prática que não sendo nova(longe disso) parece indiciar por um lado, embaraço com a acção do PCP, e por outro a sua continuidade.

os vampiros

sábado, 14 de fevereiro de 2015


O tema "os vampiros" de Zeca Afonso, recebe uma nova versão dos galegos Nao com a colaboração dos italianos Sígaro e Picchio da Banda Bassotti.  Os vampiros estão presentes em todo o lado onde há exploração.

porque se indignam eles

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Na televisão, ontem, numa reportagem sobre a concentração em Lisboa sobre a tragédia de Charlie Ebdo, uma jovem emocionava-se. Porque se emocionaram ontem aquelas pessoas, melhor dizendo, porque é que apenas ontem se mobilizaram aquelas pessoas? Emocionam-se sempre que há notícia de tragédia ou terá sido só mesmo ontem?

Porquê apenas agora a comoção? Descobriram que a morte é sinistra e pode ser injusta? Mas será que só esta semana é que descobriram que há gente massacrada neste planeta, que há vitimas inocentes?

Políticos de direita e editoriais de diversos órgãos de comunicação social burgueses também tomaram posições.

A realidade das sucessivas tragédias neste mundo é sempre mais bruta que as aparências, e não há episódio isolado capaz de esconder a dimensão da bestialidade que grassa. Por mais que se olhe para a árvore evitando uma visão panorâmica sobre a floresta.

Andrajosos Tempos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

José António Saraiva (JAS), com a boçalidade que caracteriza os seus textos decidiu inaugurar o novo ano, revelando, novamente, ao que vem, qual o seu papel e a sua visão da sociedade.

JAS no seu corriqueiro tom simplista, demonstra não só a profunda admiração pelo milionário(omitindo a forma como se construiu a fortuna e as suas consequências) como o seu desprezo pelos "pobres".

Em face deste texto (e doutros que se vão lendo por aí), importa desde já anunciar a necessidade imperiosa de denunciar esta gente, esta elite intelectual burguesa, para quem tudo vale, que se passeia de uns jornais para outros servindo os interesses políticos, intelectuais e mediáticos das mesmas elites que se governam à custa da desgraça do povo português.

O Fascismo foi, é, e provavelmente será no futuro, a ditadura terrorista do grande capital monopolista, a imposição pela força do capitalismo. Mas o fascista é mais do que isso.

O futebol não explica o mundo mas... lembra muita coisa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Correram mundo as imagens dos diversos incidentes ocorridos ontem no jogo de futebol entre a Sérvia e a Albânia. Ganhando destaque a imagem do jogador Sérvio que agarra uma bandeira da “Grande Albânia” transportada por um drone que sobrevoava o relvado.

Se algum mérito se pode encontrar naquela provocação, é que ela lembrou a tensão que se mantém na região. Certamente o futebol não explica o mundo, mas por vezes pode expressar histórias, realidades e sentimentos que se procuram ocultar.

nós temos Marx

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Raios de sol em tempo e espaço de trevas

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O texto que agora se transcreve foi a alocução realizada por Mário Sacramento junto ao tumulo de "Licas" Seiça Neves, falecido com apenas 35 anos de idade.
Gostaria de salientar três aspectos. O primeiro, este texto foi lido e proferido em Portugal no ano de 1958(tendo sido publicado pelo República em 15 de Outubro), o que infelizmente importava um conjunto de cuidados políticos, e a natural utilização de diversos recursos estilísticos, sob pena de graves sanções. Segundo aspecto, a imensa qualidade literária que Mário Sacramento apresentava nos seus textos. Terceiro e último aspecto, com este texto faz-se uma pequena homenagem a Licas e a todos os que não chegarem fisicamente a Abril, e que, anonimamente, de Norte a Sul do país, sofreram as agruras, censuras, repressões e discriminações, de diversa índole, social, moral, política, profissional, entre outras, de que o fascismo foi tão bem capaz, .
Obrigado pela atenção.

Luta por isso, pá!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Para o filho de um homem que nunca foi menino…

Olha, Carlos: depois de amanhã não é outro dia, é muito mais que domingo, é um outro ano que começa – e, por isso mesmo, estou hoje a falar contigo. Depois de amanhã, Carlos, as coisas não deveriam estar como estão hoje, como decerto vão estar amanhã. Depois de amanhã, que é domingo, quando tu acordasses, quando acordassem todos os meninos, as coisas deveriam nascer diferentes. Não falo, está claro, das árvores, dos montes, dos rios, dos mares, das estrelas, da lua, do verde das searas, do cheiro dos aloendros e das estevas, muito menos da passarada chilreando de galho em galho. Não falo das coisas da Natureza, nem das outras coisas igualmente belas e puras que são os animais. Depois de amanhã, as coisas que deveriam amanhecer diferentes eram os homens. Depois de amanhã, Carlos, quando tu acordasses, nenhuma criança, tua vizinha, ou de muito longe, deveria ter fome ou frio nem os pais sem ganho suficiente de lhes dar pão. Mais: quando tu acordasses, nenhum homem deveria estar em guerra, nenhuma arma deveria ter gatilho para disparar. Depois de amanhã, Carlos, deveria nascer um Mundo novo, em que não houvesse meninos ricos e meninos pobres, porque os pais de todos os meninos tinham decidido unir-se numa só palavra, abraçar-se num só gesto. Depois de amanhã, que é domingo, deveria ser o ano primeiro da criação de um Mundo diferente, aquele com que os poetas (ainda) sonham – mesmo os que nunca foram meninos. Mas se não puder ser depois de amanhã, Carlos, que seja no outro dia, quando tu fores homem, quando forem homens todos os meninos de agora. Luta por isso, pá!In “Vento suão – crónicas de uma cidade”, de José Moedas, editado pela AMDB em 1991.

