Sauditas e Wahhabitas – Mil e uma noites de hipocrisia e terror*

5.2.15

Os estado-unidenses têm uma forma curiosa de lidar com a morte. No velório, em vez do pranto e das assoadelas, escuta-se o álbum favorito do falecido e contam-se anedotas sobre a sua vida. E o cemitério, que dificilmente um português escolheria para um agradável piquenique, é, para o americano, apenas um relvado: sem cruzes tétricas nem largos lutos, nem nada de lúgubre até onde a vista alcança. E no entanto, nem os mais pronunciados matizes da cultura, nem os sempre complexos rendilhados da língua, explicam o singular critério de Barack Obama para a morte de outros chefes-de-estado.

Lembro-me por exemplo dos termos de Obama, em 2013, aquando da morte do presidente Hugo Chávez: «A Venezuela entra num novo período da sua História; os EUA continuarão a patrocinar medidas que promovam a democracia e o respeito pelos direitos humanos». Já no passado dia 27 de Janeiro, o falecimento do Rei Abdullah da Arábia Saudita mereceu todo um outro tipo de considerandos. A delegação fúnebre dos EUA incluiu figuras de topo como o Secretário de Estado John Kerry, o Director da CIA John Brennan, o Comandante do Comando Central Lloyd Austin e o chefe dos republicanos John McCain. Para Obama, que encurtou a sua visita à Índia para «homenagear» o rei defunto, «não seria esse o momento para falar de direitos humanos». Afinal, segundo o presidente galardoado com o Nobel da paz, Abdullah foi um «reformador», que malgrado «modesto» nos seus esforços, contribuiu para a «estabilidade regional». Outros foram mais longe: David Cameron, elogiou o monarca pelo seu «esforço para a compreensão entre fés»; Christine Lagarde, não corou ao chamar-lhe «forte defensor das mulheres, embora discreto» e Ben Rhodes, o Conselheiro para a Segurança Nacional dos EUA, declarou que «os sauditas são essenciais para deter a barbárie das decapitações pelo Estado Islâmico».

Direitos humanos na Arábia Saudita

Na verdade, o processo judicial do Estado Saudita é uma cópia perfeita do seguido pelo Estado Islâmico: só em Janeiro de 2015 o Reino da Arábia Saudita decapitou 16 pessoas. Nesta monarquia absoluta onde o Corão é a constituição, não existe lei codificada, pelo que a livre interpretação da lei islâmica aplica-se mediante cortes de mãos e de pés, apedrejamentos e chicotadas. A Ulema, um grupo de clérigos sunitas radicais, controla todos os aspectos da vida, do sexo à higiene passando pela alimentação e pela leitura, impondo uma estrita segregação sexual que proíbe homens e mulheres de frequentarem os mesmos espaços. As mulheres sauditas não podem conduzir nem passar pelas portas usadas por homens, estão obrigadas a ter um «guardião» do sexo masculino e não podem estudar, viajar ou casar sem a sua autorização. Se uma mulher saudita violar a segregação sexual e entrar em contacto com um homem fora do seu círculo familiar, é julgada por adultério e prostituição, crimes castigados com a morte.


Na própria semana em que Obama foi render tributo aos reis sauditas, Layla Bassim, uma mulher birmanesa, foi decapitada em público na cidade de Meca. Enquanto Obama falava, Raif Badawi, recebia as primeiras de 1000 chicotadas por criticar o governo num blog. Na ditadura saudita, não existem quaisquer direitos democráticos ou liberdade de expressão e opositores como Badawi são perseguidos, torturados e executados.

A História de um Estado-Cliente

Mas o Estado Islâmico e a Arábia Saudita têm em comum algo mais importante que as decapitações: os EUA. Uma ligação que recua ao colapso do Império Otomano, quando os britânicos instalaram ao leme da região uma família de latifundiários sunitas, os Saud. Arábia Saudita significa literalmente a Arábia dos Saud, a família que ainda hoje é proprietária do país e cujos cerca de 7000 príncipes ocupam, com autoridade absoluta, todas as posições do Estado. Mas Muhammad bin Saud, o fundador do primeiro Estado saudita, não impôs apenas o nome e a descendência ao novo país: também cunhou a religião. Para conquistar o território, bin Saud estabeleceu um pacto com os seguidores do Wahhabismo, a corrente ultra-reaccionária do islamismo sunita que hoje dita a lei na Arábia Saudita e também no Estado Islâmico. 

Nascido para servir o imperialismo britânico, cedo os EUA compreenderam a utilidade deste cliente reacionário e avesso a todo o progresso social: nos anos 70, os sauditas armaram, a mando da CIA, o Taliban e a Al-Qaeda para derrubar o Estado afegão; na primeira Guerra do Golfo, em 1991, deram estacionamento a meio milhão de tropas americanas; mais tarde, em 2003, as bases sauditas permitiram 286 000 ataques aéreos contra o Iraque. Peça central para o avanço do imperialismo no Oriente Médio, a Arábia Saudita compra anualmente aos EUA 30 mil milhões de dólares em armas. Em contrapartida, vende fundamentalismo religioso, petróleo barato e desestabilização política. Neste negócio perigoso e de corolários tão volúveis como a Jabhat Al-Nusrah, a Ahrar ash-Sham e o próprio Estado Islâmico, quem perde sempre são os povos. Da Chechénia, da Bósnia, a da Líbia, da Síria, do Iraque ou do Afeganistão.

* Originalmente publicado, numa versão parcial, no Jornal Avante! de 5 de Fevereiro de 2015

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  1. Anónimo5/2/15

    Sobre esta notícia, receio que o seu artigo vem atrasado.

    Entretanto, descobriu-se que as fardas dos supostos militares do ISIL que cercam o suposto piloto sírio, prestes a ser imolado (em mais uma montagem filmada em HD), são fardas do exército da Jordânia. Em blogs alternativos, já se discute porque razão foi a Jordânia se meter nos falsos videos promovidos pela CIA e a Mossad, com intuito de causar ainda mais ira contra os muçulmanos.

    Em relação à Ucrânia, houve um bombardeamento sério contra um hospital que matou civis, mas o vosso «Manifesto» manteve-se silencioso (como também se manteve em relação aos acontecimentos no Haiti, Venezuela, Iémen, Nigéria... entres outros).

    Em vez disso, discutiram-se os assuntos nacionais e em resposta ao silêncio, veio uma resposta de «taberna», do tipo «Porque não abre você um blog e escreve acerca disso?»

    Inacreditável?

    Talvez.

    Julgava o vosso blog mais capaz de desenvolver os temas que são fundamentais para o conhecimento que devemos ter acerca do Mundo de agora.

    Infelizmente, começo a não ver nada aqui no «Manifesto» que me interesse para me sentir esclarecido.

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    1. As pessoas que escrevem aqui não são bloggers profissionais. Trabalham e têm outras tarefas que ocupam tempo. Eu gosto de tabernas.

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    2. Anónimo6/2/15

      Pois, essa resposta equivale àquilo que eu chamo de incompetência literária e lutadora. Ou seja, queres mais «brocas & fado» que lutar.

      Paciência, é desta maneira que deixo de ler o vosso blog.

