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Miguel Urbano Rodrigues, o que a terra lhe deve

sábado, 27 de maio de 2017

Miguel Urbano Rodrigues morreu hoje, aos 92 anos. Há poucos meses, o revolucionário que entregou toda a vida à causa da libertação dos deserdados do mundo, escrevia em O Diário:

«Recordo que em São Paulo, ao tomar o avião para Lisboa em 2015, disse à minha companheira: esta será a minha última travessia do Atlântico, o oceano que cruzara dezenas de vezes. Era uma decisão e uma certeza.

Cansadas de morte estão as bocas que não param de dizer que outro algo está morto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016


Copiado daqui

Somos todos ...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A frase, sem dúvida bela, do sub-comandante Marcos - pesem as dúvidas sobre a personagem e quem é e o que foi - que se espalhou por tantos cantos do mundo, tem tido hoje um novo fulgor.

"Marcos é gay em São Francisco, negro na África do Sul, asiático na Europa, hispânico em San Isidro, anarquista na Espanha, palestino em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, roqueiro na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos, comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem portfólio, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores do jornal, mulher no metropolitano depois das 22h, camponês sem terra, editor marginal, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México. Enfim, Marcos é um ser humano qualquer nesse mundo. Marcos é todas as minorias não toleradas, oprimidas, que resistem, exploradas, dizendo Já Basta! Todas as minorias na hora de falarem e as maiorias na hora de se calarem e aguentarem. Todos os não tolerados buscando uma palavra, sua palavra. Tudo que incomoda o poder e as boas consciências, este é Marcos."