Os lugares onde Marcelo não vai

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O dom de Marcelo é ir a todo o lado sem nunca estar em lado nenhum. Omnipresente na comunicação social, falta à chamada sempre que o interesse nacional coincide com os interesses da classe trabalhadora. Onde está Marcelo quando as populações se batem pelos correios do povo? Porque não dá os seus «afectos» às quase 500 trabalhadoras da Gramax? Meio milhar de operárias com meses de salário em atraso defendem a dignidade e os postos de trabalho de um processo fraudulento de insolvência. Quando, em piquetes de 24 horas, à chuva e ao frio, desafiando a fome, a incerteza e muitos dramas familiares, as operárias da antiga Triumph impedem o roubo da maquinaria estão também a impedir a destruição do aparelho produtivo português. Porque será que Marcelo, sempre tão palavroso sobre moda, jogos de futebol, restaurantes e exercício físico, nada tem a dizer sobre esta matéria? Porque será que o Presidente, incansável na sua digressão afectiva, não vai a Sacavém?

A resposta é que Marcelo só visita vítimas e voluntários, e as inderrotáveis mulheres de Sacavém não aceitam ser uma coisa nem outra. O que lhe sobra em «afecto», falta-lhe em solidariedade.

As operárias da Triumph são apenas um exemplo: podíamos falar dos operários da Seda Ibérica, neste momento em greve contra os horários desumanos, da Autoeuropa, que não abdicam do direito ao fim-de-semana e à família, dos professores, dos enfermeiros, dos trabalhadores da administração pública... Por mais elementarmente justa que seja a causa, Marcelo faz ouvidos moucos a quem luta.

A mão que tira a selfie


De costas para tudo o que aparece na selfie, Marcelo cultiva uma popularidade inventada, alimentada e dirigida há muitos anos pela comunicação social da classe dominante. Os afectos podem até ser genuínos, mas a mão que tira a selfie é da TVI. Por isso, a atenção mediática e a atenção presidencial que merecem as lutas dos trabalhadores estão sempre ao mesmo nível.
Isso é uma coisa, chama-se caridade, é um desporto competitivo semelhante ao golfe e fica sempre bem na selfie. 

Mas que ninguém pense que Marcelo está num concurso de misses. A sua popularidade não é um fim em si mesmo: são munições parcimoniosamente poupadas em Sacavém para, quando for mesmo preciso, disparar em defesa dos patrões. Até lá, Marcelo prefere causas menos problemáticas, ou «consensuais», como lhes chama. Marcelo comporta-se como os «famosos da televisão» que, quando se trata das operárias da Triumph, #AdoptamEsteSilêncio porque a TVI não lhes preparou uma campanha mediática, ou porque, coitadinhos, não sabiam, ou, simplesmente, porque fica mal a uma estrela andar metido em política. Uma coisa é alimentar os sem-abrigo, combater o desperdício alimentar, dar afecto aos pobrezinhos e todas as demais benevolências paternalistas, estritamente voluntárias, que em afectados movimentos ou i pê ésse ésses, aristocráticas e sempre descendentes, atirem um carapau enquanto escondem a cana de pesca atrás das costas. Isso é uma coisa, chama-se caridade, é um desporto competitivo semelhante ao golfe e fica sempre bem na selfie. Outra coisa são 500 famílias atiradas para a miséria que exigem (atenção, exigem) os postos de trabalho e os salários em atraso. Isso é política. E na carreira de apresentador de televisão, como na de Marcelo, não interessa.


Neste caso, interessava. A atenção de Marcelo contribuiria para alterar a postura do governo do PS que, ocupado a ajudar financeiramente os milionários da Uber e da Brisa, lava as mãos do crime que está a acontecer em Sacavém. Mas, já sabemos, o que Marcelo tem para oferecer aos trabalhadores são afectos e aquilo de que os trabalhadores precisam é solidariedade. De trabalhadores para trabalhadores, iguais para iguais.

27 comentários:

  1. Grande Antonio. Escreve para o Expresso/sol e afins...

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  2. Grande Antonio. Escreve para o Expresso/sol e afins...

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  3. É lamentável que um crime como este perpetrado pela TRIUMPH não tenha repercussão directa nos culpados. É CRIME!... Condenar à morte social e à fome seres humanos. Marcelo não ouve selectivamente porque não são gentes do Cavaquistão, toxicodependentes da droga de merda que é o PSD.

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  4. Para a comunada não há insucessos industriais.
    Esquecem-se que não estão no poder para poderem determinar em que marca de sutiãs a portuguesas metem as mamas.