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  2. Argala7/2/15


    O caro anónimo é capaz de ter alguma razão. De facto o mundo está à beira da catástrofe com os conflitos no Levante e na Ucrânia, e isso deve ser motivo de análise e reflexão. Mas reflexão não é só fazer copy/paste do globalresearch. E quem quer se quer dedicar a estudar os assuntos e a fazer textos de reflexão, tem que guardar umas boas horas do seu dia.

    Agora sobre o texto do António. Há uma contradição enorme e que vai rebentar, entre o regime saudita e um ressurgimento islâmico que vem de baixo. E a malvada da luta de classes mete-se de permeio nesta contradição que dava um belo texto com o título: "Haram para os ricos, shariah para os pobres" - uma coisa para escrever quando tiver paciência.

    Dois exemplos concretos para mostrar como funciona a contradição. O juro (riba) é proibido na banca islâmica, a sua proibição está nos versos do Corão (lei fundamental) que são óbvios para toda a gente, não há dúvidas absolutamente nenhumas na sua aplicação prática porque estão nas narrações e tradições do profeta (hadith). Contudo, como isto seria uma medida em benefícios dos mais pobres, não é aplicada e passa-se por cima dela como se nada fosse. Quanto à questão das mulheres ao volante, é simples: não existem nem versos do Corão, nem narrações ou tradições do profeta que sequer possam indiciar ou das quais se possa inferir que uma mulher não pode conduzir - a justificação da fatwa é feita com argumentos muito frágeis e às vezes patéticos, baseados nas "consequências negativas".. mas como são as famílias mais pobres que mais sofrem com estas palhaçadas, passa. O que acontece, para resumir, é que os aspetos mais cavernosos do Corão e das tradições do profeta são agigantados e exacerbados num autêntico festival de demência que serve apenas para esconder as suas próprias contradições (que mais tarde ou mais cedo vão estalar).

    E isto é bem real. Não sei se conhecesm a história da tomada da Kaaba em 1979 liderada por Juhayman, em que um movimento vai difundindo a tese de que o Imam Mahdi já se encontra entre os humanos, até chegarem ao momento de juntar 600 malucos para tomar de assalto a Kaaba com armas automáticas escondidas nos caixões e proclamarem lá dentro que o Imam Mahdi é o cunhado do Juhayman. As tropas sauditas tentaram várias incursões, mas os "rebeldes" tinham snipers nos minaretes e aquilo ficou cercado durante duas semanas. Até que os tanques sauditas entraram por ali adentro, e no final morrerem umas 300 pessoas. Agora que foi proclamado um califa, qualquer coisa do género se pode vir a repetir.

    Nota: não é verdade que não exista lei codificada na Arábia Saudita.

    Cumprimentos

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    2. Camarada Argala.

      Deduzo nas tuas palavras que alimentas a esperança que os acontecimentos do Irão se vão repetir na Arábia Saudita. Se é isso que pensas desilude-te, porque as diferenças são tão grandes a todos os níveis que é totalmente impossível que tal venha a acontecer no reino dos Saud.

      Primeiro; a Arábia Saudita é um Estado monolítico, quer em termos religiosos quer em termos étnicos. Muito diferente do Irão portanto.

      Segundo; o sistema politico na Arábia Saudita sustenta-se em dois vetores fundamentais, mantém o povo subjugado a um obscurantismo inveterado que não conhece mais nada que a religião, e depois exerce uma brutal repressão contra quem ouse contestar os dois poderes oficialmente estabelecidos, Deus e o Rei, são dilemas que não se podem pôr em causa.

      Sabes que existem milhares de presos políticos na Arábia Saudita? Mas por cá ninguém fala nada nisso. Há um advogado que foi condenado a 40 anos de prisão por ter denunciado essa situação.


      Portanto, qualquer alteração do regime nas atuais condições só podem vir de fora.

      Tal não interessa aos Americanos, que estão mais preocupados em defender uma mulher que cometeu adultério no Irão que os perseguidos por motivos políticos, quer na Arábia Saudita quer em qualquer outro país da região governado por petro/ditaduras.

      Que foi o caso quando dos tumultos no Bahrein. Os médicos e os enfermeiros que trataram os manifestantes feridos nos protestos foram condenados entre 15 e 25 anos de prisão. Alguém denunciou ou contestou isso cá no Ocidente? Não!

      Outro caso que prova a dualidade hipócrita dos países Ocidentais perante a chamada defesa dos direitos humanos.

      Em 2010 foi desencadeada uma campanha a nível mundial para poupar a vida de Sakineh Ashtiani uma mulher Iraniana que tinha cometido adultério (punível em qualquer país muçulmano com a pena de morte).,

      No entanto o regime teocrático dos Ayatollah poucos tempo antes tinha assassinado na prisão duas activistas de esquerda sem que por cá alguém tivesse levantado a voz.

      Siamine Modaressi membro do partido Tudhey (comunista) filha de um Ayatollah.

      E Nazre Zanjani sindicalista, foram ambas torturadas até à morte na prisão.

      Isto além dos cerca de 8 000 militantes comunistas e de outras organizações de esquerda assassinados por o regime teocrático do Irão.

      Isto foi-me dito por um camarada Iraniano na Festa do Avante. Deu-me panfletos com os nomes de pessoas perseguidas e mortas no Irão, e pediu-me encarecidamente para eu divulgar.

      Contou-me as condições em que foram presas e assassinadas estas duas mulheres ainda jovens.

      Portanto quando algum demente alienado me vem falar na condição da mulher Iraniana cito logo estes dois nomes, desconhecem, na medida em que foram adestrados para não saber situações destas, os comunistas têm que ser mortos impunemente em qualquer parte do mundo.

      Se surgiu a ocasião para discutir a situação na Arábia Saudita é nosso dever fazê-lo com empenho, no sentido de disponibilizar informação aqueles a quem tem sido negado esse direito.

      Faz parte da pedagogia comunista, valorizar os nossos conhecimentos. Lenine dizia, aprender, aprender, aprender e aprender sempre.

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    3. Argala8/2/15

      Camarada Carlos Carapeto,

      É verdade tudo o que diz, mas não seja excessivamente pessimista. A Arábia Saudita neste momento tem o califa ibrahim a norte, e os houthis a sul (acabam de tomar o poder e a procissão ainda vai no adro). Ambos vão exercer influência na dinâmica interna do país e o resultado só pode ser uma decomposição do regime. Daqui a quanto tempo? Não sei. Para melhor ou para pior? Também não sei. Entre os malucos do califado que dizem que a família Saud é traidora ao Islão, e os epígonos do Imame Ali.. venha shaytan e escolha!!!

      E toda a solidariedade com os nossos camaradas iranianos que lutam na clandestinidade.

