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Pedro M. Madeira Rolo Duarte

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Pedro Rolo Duarte foi militante da União dos Estudantes Comunistas. Tinha 13 anos, chumbou o ano por faltas e a Geninha Varela Gomes teve que aguentar a fúria da Maria João Rolo Duarte. Com toda a razão de mãe, a mãe do Pedro, por sinal nossa mãe, desfiava o sermão para a controleira do Pedro e gáudio do António, o mano velho e minha alegria chilreante. Ouvíamos escondidos e ríamos que nem uns perdidos porque o puto charila tinha sido apanhado e o que se adivinhava seria um castigo daqueles muito bons, reconfortantes para todos os irmãos que se querem irmãos embirrantes, irritantes, chatos como a potassa (expressão misteriosa, o que terá a potassa para a destratarem assim?). E não, o Pedro não foi castigado e aqui se percebe como a vida é injusta.

"Mais vale pedir que roubar" por Fátima Rolo Duarte

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O alegadamente jovem (será?) recente opinador Pedro Marques Lopes tem dos jornais uma ideia caricatural, ingénua. Imagina-os como ursos polares sentados em frágeis e diminutos blocos de gelo, ou seja, vítimas da natureza humana em forma de leitores mal intencionados, ursos condenados a uma injusta e perigosa extinção. Um país sem jornais é uma desgraça de país. Um país com maus jornais é o quê? Portugal já teve bons jornais que vendiam e disto tenho provas em papel. O Diário de Notícias, nomeadamente, vendia a sério no passado ainda recente de Mário Bettencourt Resendes, e agora? Vende 12034, para menos e não para mais. Leram bem: 12034 exemplares contando, imagino, com os que lemos nos aviões, comboios e sei lá mais por onde se espalha o DN para arredondar números.

Que remédio tem e graças aos seus fiéis leitores de hábitos, resistentes. Na maioria pessoas de idade para quem o DN se constitui em referência histórica que se mistura com a vida das pessoas. O edifício da Avenida da Liberdade, belíssimo, por sinal, o logótipo redesenhado, mas que mantém as linhas do seu passado de muitos e bons anos. O Pedro, na medida do que lhe é possível, apela para o sentido de responsabilidade dos leitores e de forma cândida culpabiliza-os afectivamente pela resistência ao pagamento da opinião online.