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Armas de intoxicação massiva

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016


Qual é a diferença entre um terrorista em Paris, um saqueador em Palmira ou um sanguinário em Aleppo? É que se ele estiver em Aleppo, na grande imprensa, não terá nenhum destes adjectivos e será apenas um "rebelde" ou um "insurgente", provavelmente acrescentarão ainda que é "moderado". É o que tem acontecido.

A grande comunicação social construiu uma gigantesca e sinistra distopia mediática em que um mercenário de guerra fanatizado é apresentado como um "rebelde moderado" que luta por liberdade e democracia  ao passo que simultaneamente um soldado sírio que arrisca a própria vida pela libertação de uma cidade do seu país se vê transformado num carniceiro contra o seu próprio povo capaz de bombardear o vigésimo-sétimo "último hospital para crianças" de Aleppo.

Quando a única posse é o colectivo, a luta é o caminho

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

(Bruce Springsteen e Tom Morello - The ghost of Tom Joad)

"Se tu, que tens tudo o que os outros precisam ter, puderes compreender isto, saberás também defender-te. Se tu souberes separar causas de efeitos, se souberes que Paine, Marx, Jefferson, Lenine foram efeitos e não causas, sobreviverás. Mas isso é que tu não podes compreender, pois que a qualidade da posse te cristalizou para sempre na fórmula do «eu» e para sempre te há-de isolar do «nós»"

John Steinbeck in As Vinhas da Ira

Brevemente num cinema longe de si

quarta-feira, 2 de novembro de 2016


Trailer do documentário Banda Bassotti -A Brigada Internacional

Intoxicação de guerra

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Nos últimos dias, na devastada cidade síria de Aleppo, tem ganho progressivo espaço mediático o emocionante caso de uma menina de nome Bana Alabed, de sete anos de idade apenas, e que por via da rede social twitter, vem partilhando preocupações, apelos políticos e outras mensagens sobre o seu dia-a-dia na guerra.
O caso é que Bana é uma ficção. Bana é um produto tóxico inventado num qualquer laboratório ao serviço da guerra mediática, é uma ficção do império colocada ao seu serviço político e cuja divulgação percorreu as redes e meios da moda(primeiro nas redes sociais, seguida por uma rápida e global divulgação nos órgãos de comunicação social de "referência").
Estórias como esta sempre houve e, francamente, não valeriam grande atenção não se dera o caso desta Bana ter tido honras de Telejornal da RTP, e veja-se com atenção toda esta peça. Tornando-se em mais um caso, que se soma a tantos outros, de manipulação sobre a guerra na Síria na RTP. Sendo que Bana é, ainda por cima, uma boneca particularmente mal montada.

Colonialismo e Imperialismo? Não e não! Só a pergunta já ofende.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Samuel L. Jackson em Django Unchained
Nos últimos dias reuniu em congresso a Convergência Ampla de Salvação de Angola(CASA-CE), e do enclave saiu reeleito o presidente Abel Chivukuvuku.
De Portugal foram convidados PSD, PS, CDS e BE, presentes com as respectivas delegações e mensagens.
Significativo e notável, como os mesmos que por cá ululam e rasgam as vestes, acusadores de uns e outros, sejam exactamente os mesmos que estão dispostos a apoiar uma força política que nos seus traços essenciais corresponde a uma recauchutagem ideológica de um sector da UNITA, por sinal um sector especialmente próximo do colonialismo e do imperialismo em África e Angola.

Land of the free home of the brave...a quem serve a violência?

terça-feira, 12 de julho de 2016


"A invenção da ratoeira não é dos nossos dias, desde que as sociedades em formação inventaram alguma espécie de polícia, a polícia inventou as ratoeiras" Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros

Um onze inicial de classe redobrada

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Além de um entretenimento de massas, que por esta altura ganha contornos absolutamente desproporcionados e muito saturantes, o futebol pode ser também um meio de expressão, de luta e protesto. Assim e aproveitando a época, hoje apresenta-se um onze, de jogadores de futebol, de notoriedade diversa, com mais ou menos razão, de vários pontos do mundo, que em certa altura das suas carreiras decidiram fazer mais do que apenas jogar futebol.