      Abraços

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    4. Anónimo8/2/15

      Pois lá está. Carlos Carapeto faz um bom trabalho.Mas depois? Depois
      uma análise resultante dum porfiado esforço de muitas horas por dia com toda a certeza. Que acaba num venha o diabo e escolha em linguagem colorida como convém
      Eu sei que a fonte é uma fonte não autorizada por quem passa tantas horas a estudar e a reflectir em satã, a mostrar o rigor da sua análise e dos seus diabos de estimação
      Mas este artigo da fonte não autorizada por alguns censores é bem mais interessante que os satãs que pululam nas reflexões horárias de alguns
      http://www.globalresearch.ca/why-does-the-u-s-support-saudi-arabia-a-country-which-hosts-and-finances-islamic-terrorism-on-behalf-of-washington/5398408
      Ou este que fala na OTAN e na maior parte dos países árabes do golfo
      http://www.odiario.info/?p=3521

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  3. Anónimo7/2/15

    Já percebi que o Ricardo M. Santos gosta de tabernas. Na verdade, é uma interessante contribuição para o debate.
    Já agora, Ricado, também gosta de «ganzas»?

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  4. Argala7/2/15


    Olá António,

    Vou dar seguimento à saga 'um texto de Lénine por dia, não sabe o que bem que lhe fazia', e hoje vamos ler 'A Guerra e a Social-Democracia da Rússia'. Ataque aberto ao chauvinismo e ao reformismo, em vésperas de ruptura. A semelhança com os dias de hoje é assombrosa. Segue um excerto:

    "Os oportunistas fizeram fracassar as decisões dos congressos de Stuttgart, de Copenhaga e de Basileia[N345], que obrigavam os socialistas de todos os países a lutar contra o chauvinismo em todas e quaisquer condições, que obrigavam os socialistas a responder a qualquer guerra desencadeada pela burguesia e pelos governos com a redobrada propaganda da guerra civil e da revolução social. A bancarrota da II Internacional é a bancarrota do oportunismo, que se desenvolveu sobre a base das particularidades de uma época histórica passada (a chamada época «pacífica») e que nos últimos anos passou a dominar de facto na Internacional. Os oportunistas há muito que preparavam esta bancarrota, negando a revolução socialista e substituindo-a pelo reformismo burguês; negando a luta de classes e a sua necessária transformação, em determinados momentos, em guerra civil e defendendo a colaboração de classes; pregando o chauvinismo burguês sob o nome de patriotismo e de defesa da pátria e ignorando ou negando a verdade fundamental do socialismo, já exposta no Manifesto Comunista, de que os operários não têm pátria; limitando-se na luta contra o militarismo ao ponto de vista sentimental-filisteu, em vez de reconhecer a necessidade da guerra revolucionária dos proletários de todos os países contra a burguesia de todos os países; transformando a necessária utilização do parlamentarismo burguês e da legalidade burguesa numa feiticização desta legalidade e no esquecimento da obrigatoriedade das formas clandestinas de organização e de agitação nas épocas de crise. O «complemento» natural do oportunismo, a corrente anarco-sindicalista — concepção igualmente burguesa e hostil ao ponto de vista proletário, isto é, marxista — caracterizou-se não menos ignominiosamente por uma repetição fátua das palavras de ordem do chauvinismo durante a presente crise."

    Assim foi Lénine obrigado a romper com a social-democracia. Quando os oportunistas tomam o leme, espalham o veneno do chauvinismo (esquecendo que os trabalhadores não têm pátria enquanto não tiverem o poder), espalham o veneno do reformismo, do pacifismo, do legalismo e do liquidacionismo - que abdica do programa da Revolução, das formas ilegais de luta, e se conforma com o estado burguês -, assim percebe Lénine que não há outro caminho senão a ruptura com a II Internacional.

    Tal como em 1914, também hoje o reformismo e o chauvinismo são a organização da derrota. E também hoje temos que abrir uma guerra sem quartel, sem dó nem piedade contra o reformismo e o chauvinismo.

    Cumprimentos

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  5. Anónimo7/2/15

    Os portugueses dizem Alcorão. Foi com o artigo Al, que o grosso das palavras árabes foi passado para o português.

    Os franceses e americanos é que dizem Corão. A resistência ao imperialismo também se faz pela língua. E no PCP até se usa OTAN, em vez de NATO.

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    1. Anónimo7/2/15

      Corrigindo-me: Em vez de "Foi com o artigo Al, que" leia-se "Foi com o artigo Al que"

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    2. Anónimo7/2/15

      Deixemos para lá os pedantismos proprios de quem tenta justificar as horas passadas nos sofás e os textos , ah os textos a escrever para quando se tiver tempo, mais as mulheres que não são auotrizadas a guiar porque isso chateia os pobres e restantes primarismos um pouco rascas.Que saudades de Marx e das suas análises

      Visistemos o Castendo
      Aproveitando-se da indignação pelos crimes de Paris, dirigentes políticos mundiais desfilaram de braço dado para TV ver, longe da multidão.
      Duas semanas depois, grande parte dos mesmos dirigentes foi em peregrinação à Arábia Saudita, prestar homenagem ao falecido rei Abdullah. Não foram poupados elogios.
      Obama valorizou «a nossa amizade genuína e calorosa» (International New York Times, 24.1.15). Para Obama, que encurtou a sua visita à Índia para «homenagear» o rei defunto, «não seria esse o momento para falar de direitos humanos». Afinal, segundo o presidente galardoado com o Nobel da paz, Abdullah foi um «reformador», que malgrado «modesto» nos seus esforços contribuiu para a «estabilidade regional».
      Blair disse que era «um modernizador», «amado pelo seu povo e cuja falta será profundamente sentida» (declaração do seu gabinete, 23.1.15).
      O International NYT chama-lhe um «reformador saudita» (24.1.15).
      David Cameron louvou a sua «dedicação à paz» e a directora-geral do FMI declarou que «era um grande dirigente, que introduziu muitas reformas internas e, de forma muito discreta, era uma grande defensor das mulheres» (Channel 4 News, 23.1.15).
      O Presidente de Israel, Rivlin, disse que «as suas sábias políticas contribuíram muito para a nossa região e a estabilidade do Médio Oriente» (Times of Israel, 23.1.15).
      Hollande e Fabius deslocaram-se a Riade para prestar tributo ao rei saudita e à «sua visão duma paz justa e duradoira no Médio Oriente» (Libération, 23.1.15) – visão partilhada pela França e bem patente na Síria.
      A Arábia Saudita nunca foi alvo das grandes campanhas mediáticas e políticas contra o fundamentalismo islâmico.
      Porque a verdadeira questão é outra. A Arábia Saudita e o seu «capitalismo avançado» (International NYT, 24.1.15) estão do mesmo lado da barricada que Obama, Hollande, Cameron e o sionismo.
      A hipocrisia sem limites dos chefes imperialistas revela algo importante: o racismo e a islamofobia que de forma cada vez mais aberta é promovida na comunicação social é – tal como o anti-semitismo dos anos 30 – apenas uma arma das classes dirigentes para dividir os trabalhadores e povos e para os arregimentar às suas políticas de guerra, exploração e rapina.
      Os elogios a Abdullah mostram que não há «choque de civilizações» quando se trata de arranjar acordos entre o grande capital e garantir a continuidade dos seus chorudos lucros. Poderão existir choques de interesses.
      E se algum dia a classe dirigente saudita decidisse seguir outro rumo, então sim ouviríamos falar dos crimes e pecados da sua ditadura e todo o arsenal imperialista – dos mísseis Cruzeiro às agências de notação, dos drones às pseudo-ONG – cairiam sobre a Península.
      E se, 'pior' ainda, o povo saudita se erguer para varrer a sua corrupta e serventuária classe dirigente, serão ensurdecedoras as campanhas imperialistas sobre o «perigo duma nova ditadura».
      Foi assim no nosso país, há 40 anos."