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    1. Simplificar desse modo, José, é o mesmo que dizer que para a direitalha as pessoas são descartáveis. Se as coisas correm bem os acionistas levam tudo, se correm mal os trabalhadores ficam sem pão na mesa. É um mundo justo, esse que defende.

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    3. Ó José. Para a direita capitalista não há falências fraudulentas, que é o caso. Há é deslocalização para mão de obra mais barata não obstante as empresas serem viáveis, como era o caso. Quanto ao José, a sua ignorância é completa. osa sutiãns da Triumpph iam sobretudo para exportação para muitos países que exisgem qualidade na roupa interior e tinham venda lucrativa assegurada. De resto pela sua prova vejo que também não metia as nádegas e o pénis em boas roupa interior. Para terminar, seja educado, é peitos que se diz, não é mamas, mama querem os seus amigos patrões.

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    4. Peito tenho eu, as mulheres além de peito têm mamas e a mamas é que vão para dentro do sutiã.
      Fraudulenta em quê?
      O que você me diz é que o patrão é burro, e em vez de ganhar dinheiro quer chatices e património em leilão.

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    5. Ó José. Que era especialista em comunismo já tinha percebido. Mas percebo agora que ao usar a designação "mamas" sabe muito de anatomia e usa os termos correctos das partes do corpo humano. Quanto ao resto que é o essencial ainda não percebeu, falta-lhe a inteligência. Mas eu vou explicar de novo. A empresa Triumph foi vendida a outra empresa e comprada pela a empresa actual, uma empresa "fantasm"a num concluio capitalista, com o objectivo desta actual, a compradora, abrir falência ao fim de algum tempo, que é o que agora está a suceder precisamente. Isto tudo foi feito não por causa da falta de venda de artigos Triumph fabricados em Portugal, nem sequer por falta de lucro do que era produzido em Portugal. Foi por ganância, pois ao deixaream Portugal foram deslocalizados e instalaram-se noutro país, para explorar mão-de-obra mais barata do que a portuguesa e tendo assim mais lucros. Ainda não compreendeu ? Agora pergunto eu: que é que isto tem a ver com o comunismo ? Eu respondo: Nada ! A única coisa que tem a ver com comunismo é a ignorância dos seus comentários ao associar comunismo a este processo. Essa sua paranoia e fixação no comunismo, coisa que não existe em lado nenhum, em parte nenhuma, apenas na fixação de alguns. Ainda nao comprendeu ? Já não lhe sei explicar melhor...

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    6. Sendo você o inteligente que sabe essas coisa, explique-me se esse é o conceito de falência fraudulenta ou não será antes o de liquidação, ainda com a interposição de uma terceira entidade.
      Fico todavia mais descansado uma vez que o capitalista afinal não é burro, só quer ir ganhar mais dinheiro para outro lado. Ora isso é da maior importância porque os comunistas não podem iludir-se e passar a tratar os capitalistas como estúpidos, o que iria levá-los a agravar os seus insucessos.

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    7. Ó José, confesse lá...Primeiro disse era porque a empresa não tinha lucro e os comunistas estúpidos, depois os patrões eram burros, tive-lhe que explicar qual era o processo, a ganância do capitalismo da Triumph (gemano-austríaca) que faz uma venda a uma empresa fictícia também germano-austríca multinacional e com isso receber dinheiro do estado português enquanto que a Trimpph deslocaliza a mão-de-obra desta fábrica para passar tudo a sr produzido numa Marrocos qualquer ou Índia ou Bangaladesh ou China onde ILEGALMENTE pões crianças de 9 a 11 anos a trabalhar num regime de trabalho quase escravo por uma miséria de valor. Nada mau para quem como o Zé começou por dizer que a empresa não dava lucro e por essa razão não podia ser mantida. Afinal o ignorante do processo era burro era eu ou o Zé ? ! ? ! Mas vou-lhe responder e expliacr melhor aquilo que você não é capaz de deduzir do que eu escrevo. Burrice mesmo ! A ilegalidade não tem a ver com a falência directamente, tem a ver com a deslocalização na medida em que o trabalho ilegal onde operam nesses países do 4º mundo, ilegal relativamente a todas as convenções internacionais. Já percebeu melhor ou quer que torne mais uma vez a fazer de professor para lhe responder ás suas perguntas. Ó Zé, estou farto de lhe responder a perguntas com base nas suas afirmações tolas ou incorrectas. Depois quando não tem mais argumentos em vez de como bom capitalista "deitar a toalha ao chão" argumenta com base nos termos, nas definições: era as mamas, agora é o conceito de fraude. Fraude Zé, não é do ponto de vista legal, não estamos num tribunal aqui neste debate. Fraude é do ponto de vista ético e moral. Vou-o deixar com o conceito de fraude, sem antes dizer que não sou comunista nem pouco mais ou menos, aliás não acredito no comunismo como receita, agora o Zé tem uma paranoia obsessiva anti-comunista. https://pt.wikipedia.org/wiki/Fraude Num sentido amplo, uma fraude é um esquema ilícito ou de má fé criado para obter ganhos pessoais, apesar de ter, juridicamente, outros significados legais mais específicos (os detalhes exatos divergem entre as jurisprudências). Muitos embustes são fraudulentos, apesar dos que não são criados para obter ganhos pessoais não são adequadamente descritos desta maneira. Nem todas as fraudes são hoax, como a fraude eleitoral, por exemplo. A fraude é difundida em muitas áreas da vida, incluindo a fraude artística, fraude arqueológica e a fraude científica. Num sentido amplo, mas legal, uma fraude é qualquer crime ou ato ilegal para lucro daquele que se utiliza de algum logro ou ilusão praticada na vítima como seu método principal.