1. Metin Kurt

Extremo do Galatasaray e internacional pelo seu país, a Turquia. Ficou conhecido pela sua militância comunista e pelo seu esforço pela criação de um sindicato de classe para os desportistas profissionais.

Pelo seu activismo foi penalizado quando o Galatasaray não lhe pagou o bónus pela vitória na taça turca, no que teve a solidariedade de quatro colegas que acabariam expulsos da equipa, até que foram reintegrados pela pressão dos adeptos. kurt mesmo assim acabaria por sair do clube pouco depois. Esteve ligado à formação da Associação dos atletas Amadores(1970) e da União Revolucionária dos Trabalhadores Desportivos(2010).Para Kurt "havia necessidade de uma luta democrática nos desportos porque a relação entre os desportistas e os executivos é similar à relação entre escravo e amo". Em 2011, ainda antes de falecer, foi candidato por Istambul pelo Partido Comunista da Turquia.

Liberdade editorial versus liberdade de expressão

sábado, 14 de maio de 2016

"Mas não é por acaso que se vê, de cada vez que se avançam perspectivas para uma beneficiação e elevação dos programas televisivos, que os remédios válidos mostram ser sempre e só remédios de ordem política; só a ideologização do meio técnico pode mudar o seu cunho e a sua direcção. Mas a ideologização não significa "partidarização"; significa apenas imprimir na administração do meio uma visão democrática do país; bastaria dizer: usar o meio no espírito da Constituição e à luz da inteligência. Todos os casos em que a nossa televisão tem dado boa prova de si, no fundo, não foram mais do que deduções correctas deste teorema." (Umberto Eco em Apocalípticos e Integrados, 1964).
Foi esta semana conhecido o Barómetro de Comentário Político Televisivo Maio 2016, um trabalho do Laboratório de Ciências de Comunicação do ISCTE-IUL. E vale a pena a sua leitura e análise.

Os Liquidadores de Chernobyl, Heróis da Humanidade

terça-feira, 26 de abril de 2016

- 1:24 de 26 de Abril de 1986, durante a execução de um teste de segurança na Central Nuclear de Chernobyl explode o reactor número 4.
Novamente a Humanidade será colocada à prova. Numa situação que comportará desafios e riscos humanos absolutamente aterradores pelo que se poderia calcular, e outros, então ainda inimagináveis.

Que Viva Abril!

domingo, 24 de abril de 2016

Assinalado Abril, mais uma vez, observamos na sociedade portuguesa, em diversas estruturas, institucionais e não institucionais, académicas, sociais, culturais e largamente na comunicação social dominante, persistentes tentativas de reescrita da História, de branqueamento do fascismo, de falseamento ou ocultação de papéis e responsabilidades, e , até, tentativas de denegrir a própria Revolução.

É necessário relembrar o fascismo, proteger a memória da Revolução e transformar esta memória numa força presente.

"Ucrânia: as máscaras da revolução"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016



"Passaram-se dois anos desde o golpe, mas, enfim, algum veículo ocidental decidiu abdicar da propaganda odiosa das agências de notícias internacionais e de fato fazer jornalismo em relação à Ucrânia. Trata-se do documentário “Ucrânia: as máscaras da revolução” – disponível, por ora, somente em inglês, alemão e francês.

Que nunca se diga que o capital é ingrato

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A campanha presidencial em curso tem sido muito desvalorizada, especialmente, por aqueles a quem convém que fique tudo mais ou menos na mesma. Contudo, não é apenas a campanha ou a pré-campanha, com mais exactidão, que tem sido desvalorizada. Na desvalorização mediática, Edgar Silva faz quase o pleno.

Sobre a candidatura de Edgar Silva, ao início foi a surpresa e no instante seguinte a caricatura, logo após, cai o silêncio e a omissão, a censura portanto. Entrado o tempo em que já não é mais possível esconder tanto quanto o foi Edgar Silva, vem o ataque. E a coisa foi contagiando e ficando cada vez mais serventuária e suja.

2 Novembro de 1975, singela homenagem

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

"A independência que é a minha força, requer a solidão que é a minha fraqueza." P.P.Pasolini

Escrever sobre alguém e o seu trabalho não é fácil, às vezes porque se é redutor, outras vezes porque se torna difícil evitar excessivos juízos caindo-se provavelmente em adjectivações intempestivas e subjectivas. Escrever  sobre Pier Paolo Pasolini, ainda que breves palavras, não fugirá a estas dificuldades.