      De

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    3. Anónimo8/2/15

      Daqui:
      http://www.avante.pt/pt/2149/opiniao/134096/

      De

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    4. Argala8/2/15

      "Os portugueses dizem Alcorão. Foi com o artigo Al, que o grosso das palavras árabes foi passado para o português."

      Exacto. Parece que vou ter que dar a mão à palmatória por estar a aportuguesar coisas de fora. De facto já em 1572 Camões escrevia.

      "Uns caem meios mortos, outros vão
      A ajuda convocando do Alcorão."
      Os Lusíadas - Cant. III, 50

      Neste caso a palavra passou com o artigo. Mas como referes, muitas palavras passaram sem o artigo, como ananás, cifra, algumas passaram com o artigo respeitando as regras gramaticais como azeitona, azeite, mas outras passaram com o artigo sem que se respeitassem as regras gramaticais como aldeia (deveria ser adeia). A maioria da toponímia tem o artigo, mas até aí há excepções como Massamá.

      Cumprimentos

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    5. Anónimo8/2/15

      Quanto ao sub-capítulo

      "Os franceses e americanos é que dizem Corão. A resistência ao imperialismo também se faz pela língua. E no PCP até se usa OTAN, em vez de NATO."

      Conciso e simples.Sem espinhas.

      E sem cópias um pouco infelizes de Camões a escrever em 1572,...de acordo com o copy paste obediente e escrupuloso

      De

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    6. Anónimo8/2/15

      Um volume enorme de palavras passou com o artigo, em vários casos mascarados: azeite, açude, alcagóita, alcunha, algibeira, alfândega, alfama, alcantara, álcool, alcoitão, alface, alcachofra, etc. Alcorão foi uma das que passou com artigo, mas fruto das leituras francesas, primeiro, e das inglesas, depois, agora é um fartar vilanagem de Corões. Se insistirmos em ver no Alcorão o artigo do árabe e o retirarmos, temos de começar a comer salada de face temperada com zeite (um que escondeu o al), verdade?

      cumprimentos

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    7. Argala8/2/15


      É verdade sim senhoras.. mas isso podia não ter acontecido e estarmos hoje a dizer "tende cuidado para não deixar cair môndegas na catifa". Não soava mal, evitava-se a redundância e nem suspeitaríamos estar a falar árabe. Tal como dizemos Olá e ninguém suspeita que está a prometer a Deus.

      O artigo não está mascarado, ele está mesmo lá, só que bem aplicado. Azeite lê-se az-zeite, mas escreve-se al-zeite, porque a letra Z é solar, e sempre que isso acontece, o L não se lê. A letra Daad (ض) de aldeia também é solar, portanto em estrito respeito pelas regras gramaticais tinha que se dizer adeia. Quando o António diz "Jabhat Al-Nusrah, a Ahrar ash-Sham", no caso de ahrar ash-sham ele respeita a regra, no caso de jabhat al-nusra, ele não a respeita. Deveria ser, em correta transliteração, jabhat an-nusra, porque a letra (ن) Nun também é solar.

      Já quanto a NATO e OTAN. Nós sempre dissemos NATO, pá! Portugal fora da NATO, NATO fora de Portugal!

      Cumprimentos

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    8. Anónimo8/2/15

      Inda bem que as palavras deram muitas cambalhotas e não assumiram aqulela posição chauvinista que muito bom pregador evangélico ,maometano católico ou padreca litúrgico de qualquer outra seita religiosa ou não segue.
      E nem precisam de pedigree para se instalarem nem carta de alforria de fonte autorizada ou não.
      Se bem que o imperialismo também aqui tente esmagar os demais.
      Como aconteceu de resto com qualquer conquista por banal que seja.

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    9. Anónimo8/2/15

      O artigo está mascarado como tanto h está. Existe e não se lê. De qualquer modo, Nunca os portugueses deixaram cair môndegas na catifa, E sempre leram o Alcorão, tirando os colonizados sem dar por isso.

      sobre o texto, não gosto do regime saudita, mas até prefiro o Obama à Angela, ao menos sempre aponta melhores caminhos à Grécia e a Michelle andou pela Arábia sem cobrir a sua cabeça, coisa de que Cavaca jamais se lembraria.

      Isso de Portugal fora da NATO é para consumo dos jornalistas que de outro modo não percebiam, O PCP tem tradição do uso de OTAN.

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    10. Anónimo8/2/15

      "Consumo para jornalistas" que de outro modo não percebiam.

      Não eram só eles, não eram só eles, como bem se sabe.

      Mas na mouche

      De

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  6. Excelente artigo de pedagogia informativa, devia servir como um guia prático para quem está interessado em desmascarar a aparente "inocência" do capitalismo na colaboração, apoio e sustentação dos regimes mais déspotas e retrógrados que ainda hoje existem à face da terra

    A Arábia Saudita é governada (e sempre foi) por uma monarco/ditadura estilo medieval em que tudo no país gira em volta da religião e de uma realeza auto proclamada que controla os destinos da população sem obedecer a qualquer lei. Tudo é decidido à vontade do soberano e dos familiares que o rodeiam. Nada absolutamente nada mesmo pode existir fora dessa relação.

    Um país que todas as sextas feiras decapita cidadãos na praça publica em ritos medievais com populações eufóricas a assistir.

    Onde mulheres, homens e crianças são chicoteados e decepadas mãos e dedos também em publico.

    Em que os acusados não têm direito à defesa, as sentenças são proferidas de forma unilateral por os tribunais religiosos sem direito a recurso.
    A “democrática “ civilização Ocidental que ofertou o Nobel da Paz a uma jovem vitima da violência por si produzida permite a um ancião octogenário casar com uma criança de doze anos.

    O país com as maiores reservas petrolíferas, mas onde a pobreza extrema prolifera, os pobres e os mendigos são retirados à força das cidades para campos de concentração no deserto.

    Todos os dias se juntam milhares de famintos à porta do palácio real para receberem as sobras da corte.

    Como é possível estas coisas passarem despercebidas aos arautos da democracia, aqueles que se arrogam intransigentemente os verdadeiros guardiões da defesa dos direitos humanos?

    Cont…..

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  7. Mais; o avanço Wahhabita na Ásia Central após o desaparecimento da URSS foi uma coisa espantosa. Alguns exemplos; em meados da década de 90 existiam 17 mesquitas e 19 igrejas ortodoxas no Tadjiquistão , atualmente existem as mesma 19 igrejas ortodoxas e quase 3 000 mesquitas.

    Em 1999 já existiam mais de 50 000 mesquitas em funcionamento no espaço da ex- URSS, milhões de Corões foram distribuídos , centenas de Centros de Estudos Islâmicos foram construídos tudo com o apoio financeiro da Arábia Saudita.

    Ora esta situação não podia de forma alguma passar despercebida aos países Ocidentais, que entretanto não se cansam de agitar o espantalho da falta de democracia, na Venezuela, Bielorrussia, Zimbabue, Russia, China, Coreia do Norte.