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    8. « disse era porque a empresa não tinha lucro» - limitei-me a acreditar na sua alegação de falência; não é essa a definição de falência, fraudulenta ou não?

      Afinal a sua fraude aparenta ser tão só a não conformidade com a negação da liberdade de dar fim a uma empresa; criação livre, fim proibido.

      Falência sempre as contas têm que o mostrar e só será fraudulenta se as contas forem falsas e houver ganhos não declarados para os gerentes/administradores.
      O que você quer eventualmente dizer é que a empresa foi posta para morrer nas mãos de terceiros. Liquidação fraudulenta? Talvez.
      Mas leia os códigos e vai ver que em Portugal uma empresa pode perder todo o capital e mais algum e ninguém é responsabilizado.
      Quando uma directiva europeia impôs regra diferente, foi metida na lei e imediatamente suspensa, e desde aí de retoque em retoque, o resultado é essa irresponsabilidade.
      Tudo matéria ausente nos arranjos geringonços.

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    9. Mas porque é o Senhor José se refugia na artimanha das leis e na citação recorrente dos seus demónios políticos - o comunismo e agora os arranjos geringonços - a destilar veneno - quando sabe perfeitamente que isto nãi é uma questão apenas legal nem de política de esqueda o que seja. É uma questão ética e moral. social ? Está-nos a a querer fazer de parvos ou quê ? Isto aqui nos comerntários nem é um tribunal para evocar leis, nem o parlamento para o debate político, nem a universidade para nos explicar os sistemas políticos, económicos e sociais. O Senhor Zé o que tem feito neste debate trm sido a "fuga prá frente". Primeiro julgava que a emprewsa não dava lucro "tout court", e depois quando eu apresento dados concretos contestando e tornando evidente o seu erro e ignoirância sobre o dado concreto, vem com algumentos trsnsversais ao assunto, ou mesmo alheios ao mesmo. Mas afinal a estratégia desta empresa Triumph, que era lucrativa e um ecxemplo de sucesso elogiado até na sua querida CE, mas que no entretanto decidiu ter lucros ainda maiores à custa de abrir falência, pelo que contou com o conluio e a compra pela
      Remax para alegarem que não tinham mais encomendas e abrir o processo de falência quando a Triumph já está implantada em Marrocos e no Leste a produzir o mesmo que prodiziam em Portugal, usando mão-de-obra mais barata e trabalho ilegal (crianças etc). A tudo isso o Senhor José responde e comenta com comunismo e geringonça. Comunismo nem socialismo não há em lado nenhum do mundo felizmente, há é pessoas, partidos, organizações com essa ideologia e existem ditaduras e capitalismo de estado supostamente com esse rótulo. Dai é um absurdo falar em comunismo relativamente a este processo, é uma paranóia sua, já sabemos. Agora vemn a outra, a Geringonça. Agora vou explicar ao Zé o processo com outro exemplo. A AutoEuropa. Já foi decidido estrategicamente deslocalizar a produçãpo da AutoEuropa de Portugal para outro país. Isto foi no temo da Troica decidido pelos seus querido amigos alemães, os mesmo da Triumph está a perceber ? ! Mas estas empresas multinacionais não saem logo, tem uma etsratégia de médio prazo. Então iniciam conflitos laborais estéreis para justificarm no futuro a deslocalização. Isto vais demorar ainda tempo, mas vai acontecer, a menos que os trabalhadores aceitem tudo o que a direcçãpo da em1presa quer, lambendo o rabo aos patrões, e mesmo assim, se já foi decidido que não ficam, vão-se emborade qualeuer maneira, e o Senhor Zé depois aparece a dizer que foi culpa do comunismo e da Gerinconça. Com o devido respeito, o Senhor Zé já me demonstrou que não é estúpido, é uma pessoa inteligente, mas tem uma obssessão paranoica contra certos valores éticos e morais dos mais elevados que exitem, então vem para aqui justificar o injustificável. Seja mais humano, mais condescendente para quem sem culpa nenhuma fica sem emprego, sem sustento e uem sempre deu tudo para o bem duma empresa. Obrigado.