Do que se ouve por aí...

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"o Primeiro-Ministro tem dinheiro para ter capangas para não lhe irem ao focinho mas não há dinheiro para uma aeronave que salve homens que estiveram uma hora no mar a gritar"

um popular na Figueira da Foz, 6 de Outubro de 2015

Com imensa alegria e muita confiança no futuro, A Luta Continua!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

isto continua assim...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Aqui está uma boa imagem do que tem sido esta campanha eleitoral no sistema mediático. Quarta-feira antes do Domingo eleitoral, a SicNotícias entendeu fazer um debate convidando apenas representantes de PSD, PS, CDS e BE. Claro, mais uma vez um representante da CDU ou alguém desta área política ficou de fora.

Uma cara, um discurso, uma empatia

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

João Gobern redigiu uma reportagem sobre um dia da campanha da CDU no Norte do país. O texto que abaixo se transcreve é um exemplo de um bom trabalho!
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"Jerónimo de Sousa e a CDU não morrem de amores por trípticos, como o famigerado "uma maioria, um governo, um presidente". Ainda gostam menos da troika, presume-se. Mas um dia em três andamentos - um encontro, uma ação de rua, um comício - reforça a ideia de três missões eleitorais: resistir, desmistificar e crescer.

Trivela de Quaresma

terça-feira, 1 de setembro de 2015

"Amigo,
Imagina que eras tu com o teu filho nos braços que tinhas de deixar o teu país, escondido, a fugir da guerra e da fome, desesperado por encontrar um sítio no mundo onde pudesses recomeçar e dar ao teu filho tudo aquilo a que ele tem direito.
Agora que imaginaste, vê a realidade do que se está a passar na Europa.
As crianças que fogem da guerra também são nossas crianças, também elas têm direito de ter um futuro e construir um mundo melhor.
Não podemos ficar indiferentes a este problema, está nas nossas mãos impedir isto"
 Ricardo Quaresma, 29/8/2015

A arte de desinformar

domingo, 7 de junho de 2015


Portugal não é um país com muita população. Assim, os grandes iniciativas de massas, com dezenas e centenas de milhares de pessoas são fenómenos raros e por isso mesmo alvo de grande atenção mediática. Num breve exercício de memória, podemos recordar grandes acontecimentos e celebrações desportivas, manifestações do movimento sindical e de outros movimentos sociais, alguns eventos religiosos, santos populares, grandes concertos e espectáculos musicais com artistas internacionais de renome. Haverá mais um ou outro exemplo, mas não muitos mais. E, com excepção das grande manifestações sindicais, estes acontecimentos são alvo de grande divulgação e atenção mediática, antes, durante e depois de terem lugar.

A Marcha Nacional A Força do Povo, ocorrida ontem e promovida pela CDU, segundo a sua organização teve a participação de cerca de 100 mil pessoas. Não discutirei este número, não tenho essa intenção ou objectivo, pois, tendo participado nesta Marcha, em nenhum momento consegui ver o seu início e o seu fim devido à sua magnitude. Mais importante do que a precisão científica de um número final, importa sublinhar a sua dimensão humana e impacto político.

Até Sempre Comandante Mozgovoy

sábado, 23 de maio de 2015

(Mozgovoy intervém nas celebrações da Revolução de Outubro)

Alexey Mozgovoy terá falecido hoje, vítima de um atentado, juntamente com mais três pessoas. Mozgovoy, originário da região de Lugansk,  foi poeta e solista de coro antes do despoletar do processo de fascização da Ucrânia, contra o qual se opôs activamente desde o início das manifestações pro-UE na Praça Maidan de Kiev, fundando o Batalhão rebelde Fantasma. Mozgovoy desde o início da guerra apelou à reconciliação de todos os ucranianos, de Oeste e Leste, insistindo na ideia da separação entre classes no interesse pela guerra civil e na necessidade de punir os oligarcas pela guerra e pelo saque do país.

Pela sua lucidez, coragem, exemplo e estímulo, Mozgovoy tornou-se um alvo prioritário. Por diversas vezes a sua morte foi tentada(e anunciada), surgindo daí a alcunha de Fantasma para o seu batalhão.
O exemplo de Mozgvoy perdurará.