    Finalmente quando alguém levanta esta questão de sumíssima importância, considero contraproducentes algumas opiniões aqui expressas a exigir que se deviam debater outros assuntos.

    Calma meus amigos e camaradas, vamos discutir uma coisa de cada vez, este é o momento oportuno para debater-mos esta situação com rigor e clareza por isso não temos que nos dispersar em divagações desconexas exigindo que se devia discutir isto e aquilo.

    É verdade que a nossa tão almejada vitória só pode ser conquistada com muito trabalho e coragem, mas não é menos verdade que devemos estar também preparados com bons conhecimentos. É dever de um comunista estar devidamente informado.

    Confesso que depois de ter lido o brilhante artigo do António Santos (aqui e no Avante) me sinto mais apto para confrontar os meus inimigos ideológicos quando me abordarem com a ladainha costumeira da Coreia do Norte por exemplo.

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  8. Argala8/2/15


    Caro anónimo,

    Respondo-lhe aqui. Não é verdade que o PCP use OTAN mais do que usa NATO. Clique aqui.

    Sobre o artigo definido, como disse, ele está bem aplicado na maioria das nossas palavras. Com o artigo definido, é mesmo alcatifa que se diz em árabe (e não ac-catifa), assim como azeitona (e não alzeitona). O que queria explicar com isto é que se a padralhada pretendia expurgar da língua a influência árabe, digamos que fez um mau trabalho, pois se na maioria dos casos até a assimilação do L nós passámos correctamente, respeitando as regras gramaticais..

    Quanto aos Hs, os árabes têm dois distintos e não havia nada a fazer senão ignorá-los - assim como outras letras. Por exemplo em aldeia, existe o الضيعة ع. O problema neste caso é que não há forma de romanizar a letra (nem de a dizer porque não temos equivalente fonético), pelo que o melhor foi ignorá-la. Em linguagem da net, os árabes poderiam escrever Ad-day3a, onde o 3 é a tal letra (3ayn), ou Ad-daya'a. Um dos hs é um 7 e o outro é um h mesmo.

    Cumprimentos

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  9. Anónimo8/2/15

    Bem se clica mas não sai nada.Será porque a fonte não está autorizada pelo facto de estar vinculada à global research?
    Uma boa gargalhada essa que junto com as lições mal amanhadas permite ver a falta que faz um espelho a alguns

    http://www.almaany.com/qdict.php?language=portuguese
    Podem sair as primeiras cem entradas


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  10. Argala8/2/15

    Confrade De,

    Assine os seus comentários e menos insultos.

    Faça copy/paste: http://tinyurl.com/pkk7o2k

    Cumprimentos

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  11. Anónimo8/2/15

    Desculpe mas agora estava a reler a resposta adequda a um sacana que eivado de ódio berrava aí no "ladrões de bicicletas":
    "a merda cunhalista das pombas de abril com 30 anos de atraso"

    O facto do sacana utilizar o nick name de argala é apenas o pormenor picaresco dos sacanas com lei.

    Ficam para depois os comentários adequados à merda com que argala se enfeita

    De

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    1. Argala8/2/15

      E depois?

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    2. Anónimo9/2/15

      Ora bem .

      Quem com ar de dondoca ofendido protestava contra"insultos" (mas que insultos?) é o mesmo que patenetia o seu ódio de classe visceral contra Álvaro Cunhal.

      Legítimio será dizer que argala é a merda provocadora com 30 anos de atraso
      ...

      De

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    3. Argala9/2/15


      Confrade De,

      Eu não lhe quero criar mais problemas do que aqueles que evidentemente já tem. Não posso é desistir de arrostar com gente da sua laia, que são a lumpen-militância - bestas quadradas que precisam de um choque de realidade para abrirem a pestana.

      Como já escrevi com este nick mil e uma vezes, e como já aqui repeti, eu considero as ideias e a obra de Cunhal como pertencentes ao campo do revisionismo. Revisionismo apenas adaptado e traduzido para a nossa realidade. A isso chamo cunhalismo. E isso é uma merda. Se até aqui não se perdeu, prossigo..

      Sim estou a insultar o cunhalismo, não Cunhal. Sim, faço-o movido por um visceral ódio de classe - ódio do qual muito me orgulho. Ódio da classe operária contra o oportunismo e o reformismo pequeno-burguês e da aristocracia operária.

      Se o confrade De conhece alguma coisa da nossa história política, e da obra literária de Cunhal, saberá que é Cunhal quem assenta as bases do krutchevismo, do caminho pacífico para o socialismo. neste cantinho. É Cunhal quem falsifica as já tortuosas teses de Dimitrov e põe a classe operária a reboque das outras classes num chapéu de chuva imbatível - unidades dos portugueses honrados. No final do levantamento nacional e da "revolução democrática e nacional", deixaríamos a burguesia na estação e avançaríamos o comboio pacificamente em direção ao socialismo. Tal como dizia o programa:

      "dada a composição de classes da sociedade portuguesa e o peso do proletariado industrial e rural, a realização da revolução democrática e nacional criará condições favoráveis para a conquista do poder pelo proletariado sem necessidade de uma nova insurreição" Programa do Partido Comunista Português, capítulo III, 19º parágrafo, Edições Avante, Lisboa, 3ª edição, 1974, pág. 85.

      Desaparece a Revolução, desaparece a ditadura do proletariado do programa em cima de uma crise revolucionária (pouco depois de derrotada a contra-revolução no 11 de março), e hoje andamos aqui a pastar com as "liberdades democráticas", a "democracia avançado" e a merda das pombas de abril.

      Se isto não é suficiente para causar um enorme ódio de classe, não sei o que é. Pesa muito esta herança das ideias de Cunhal, e é preciso superá-la. Ela será sempre superada, com a realidade a obrigar os militantes a abrirem a pestana.. mas os danos podem ser irreversíveis. Esta merda já deu origem a todo o tipo de inovações teóricas "democracia avançada", "unidade das classes anti-monopolistas", etc, cujo carácter irrealista lhes põe prazo de validade e o carácter liquidacionista dele afastam os militantes comunistas.

      Perante este debate, o que faz o lumpen militante..

      Arma o espantalho de Cunhal e grita "vade retro!!","Não ofendais Cunhal!!" ou como dizem os muçulmanos "Ittaqullah!!" (tende medo de Deus). Eu percebo que hajam espaços onde isso cause alguma temeridade e funcione.. acontece que já não estamos no jardim-escola!

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  12. Anónimo9/2/15

    Problemas?

    O pedantismo continua, tendo desaparecio momentaneamante o censor e aparecido o revisor da classe operária.Um pedante barato de pantufas a fazer-se de polido enquanto arrota o seu ódio.De classe como não podia deixar de o ser

    Jardim-escola suspira do seu púlpito misturado com o linguarejar com que adorna as suas tiradas de "eu percebo"

    De

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  13. Anónimo9/2/15

    Deixe-se dessas merdas de confrades e de cumprimentos pequeno-burgueses tirados da sebenta do manual de comportamento do camarada arnaldo matos..Era isso mesmo.Não se lembra?".Não se esqueçam de cumprimentar e depois arrotem neles",dizia o argola matos,perdão o arnaldo matos.

