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Ao cuidado de Miguel Gomes e do cinema

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Quando o Governo PSD/CDS fez aprovar a lei do cinema em 2012, num contexto de penumbra e falta de recursos, o sector foi seduzido por um discurso de abundância que só o PCP combateu.

O financiamento da criação e produção cinematográfica em Portugal esteve sempre demasiado dependente da participação de privados, com excepção dos anos logo após o 25 de Abril de 1974, durante os quais o Estado assegurava um financiamento com base nos princípios do empréstimo, garantindo os recursos a todos os que apresentassem um projecto que cumprisse os critérios técnicos necessários e recebendo de volta os fundos emprestados apenas quando a bilheteira o permitisse. Esse regime, limpo de critérios de gosto e de imposições estéticas ou mercantilistas, durou pouco e foi liquidado pelo primeiro Governo PS, logo em 1976. O PS começava cedo a mostrar ao que vinha também no cinema.

A ameaça de João Figueiras, produtor de cinema da Blackmaria, a uma denúncia por salários em atraso

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Calmamente ao ler os meus emails hoje, dei com uma resposta no mínimo inusitada, por parte de um fundador de uma produtora de cinema. Não direi muito sobre o assunto, a não ser que depois da resposta o exortei a tentar.

Esperava, com alguma normalidade, que este dia chegasse. O dia em que alguém me ameaçasse por denunciar abusos, violações da lei. Longe de mim pensar que fosse alguém que o fizesse por escrito (...), ligado ao cinema, com financiamento do Estado, bem relacionado.

80 500 euros ano/turma

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A Comissão Europeia, uma cúpula não eleita que dirige a União Europeia, tem um organismo composto por gente não eleita que é dotado de poderes que se sobrepõem aos dos estados, aos dos governos de cada país, aos das assembleias democraticamente eleitas em cada estado. A juntar a isso, cada país tem também um banco central, como o Banco de Portugal, igualmente não eleito nem controlado por ninguém. A não ser pelos Bancos privados, claro.

Esse tal organismo da Comissão Europeia, a Direcção-Geral da Concorrência (DGComp), também se lhes sobrepõe.