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    10. A proposta é então de que saiamos do campo económico para o ético-sentimental.
      Aí não tenho nada a dizer senão que lamento os acontecimentos.

      Mas não esqueçamos que a Triunph veio para cá por razões económicas provavelmente despedindo gente noutro lugar. Ora se lhe aumentam os custos, ou chateiam demais, vai para outro lugar; e assim tem sido e assim vai continuar a ser.
      Já dizia o poeta...c'est la vie!

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  5. Lá no fundo, José, estás com falta de afecto de Marcello. Talvez não seja má ideia programares o teu «abracinho» com o presidente. Ficarão os dois bem na fotografia: o presidente com o seu esgar histriónico e o José parecido com o Tino de Rans.

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  6. Vcs ainda perdem tempo a responder a apoiantes das organizações de crime financeiro organizado como o são o PPD/PSD e o CDS-PP travestidos de partidos políticos?
    São escumalha inútil sem nada de novo para oferecer a não ser as defecações que em vez de lhes saírem pelo ânus, saem-lhes pela boca seja em oratória pestilenta seja por via de um teclado desperdiçado em dedos e mãos de mer*a.

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  7. Senhor José. A ética não é emocional nem sentimental, ou se quiser, como diría e provou o António Damásio brilhantemente no seu livro "O Erro de Descartes" tudo começa na emoção. mesmo as coisas racionais. A motivação do capitalista não é só racional e materialista ao contrário do que possa parecer. Nem sequer é ums instinto de sobrevivência, é um desejo emocional de gerir a ofrça do trabalho para o lucro, tal como doutra maneira o comunismo ou outro ideal qualquer. É por isso que o capitalismo tem regras, que em princípio (em teoria) são oudeveriam ser para impôr barreiras ao anti-moral e anti ético. É por isso também que mesmo no capitalismo há protecção social, subsídio de desemprego. Isso não é sentimento, é justiça, ética e moral e social do sistema em que nos assentamos. Em Portugal não precisa de ir mais longe, tem o paradigma que é o Azinhas Nabeiro por exemplo, um entrepreneur capitalista, mas um tipo com moral e ética no leque de emprego. O Senhor José não tem essa sensibilidade, agora compreendo porque é anti-comunista. Depois Senhor José não introduza elementos novos no debate, tipo "fuga para a frente". Não há nada de a Triumph ter perdido lucros com as leias do trabalho, com as condições dos trabalhaores com salários, ou outras despesas, ou com menos vendas. Desde que foi implantada ainda nos anos 60, a Triumph foi uma empresa de sucesso sempre a subir nos bons resultados financeiros. Portnato não invente argumentos. Sabe qual é a diferença ente mim e o Senhor neste debate: é que eu intrepreto factos reais tal como são porque conheço directamente a realidade dessas empresas Triumph e Remax, enquanto quer o senhorargumenta com hipóteses que não são factuais. Essa é a diferença. Eu conheço a Triumph por dentro e o Senhor se conhece, olhe não parece, pois usou e usa comentários inapropriados e deslocados da realidade daquele contexto. Obrigado. PS - não foi mal educado para mim, como eu acho que não fui para si e olhe eu relevo isso. mas de resto informe-se melhor...

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    1. Saiba que me tenho guiado pelo que diz quanto aos factos, mas para que tenham sentido, é preciso procurar razões que não sejam a falta de ética.
      Aconselho-o a refletir sobre um quadro provável: o capitalista é acionista e não é gestor, provavelmente nem conhece o negócio e sabe nada sobre as pessoas que trabalham na empresa. Vê os resultados da empresa nas suas diversas unidades, e pergunta: porque haveremos de ter tão baixa rendibilidade na unidade em Portugal? O gestor assalariado tem que encontrar resposta ou ...