    O provocador burguês do argala aprendeu-lhe os tiques.Mas zangou-se com a vírgula no terceiro parágrafo das obras escolhidas do arnaldo matos .E agora não pode ouvir falar no ex.chefe

    De

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  14. Anónimo9/2/15

    O merdas do provocador tem um ódio de classe a Álvaro Cunhal .E age como tal.
    Transformado agora na besta-quadrada ( estou-lhe a citar os termos não em muçulmano mas no português desvairado e sebento a que recorre) com que investe quando recebe o mesmo tratamento, ele que se arroga o direito de insultar da forma manhosa e grosseira como o faz.
    Desaparecidos já os pungentes apelos para os "menos insultos" e vislumbrando-se mesmo o tal ódio de classe a quem lhe combateu as manhas,os tiques e a colaboração...com o capital

    Deixa-o fora de si.

    De



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  15. Anónimo9/2/15

    Mas argala está numa de inovação teórica.

    Avança com o "lúmpen" militante. Não consegue afastar-se daquele pedantismo bacoco e burguês, de classe mesmo, de classe burguesa a lutar pelo que é seu, de catalogar os demais como de "lúmpen". Na sua actividade criadora surge-lhe o lumpen -militante, Faltar-lhe-á o manualzinho com que cabula a data dos Lusíadas para saber qual a a definição de Lúmpen?
    Ou a pedantice burguesa sobe-lhe à cabeça com a velocidade com que lhe sobe a pedantice das muitas horas de sofá. perdão, de estudo? E há o "Burguês" ele, e a restante maralha,classificada como de lumpén, se não lhe seguem as preces e as prédicas com que brada aos anjos e demónios ? (essa é outra inovação teórica, por acaso característica dos mercadejadores de ópio)

    Sejamos frontais., Argala quer levar-nos a uma discussão teórica tida com ele e com os resquícios dele há mais de 30 anos. Com os efeitos produzidos, a saber , o desparecimento das hordas de esquerdistas, aliados objectivos da contra-revolução. Sumiram,deram de frosques, foram fazer-se à vidinha

    Argala meteu-se no sofá e passou por lá,na companhia por exemplo de raquel varela e do António Paço ,com que partilhou muito do ódio de classe ao partido da classe operária. Zangou-se depois com os ditos cujos e tendo contribuído de forma decisiva para o abandono da ala de esquerda do 5 Dias foi-se confortar aonde ele sabe que se conforta.

    Mas o seu ódio particular ao PC está por aí espalhado,agora amaciado e mais aveluidado porque o seu trabalho a isso o obriga .

    Mas um exemplo da sua actividade foi a defesa boçal e inqualificável de cavaco perante uma atitude frontal do PC ( e do BE diga-se em abono da verdade) face a esse mesmo cavaco.

    De repente desapareceram-lhe os tiques de revolucionário .E é vê-lo numa de solidariedade cavacal , a compreender as razões da cavacal figura.

    Não ofendais Cunhal? Vade retro , não ofendais antes cavaco, o silva

    De

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  16. Anónimo9/2/15

    O tema é a votação na ONU da libertação de Mandela. Votaram a favor 129 países, registaram-se 22 abstenções e votaram contra três...reagan,thatcher e...cavaco.

    Quem quiser que leia e veja este post sobre o tema no 5 dias.

    Aqui
    http://5dias.wordpress.com/2013/12/09/sick/

    E veja-se o porfiado esforço de argala na defesa da sua tese, tese em que se misturam duas coisas: o ódio de classe ao PC e a compreensão pela "verdade" do cavaco.

    Simplesmente abjecto.

    ( já agora não deixa de ser curiosa a compreensão de JgMenos ( o "jose") perante as teses de argala. Levará o Carlos a comentar sibilinamente: "como eles se entendem")

    De

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    1. Argala9/2/15

      "O tema é a votação na ONU da libertação de Mandela. Votaram a favor 129 países, registaram-se 22 abstenções e votaram contra três...reagan,thatcher e...cavaco."

      Pode continuar a jogar sujo, que dá igual ao litro. No final é que se fazem as contas, e gente da sua laia acaba por cair sempre.. é só uma questão de tempo.

      Está nos comentários a explicação. A delegação portuguesa vota a favor da libertação na alínea a), do parágrafo 4 da Resolução G, e rejeita os pontos das resoluções mais avançadas: o direito à luta armada, as sanções, o embargo petrolífero, etc.

      Ou seja, podia-se acusar Cavaco de não se ter oposto ao apartheid com veemência, por recusar a luta armada, ou as sanções e o embargo que estava a ser proposto nas outras resoluções. Mas, como todos sabemos, nada disso teria o mesmo impacto que uma parangona que diz "Cavaco votou contra libertação de Mandela" - que é o ranço da política-espetáculo-institucional. O que era uma mentira podia passar.. até alguém ir buscar o documento. O Cameron não teve a mesma sorte, mas a ele acusou-se-lhe com a verdade. Tudo isto é a política espasmódica do sensacionalismo e a minha crítica era essa.. só seres vermes invertebrados e boleiros da política é que não entendem isso.

      Nota: eu não me oponho à utilização da mentira, mas é noutras situações de combate mais aberto e quando estão causa coisas de maior gravidade. Não neste caso, onde ainda por cima a coisa tinha perna curta. Bastava ir buscar o documento, como aconteceu.

      Cumprimentos

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    2. Anónimo9/2/15

      A desonestidade é uma marca de água.

      Argala está em maus lençóis..( como ele gosta de diizer).
      Faz o resumo possível da forma atabalhoada ( é comparar o mesmo atabalhoamento quando perante os factos e o tempo despendido por argala na defesa cavacal.)

      Mas um a um desmentido o argumentário cavaquista de argala.
      Um a um.
      Basta ler o processo integralmente nesse post do 5 dias para quem tiver pachorra. E já agora comparar com este discurso a cheirar não só a desespero como também a "pedaço escolhido".A justificação apressada a que se tenta juntar mais uns pedaços de trampa demagoga e inédita

      O documento esparramachado .E a porfia sentida no ar, espasmódica e sensacionalista do argala, não em forma de verme invertebrado e bolero da política, que isso é paleio vazio e tonto.

      Mas como vero e verdadeiro provocador com o seu ódio de classe atiçado e com as suas solidariedades( involuntárias provavelmente , mas tão nesciamente patentes) desta forma desmascarada.

      Basta ler, comparar e ajuizar. Sem recurso a mais nada do que o que é dito e como é dito , de que modo é dito e das provas do que é dito.

      Argala tinha de facto o tal objectivo duplo: o ódio de classe ao PC e a "compreensão" (abjecta mesmo ique involuntária ) pela cavacal figura

      De

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  17. Anónimo9/2/15

    Para não acabar ( para já) na lavagem de roupa suja que é sempre uma tristeza e um fardo, passemos antes a uma citação lunminosa:

    "“Álvaro Cunhal é para muitos comunistas do mundo, da geração a que pertenço, uma referência de firmeza nos duros anos da perestroika e da contra-revolução.”Ao atingir-se o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, é inquestionável a valoração histórica do grande português como um revolucionário cujo cunho marca a luta do seu povo no século XX, projectando-se neste novo século na luta de classes e no seu desenvolvimento revolucionário. Simultaneamente é um exemplo geral do que é ser comunista, homem de partido, quadro, e por isso tem o reconhecimento indiscutível do movimento comunista internacional."

