Chamem-me quando for para falar de política

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Eu quero partidos próximos dos cidadãos, presentes em todo o território, por isso aceito a isenção de IMI para permitir essa presença.

Eu quero partidos financiados pelos seus próprios militantes e simpatizantes e não pelo Estado, por isso aceito que não haja um limite para os fundos não estatais que um partido pode receber.

Eu quero partidos que realizem tantas iniciativas políticas quantas puderem, festas, comícios, debates, concentrações, concertos, para divulgarem as suas posições e os seus princípios e programas e eu saber no que voto e por isso aceito que estejam isentos de IVA nessas actividades.


Acresce dizer que os partidos são associações de pessoas que disputam o poder político, de entrada e saída livres e sujeitos ao escrutínio dos seus militantes e da república. Taxar as actividades dos partidos implicaria taxar pessoas. Os partidos não são um ente, como a Igreja, por exemplo, são pessoas, grupos de pessoas.

Eu quero democracia e democracia, para já, implica partidos. Quem não está contente com os existentes tem a obrigação moral de formar um ou militar numa organização anarquista ou fascista (as que defendem que os partidos não fazem falta). Os que se identificam com algum partido, têm até a oportunidade e liberdade de militar nele e influenciar e decidir sobre as suas posições e comportamentos. Felizmente, já lá vai o tempo em que a pretexto da luta contra a imoralidade dos partidos, se extinguiu a república e se fez fascismo.

Quem não está contente com o que os partidos fazem com os benefícios que têm, vote noutros partidos. O problema do PSD, por exemplo, não está em não pagar IVA, está em dar cabo da vida dos trabalhadores e defender os grandes grupos económicos. Tal como o problema do CDS não está em ter sede num edifício do patriarcado de Lisboa, mas nas suas opções políticas de defesa dos ricos e ataque aos trabalhadores.

Quando estivermos a discutir o que devem os partidos fazer com os benefícios que têm e que benefícios devem ou não ter, em vez de recusar primariamente que os tenham, então chamem-me.

Tenho a consciência tranquila quanto à utilização das isenções por parte do meu partido.


Mas eu sou comunista.


PS: organização anarquista. LOL

7 comentários:

  1. E é preciso fechares-te numa sala, à sucapa com os amigos do "delito de opinião" e da "camara corporativa" para nos vires dizer isso tudo?

    Oh Tiago, erro de palmatória. Agora ainda por cima vais levar com o Marcelo em cima. Irra, até parece que andam desorientados desde as autárquicas.

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  2. Tiago, fizeste bem em escrever estas linhas porque só a verdade é revolucionária. Aos criticos, aconselho a legislação da Autoridade Tributária sobre isenção de IVA. Depois comemtem.

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  3. Queres isso tudo? A mim bastava que os políticos fossem sérios e honestos.
    Se o fossem, não aprovavam leis de forma que só pode ser vista como subreptícia.
    Não precisavam de vir justificar que não devem pagar IVA para poderem fazer maior divulgação. Olha, a mim também me dava jeito não pagar IVA para divulgar o meu trabalho, e eu preciso dele para comer, não para ter mais capacidade de fazer favores aos amigos.
    Não precisavam de vir dizer que "ser não gostam dos partidos votem noutros", de forma arrogante. Mas em qual? No PAN, porque o resto dos partidos votaram todos. Engraçado não é? Sempre às turras sobre tudo o que seja interesse público, mas para proveito próprio lá conseguiram um consenso.
    Também não precisavam de vir os secretários gerais dizer que não se identificam com a lei que aprovaram (sabe se entretanto já mudaram a definição de hipocrisia?), chamando parvos a todos os que queiram ouvir...

    ... Bastava serem sérios.

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  4. -A desqualificação é transversal, impera o egocentrismo primário, e ao povo no geral que se amanhe e suporte estes "inertes".

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  5. É preciso organização:
    - Umas comezainas em que os convivas não pagam a conta, fazem doação
    - O partido paga a conta e tem 13% de lucro mínimo

    Se isto for bem feito vamos ter um centro de trabalho em cada esquina

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    1. Não podes passar sem o teu «Manifesto 74».

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  6. É assim mesmo Camarada !
    Com eles no sítio !
    Bom 2018 !!!!!

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