Solidariedade Internacionalista

quinta-feira, 31 de julho de 2014




Comunicado BANDA BASSOTTI
"Este comunicado destina-se à nossa grande família, a todos os "Banditi senza Tempo", aos Antifascistas, à classe operária, aos trabalhadores, desempregados e explorados onde quer que estejam.

Há muito tempo que assistimos a uma política de silêncio. Em nenhum lugar da Europa há informação sobre o que o governo nazi de Kiev está a fazer no Donbass e em toda a Ucrânia. A imprensa italiana e europeia está completamente ao serviço das políticas da União Europeia e dos Estados Unidos. Não há nenhuma notícia sobre o bombardeamento da população civil ou na perseguição aos comunistas, aos russos, ou qualquer pessoa que possa se assemelhar a um partidário da Milícia do Povo; qualquer comentário sobre o facto de que a Ucrânia "europeia" se tornou o maior laboratório internacional do neo-nazismo.

Carlos Paredes

quinta-feira, 24 de julho de 2014


BEATBOMBERS dj ride + stereossauro - Verdes Anos

Parabéns a Carlos do Carmo e com os melhores cumprimentos...

terça-feira, 1 de julho de 2014

...em mais um dia de reconhecimento internacional, consagrado com a atribuição do Grammy Lifetime achievement, justamente um dos mais considerados, precisamente por não se limitar a premiar um qualquer tema ou álbum, mas toda uma carreira.

Derek - monkey riding on a pig

sábado, 31 de maio de 2014


O Derek é uma fabulosa personagem criada pelo humorista inglês Ricky Gervais.
E claro, isto não passa de uma metáfora.

Desmontando o massacre de Odessa

terça-feira, 6 de maio de 2014



Como se montou o massacre de Odessa...desmontando as falácias da junta de Kiev. Mesmo em castelhano, é perceptivel...mérito de Josafat S. Comin

A hora é de muita dor e solidariedade

sábado, 3 de maio de 2014

Ontem à noite, em Odessa, Ucrânia, foram massacradas 38 pessoas que se refugiavam da fúria nazi do Praviy Séktor e de outras ordas ao serviço do governo de Kiev. Estas pessoas, a maior parte delas de organizações de esquerda, como o Partido Comunista Ucrâniano ou o Borotba, foram cercadas no interior da Casa Sindical de Odessa e pouco depois o edifício foi incendiado, ficando estas pessoas a arder lá dentro.

É muito difícil escrever sobre isto. É a barbárie total, costumeira e historicamente previsível quando o nazismo recrudesce. Fica o desejo que o povo de Odessa, que todos os antifascistas ucranianos e de todo o mundo saibam que com eles partilhamos a dor por este momento. E que a nossa solidariedade é incondicional. Que os apoiantes do maidan e do governo ilegítimo e filonazi, que a UE/EUA/NATO saibam que são os culpados por massacres como este(entre outros têm acontecido na Ucrânia).

Contra o nazi-fascismo, nem um passo atrás.

Este dia nosso

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Todos
que marchais pelas ruas
e deteis as máquinas e as fábricas
todos
desejosos de chegar à nossa festa
com as costas marcadas pelo trabalho,
saí a 1º Maio
o primeiro dos dias.
Recebê-lo-emos, camaradas,
com a voz entrecortada de canções.
Primavera, derreteia neve
Eu sou operário,
este dia é meu.
Eu sou camponês,

Obrigado camarada, até sempre!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Foi uma breve, mas intensa semana em que tive ocasião de conversar com ministros e operários, com escritores incrédulos e comerciantes assustados, com dirigentes inseguros e com militares seguros do seu poder e com nenhum bispo (...) Nos restaurantes caros, onde os mariscos são exibidos como jóias nas montras, os burgueses em retrocesso desancam verbalmente os comunistas. (...) Nos restaurantes populares, os empregados perguntam se deve receber gorjeta"

Gabriel Garcia Marquez in Portugal, território livre da Europa

Com o desaparecimento físico de Gabriel Garcia Marquez a Humanidade perde um dos seus grandes escritores, uma figura maior do chamado realismo mágico, um homem de um compromisso enorme com a qualidade literária. Para além da perda do intelectual, há a perda que os povos do mundo(em especial da América Latina) sofrem no desaparecimento de alguém que os entendeu, que os viu sofrer, e que nas suas narrativas nunca deixou de ilustrar as suas dores e as suas lutas.