    Pável Blanco Cabrera 1º Secretário do Partido Comunista do México

    Revolução e contra-revolução noções essenciais na obra e acção de Álvaro Cunhal

    http://www.odiario.info/?p=2974

    De

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    1. Argala10/2/15

      Parece-me uma boa ideia. Convocar quem nada percebe do assunto e só diz disparates, para bajular.

      "É entretanto indispensável assinalar algo mais: o eurocomunismo na sua polémica contra o marxismo-leninismo não se reduzia a questões abstractas, incluía questões muito concretas no que diz respeito à luta dos trabalhadores em todo o mundo: a renuncia à via revolucionaria para se integrar no sistema."

      Cunhal foi de facto um guerreiro contra o euroomunismo. É por isso que estamos hoje na via revolucionária, basta consultar o programa, e não em direção à democracia avançada com as classes anti-monopolistas - curiosamente duas cópias, sem tirar nem pôr, dos eurocomunistas.

      Outra pessegada:

      "Nada tem a ver com o marxismo-leninismo a posição de alguns “ultra-revolucionários” ao afirmar que, nas condiciones do Portugal de hoje, a instauração das liberdades democráticas, se não fosse acompanhada pela conquista do poder pelo proletariado, seria ainda pior que a ditadura fascista, uma vez que representaria a consolidação do poder da burguesia, cuja crise se agrava nas condiciones do fascismo."

      É verdade. Nada tem a ver com o marxismo-leninismo afirmar que não se deve derrubar o fascismo e passar à democracia burguesa. Isso é aliás apenas inventar argumentos irreais para evitar debater argumentos reais. Só por coincidência é que o comandante das operações na alvorada de abril era um... ultra-esquerdista.

      O que não tem nada a ver com o marxismo-leninismo é a política de conciliação do PCP, que recusa a insurreição durante um período de crise revolucionária. Como se essas fases fossem incomunicáveis e fechadas no tempo, como se as teses de abril de Lénine não fizessem parte do nosso património, como se a hegemonia do proletariado sobre esse processo não fosse um princípio leninista. Pois desmobilizar as lutas, combater o "esquerdismo", "não às greves pela greve", "não podemos sair agora da NATO", lei anti-greves, domingo de trabalho pela nação, serviço cívico para a estudantada, retirada da ditadura do proletariado do programa, e um largo et-cétera. Ora isto já é mais complicado de explicar.

      "Álvaro Cunhal é para muitos comunistas do mundo, da geração a que pertenço, uma referência de firmeza nos duros anos da perestroika e da contra-revolução."

      Realmente já só faltava sair na penúltima estação para lavar a cara.. Cunhal apoia a perestroika, aliás transmite o seu parecer positivo sobre a perestroika no mesmo Congresso em que se aprova a democracia avançada.

      Há coisas que se expressam por imagens e folclore, e depois é uma carga de trabalhos desmentir com factos. A ideia de Cunhal como marxista-leninista e revolucionário é uma delas. Há aí um texto na internet que diz que ninguém abandona o cunhalismo sem passar por uma enorme crise pessoal. E com isso eu estou absolutamente solidário, não quero achincalhar ninguém, mas a saúde do movimento operário é mais importante. Saibamos superar este trauma e avançar para coisas sérias.

      Cumprimentos

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  18. Estimado Argala,

    Sobre a codificação da lei na Arábia Saudita, recomendo este artigo:

    http://www.theguardian.com/commentisfree/libertycentral/2011/oct/26/saudi-arabia-justice-system-reform

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    1. Argala10/2/15


      Olá António,

      O artigo confirma que há lei codificada. Acrescento que também há decretos reais - por exemplo o sistema financeiro é regulado por um decreto real. O que não está codificada é a shariah. O sistema é misto. Por exemplo podes ler aqui.

      Article 48:
      The Courts shall apply rules of the Islamic Sharia in cases that are brought before them, according to the Holy Qur'an and the Sunna, and according to laws which are decreed by the ruler in agreement with the Holy Qur'an and the Sunna.

      Tens aqui a lei de processo criminal que no art. 1.º confirma isto mesmo.

      É óbvio que tinha que haver alguma ordem na casa, o que é incompatível com este ressurgimento "integralista" e leituras literalistas do Alcorão. Se fosse aplicada apenas a lei de Deus tout court, não haveria rei, nem estado saudita, nem cidadãos com passaportes, nem banca como negócio, nem bases militares estrangeiras. Tudo isso seria "kufr".

      Abraços

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  19. Anónimo10/2/15

    Comovedor .

    O ódio de classe a Álvaro Cunhal a manifestar-se em contraponto ao suporte teórico e regulamentar a cavaco.Tendo até o desplante de se servir da própria imprensa burguesa, do argumentário desta, como justificação para a pulhice da sua solidariedade com o inquilino de Belém.

    Apressa-se Argala a desenvolver o tema, baseado em "disparates".Salta-lhe o olhar vesgo de ódio quando confrontado com uma "missa" qualquer que não seja a sua. Foi assim e tem sido assim. Por muito que custe foi gente desta extirpe que pululou nos debates no verão quente de 1975 e que deu as mãos ao PS e que revelaria o seu lado obsceno com a subita desertificação do panorama esquerdista/ reformista durante longos anos.

    Muitos foram objectiva ou subjectivamente de facto provocadores. Por muito que custe ao sentido de "não ofensa " de argala é mais do que legítimo dizer que o argalismo é a merda provocadora com 30 anos de atraso.
    E não estou a ofender o argala, pessoa que gostará das companhias que gosta, que assume a sua condição de activista de sofá, a sua condição solidária com quem quer que seja, mas que revela um comportamento da tribo que me permite chamar o nome aos bois.

    Sente-se incomodado Argala com o facto do comentário alusivo a Cunhal ser o que foi.
    Sente-se incomodado e salta ,esbaforido,.O ódio patibular, de classe , de burguês a mostrar ao que vem e o que é.
    Tao enternecedoramente evidente

    Tão velho como a guerra travada contra coisas como esta.Que nem os cumprimento de hipócritas burgueses conseguem atenuar

    De

    De

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  20. Anónimo10/2/15

    Mas há um outro pormenor no meio desta actividade de argala ( curioso nick...) que revela, para além do pedantismo próprio de quem tem da reflexão dos demais o desprezo típico do ódio de classe da burguesia reaccionária, um desejo e uma assumida postura de beato em jeito de tentatva de conersão dos demais.

    Contagiado (também pelo sofá?) pela literatura teológica,, argala tem o desplante de afirmar ipsis verbis:

    "ninguém abandona o cunhalismo sem passar por uma enorme crise pessoal"

    Numa única frase o retorno aos tempos dos aiatolas ou dos rabis ou dos padrecas que tentam uma conversão dos fiéis , uma chamada ao curral dos apóstatas e a assumpção do necessário sofrimento para ter o privilégio de ver a luz

    Numa frase o que mais há de detestável nos torquemadas de ocasião.