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  8. Tenho um amigo Catedrático de Sociologia - eu que não tenho mais que a antiga 1º ciclo do ensino médio (antigo liceu), que uma vez me disse "No campo das ideias todas elas se equivalem", e depois a seguir continuava "você quer extrair uma conclusão dum certo facto, o facto "está lá" para você o interpretar como deseja, então a conclusão é tl como você pretende". Acho que ele está certo, o problema é que depois se vê se esse juizo é imparcial ou não, se contraiamente é tendencioso. É o que o José está a querer levar-me a fazer. Uma vez que toma o partido das ideias do(s) capitalista(s) contra os trabalhadores que já acusou de serem comunistas, quando na realidade a esmagadora maioria dos trabalhadores dessa empresa até são do PS para a direita. Aagora aconselha-me a refletir sobre algo que não se aplica a esta empresa, pois os gestores desde a instalação da empresa em Portugal tem sido todos alemães, que sabem português e vivem em Portugal durante os seus mandatos na empresa, e comunicavam ao detalhe a situação da empresa, sendo que pelo que foi dado conhecer dessas avaliações dos lucros/resultados da mesma os relatórios sempre foram positivos e em crescendo de lucros de ano para ano. Isro enquanto Triumph, depois da marosca da venda, calro que não deu mais lucro, essa venda foi feita para isso mesmo, para arrasar com os contratos de venda. É daí que vem então a falta de ética e legalidade e que a serem verdade os relatórios que foram dado conhecimento por obrigação legal às comissões de trabalhadores é aí que vem a falta de ética. Entretanto que interessa, a empresa já está em Marrocos e já pensa na China como a oásis do capialismo de momento. Portanto um à parte: como se compreende até é um regime socialista de partido único, o chinês que tem - qual capitalista sem ética - as melhores condições para os capitalistas terem mão de obra barata. Percebe porque é que eu não acredito no dito comunismo ? ! Ó capitalista, tem razão é um acionista, por vezes nem tem a noção das implicações do negócio. Mas sabe...para pedirem ajuda ao estado português e à Comunidade Europeia, ameaçando que se iam embora, isso souberam bem qual era o negócio, e fizeram ou mandaram fazer relatórios e apresentaram candidaturas com conclusões que supostamente ersam sérias, e o dinheiro veio mesmo. Agora falo eu em mamas, os capitalistas mamar souberam mamar, ir buscar dinheiro lá fora para segundo diziam a empresa ser sustentável quando foi para alimentar a teta que dá o bom leite isso já se descartaram. E a falta de ética está que queriam evitar indeminizar os trabalhadores do que eles tem direito por este despedimento. Entã queriam ir buscar as máquinas e produção e todo o patrim+onio da fábrica, não fossem as trabalhadoras de vigília a evitar isso. Que grande ética esta. Pois é, é culpa do comunismo Senhor José.

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    1. Pergunte-se donde vem o dinheiro do Estado.
      Pergunte-se porque falir é mais fácil que liquidar.
      A ética do comunismo é que roubar capital não é crime.

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  9. Pergunte-se donde vem o dinheiro do Estado ? Dos contribuintes (empresas e trabalhadores) e dos empréstimos e das contribições da C. Europeais.
    Pergunte-se porque falir é mais fácil que liquidar ? Porque dá menos despesa.
    A ética do comunismo é que roubar capital não é crime ! Lá está o José...está a falar do comunismo como sistema político, social e económico ou do chamado comunismo real, que na realidade é uma desvirtuição dos princípios e é uma oligarquia, o bem para os próprios que tem o poder ? Já lhe disse que não sou comunista, mas no aspecto do Eestado o comunismo é igual ao capitalismo, apenas difere no processo, por isso é que o dito comunismo é um capitalismo de estado, onde o estado apropria-se de tudo, e consequentemente dos lucros. Eu pefiro um regime capitalista, mas isso é uma coisa, o que se passa no terreno real da Triumph é outra coisa e não tem nada a ver com socialismo, comunismo nem nada. Eu vou à sua permissa inicial: que a culpa do que acontece na Ex-Triumph é dos comunistas. Não tem nada que ver. Eu percebo que o que está a fazer comigo é o papel de coaching, fazwer as perguntas até que eu chegue por mim ao que o João pretende. O que os ameticanos definem como "troll". Você SEnhor José, você nem sequer é anti-comunista, e menos capitalista. Você até é um democrata que usa a ironia pois adora o debate. Vou deixar de responder às suas perguntas, porque eu não professor/explicador e muito menos sei tudo, agora da Triumph tenha paciência, dê lá as voltas que der, não me consegue derrubar na minha convicção: aquilo ali foi golpada da Triumph. Golpada até certo ponto legal, mas éticamente reprovável pelo capitalismo que tem alguma coluna vertebral. O do Azinhais Nabeiro, o paradigma do capitalista e investidor com consciência social. Capitalistas que dissessem: não vamos continuar coma empresa em vez de irmos para Marrocos. isso ér que tinha valor. Agora estes são capitalistas fraquinhos, escravos do dinheiro e do lucro.

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    1. « Eu vou à sua permissa inicial: que a culpa do que acontece na Ex-Triumph é dos comunistas.»
      Nunca disse isso, mas para lá caminhando...
      O que lhe digo é que se um capitalista é louvado por pegar no seu capital e criar uma empresa, se a quiser fechar não tem que ficar sem o seu capital só porque a esquerdalhada entende que a empresa já é dos trabalhadores, da sociedade ou do raio que os parta!

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  10. Concordo na generalidade com o que diz. Mas elogiar/louvar é também uma coisa afectiva/sentimental ou não ? Oo que há de material é se o capitalista tem lucro ou não. Se tem muito bem, para ele. Se não tem não pode ser reponsável pela vida dos trabalhadores, isso é verdade, só tem a responsabilidade do quadro legal. Mas de novo aqui a situação é outra. Quantas vezes lhe preciso de referir que a Triumph tinha lucro e vivia desafogadamente do ponto de visto de financeiro, e conómico, de contratos e produção dos trabalhadores, não obstante ser uma empresa a operar num sector difícil para quem operra com os custos da Europa. Inclusivamente como multinacional até podia não ter tanto lucro num país ou numa fábrica dum certo país que no geral os lucros eram (são !) compensadores. Ainda para agravar a situação essa empresa em Portugal tinha tido aprovado projectos e receberam dinheiro do governo português e da CE. De novo, em tese, pode ter razão, factualmente não nos consegue justificar em absolutoi a sua linha de pensamento pois não é aplicável a ete caso concreto. Olhe vou contra uma coisa da minha vida pessoal. Eu sou treinador de atletismo. Sei muito de teoria de treino. Tenho até artigos escritos em publicações da especialidade sobre o assunto. Os meus conceitos são elogiados por muitos. Porém esses conceitos na sua aplicação prática à realidade e a cada indivíduo é diversa e diferente dos conceitos teóricos. A teoria não nos diz nem nos responde se naquele dia está a chover ou a fazer sol por exemplo e cada situação altera tudo, comprende ? O mesmo aqui netse debate. Parece-me que sabe a teoria toda; os princípios, os conceitos, o accionista, o investidor, o entrepreneur, o trabalhador, o capital, a mais-valia, sabe isso tudo. Porém a teoria esbarra no concreto e falha na resolução do concreto. Entretanto já foi à empresa o repesentade do tribunal para solucionar o assunto e que assim o malandro do patrão já não pode levar o património consigo pois isso faz falta para podem indeminizar legalmente os trabalhadores, e não aquele camião TIR do patrão que queria levar as máquinas, ou também concorda com essa acção ilegal do patrão ? Ou acha que a defesa desse direito pela vigíla tem ue ver com comunismo. Até vou mais longe: a esmagadora maioria dos empregados votam todos(as) do PS para a direita, embora realmente algumas não tenham convicção política nenhuma.

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    1. Admire-se que as máquinas não sejam propriedade da empresa.
      A vigília é o folclore associado a estas coisas...
      Como lhe digo, neste país a falência é o caminho mais fácil para liquidar uma empresa.

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    2. Tal como diria Camus (a José), a estupidez insiste sempre.

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  11. Se as máquinas são da empresa ou não não sei. Veremos a sua suspeita. Em todo o caso se já esteve um camião TIR à porta da empresa para as tentar levar é porque pertencem a alguém que não quer que as máquinas sirvam para indemnizar com esse valor os trabalhadores.
    Quanto ao que chama folclore, é isso mesmo, um folclore, ou se as leis fossem cumpridas não haveria necessidade desse folclore à porta para evitar que essas máquinas fosse tiradas da fábrica. E não fosse o que chama de folclore da vigília e a quem as máquinas elas pertencem como não não quiz cumprir´ a lei, já as teria levado, uma ilegalidade.

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