    Reservamos o manguito a tal tipo de escumalha

    De

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  21. Anónimo10/2/15

    Mas mais uma vez e para não acabar ( para já) na lavagem de roupa suja que é sempre uma tristeza e um fardo, passemos antes a um excerto luminoso.
    Para despeito de uns tanto é certo Mas também, hélas , por motivos higiénicos.
    A verdade é como o azeite. Vem sempre ao de cima.

    "(...)
    É certo que o empreendimento da construção da nova sociedade – a sociedade socialista – se revelou mais difícil, mais complexa, mais irregular, mais acidentada e mais demorada do que nós, os comunistas, previmos e anunciámos.
    Absolutizaram-se como leis objectivas de curso imparável leis relativas à evolução económica e social num determinado período histórico. Absolutizaram-se leis tendenciais relativas ao sistema capitalista que, sendo tendenciais, podiam ser contidas, e de facto de certa forma o foram, por factores que as contraditavam. Acreditou-se na irreversibilidade do socialismo. Considerou-se quase como fatal que a competição económica entre os dois sistemas se resolveria a curto prazo a favor do socialismo.
    Subestimaram-se factores subjectivos, todas as consequências de erros graves, a possibilidade de a partir do próprio poder político após a revolução se verificar um afastamento dos ideais comunistas, conduzindo à mudança efectiva do exercício popular do poder político, à degeneração da democracia socialista, à estagnação e ulterior bloqueio das forças produtivas, à oposição do povo ao poder e como resultado, à degeneração e desagregação do sistema socioeconómico socialista.
    Mau grado essas incorrectas apreciações e previsões, o facto é que o século XX ficará marcado na história precisamente por esse empreendimento gigantesco de transformação social que foi a concretização da sociedade socialista. Pelas suas grandes realizações e conquistas. Pela transformação radical do bem estar dos povos. Por importantes direitos alcançados pelos trabalhadores. Pelo ruir do sistema colonial e a conquista da independência por povos secularmente dominados, explorados e colonizados por Estados estrangeiros. O que marca o século XX na história não é qualquer superioridade do capitalismo, mas as profundas e revolucionárias transformações sociais verificadas pela luta dos trabalhadores e dos povos do mundo.
    O século XX não foi o século do “fim do comunismo” (como para aí apregoam), mas sim o século do “princípio do comunismo” como concretização e edificação de uma nova sociedade para o bem do ser humano.
    Álvaro Cunhal «O comunismo hoje e amanhã»

    Tirado do Castendo, daqui mais concretamente:
    http://ocastendo.blogs.sapo.pt/a-apreciacao-certa-da-epoca-em-que-1811377

    De



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  22. "Most western observers understand that all Saudi law derives from religious law, the Islamic sharia. What they often fail to grasp is that sharia is not codified, but subject to individual interpretation by clerics in each case.

    What does this mean in practice? Sharia remains the only applicable law both for criminal and personal status cases in the two courts of first instance, the summary courts and the general courts – the latter deal with serious crime and civil disputes over larger sums. Without codification or a system of precedence, individual judges are free to interpret the Qur'an and prophetic traditions – the two agreed sources of sharia – as they see fit, within general Islamic legal doctrines."

    Estamos a ler o mesmo artigo, Argala?

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    1. Argala11/2/15

      Olá António,

      Sim, estamos. Há no entanto aí um erro no artigo. No início do artigo, afirma-se correctamente que o sistema é misto, com a hierarquia que já referi, mas depois comete-se aí uma imprecisão ao se dizer "the only".

      Uma coisa é eu pegar no Alcorão e Sunnah e dizer "isto é a lei". Outra diferente é escrever leis e decretos reais, como de facto acontece, e dizer: "é válida a lei e decreto real contanto não viole o Alcorão e Sunnah". Na prática o que acontece é aquilo que eu disse lá em cima: haram para os ricos, shariah para os pobres.

      Dois exemplos concretos.

      Um migrante muçulmano entra ilegalmente na Arábia Saudita e começa a trabalhar. É apanhado pela polícia e levado a tribunal. Que lei é que achas que eles vão aplicar? Se aplicarem o Alcorão (lei fundamental) ele fica e não pode ser deportado.. claro que farão o exercício de aplicar a lei humana, e não divina, dizendo que a segunda não infirma a primeira.

      Outro exemplo. Um cidadão contrai um empréstimo e depois dirige-se a tribunal e abre processo contra a sua entidade bancária porque não quer pagar juros. O que é que achas que acontece? Se só se aplicasse a jurisprudência islâmica ele ganharia aquilo e ficava livre de juros..

      Na prática o sistema é misto. Aplica-se a lei humana para manter o sistema a funcionar - já aqui citei alguma -, e depois dá-se umas pinceladas de obscurantismo e demência para aquilo parecer islâmico e agradar aos académicos do islão.

      Abraços

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  23. "Anónimo
    8 de fevereiro de 2015 às 19:25"


    Caro anónimo, fico sem perceber se está a ingurgitar se regurgitar, a baba que lhe cai da boca não deixa perceber.



    "Pois lá está. Carlos Carapeto faz um bom trabalho.Mas depois? Depois
    uma análise resultante dum porfiado esforço de muitas horas por dia com toda a certeza."

    Não tem que se preocupar com o esforço que o Carlos Carapeto faz em escrever os comentários, e ainda menos com o tempo que despende diariamente.
    Tenho próximo de mim quem cuidadosamente zela pelo meu bem estar e se preocupa com da minha saúde. Portanto dispenso o seu “ abnegado” servilismo.

    Em vez de entrar em devaneios para exibir os seus dotes epistemológicos de catalogar as pessoas, fazia melhor figura se provasse os seus conhecemos acerca do assunto em debate, a monarquia Saudita.

    Estamos a discutir o entorno politico/social (e não só) de uma tirania de cariz medieval , era nesse ponto que devia ter centrado a sua resposta , preferiu tagarelar banalidades de âmbito pessoal, infelizmente tem sido esse o rumo que o debate está a tomar. Tergiversar para questiúnculas que nada têm a ver com o assunto aqui colocado.

    Ilude-se ao julgar que não sei distinguir as diferenças que representam o Irão e a organização belicista NATO para a segurança global.

    Já no que toca à perseguição dos comunistas e outras organizações de esquerda a tolerância de uns e outros obedece apenas e só às circunstâncias. Se no Irão prendem assassinam os comunistas, em alguns países pertencentes à NATO aqui mesmo na Europa ilegalizam-nos, silenciam-nos e predem-nos se ousam reivindicar os seus direitos e da classe a que pertencem.

    Nesse aspeto são poucas as diferenças entre uns e outros. Aí sim, venha o diabo e escolha.

    Quanto ao resto que balbucia, acho que fez um esforço infrutífero em mostrar apenas aqueles dois linkes, é muito pouco para quem se intenta dar lições de douta sabedoria. Conheço aqueles dois endereços eletrónicos há muito tempo. Chegou atrasado.

    Para concluir, receio que o meu satã (como diz) seja o seu deus de adoração.

    E para terminar mesmo. Talvez não saiba que o parlamento Iraniano é dos poucos no mundo em que não existe qualquer poder, lei ou entidade que o possa dissolver. E onde estipulado por a própria constituição todos os grupos étnicos e todas as confissões religiosas estão representados ..

    Portanto o Irão é uma ditadura teocrática como se diz por cá?

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