Não há unidade - nem republicana, nem democrática nem ocidental

12.1.15

Esta é mesmo das raras fotografias que vale mais que mil palavras. Os líderes das chamadas "democracias ocidentais" desfilaram juntos pelas ruas de Paris, unidos contra o terrorismo e em defesa da liberdade. Juntos, mas longe de toda a a gente, numa rua deserta e cercados de seguranças, porque a segurança deles termina onde começa a nossa liberdade. A fotografia não é só poderosa porque nos mostra Hollande do outro lado do espelho e a encenação por detrás das câmaras, mas é igualmente a demonstração sobrante do que eles querem dizer quando falam de liberdade de expressão: uma farsa. Afinal, a manifestação deles era como a sua liberdade, só para alguns.

Não há unidade nenhuma e o Charlie não passou por aqui. Esta é a Europa suicidada porque não podia pagar a hipoteca, a Europa das cargas policiais e dos imigrantes afogados.

É por isso que quem se sentiu genuinamente revoltado com o atentado contra o Charlie Hebdo tem a obrigação de estar estomagado, ofendido e indignado com tanta solidariedade: do colonialista Hollande, que todos os dias perpetra atentados na Líbia e no Mali, a Rajoy, que hoje mandou prender 16 activistas que lutam pelos direitos humanos dos presos políticos bascos, passando por Passos Coelho, que em Portugal se ocupa do extermínio da liberdade de ir ao médico e aprender, sem esquecer Sarkozy, que também é Charlie e põe ciganos em campos de concentração, incluindo Cameron, que defende a liberdade da polícia de choque se expressar livremente contra os manifestantes, já para não esquecer o genocida Netanyahu, que não julgava possível tamanha barbárie e mortandade como em Paris... ou Merkel, paladina dos direitos e das liberdades, nomeadamente o direito à miséria e a passar fome, o direito de ter de aceitar viver e trabalhar indignamente para sobreviver e ainda o direito a estar caladinho.

Não há unidade nenhuma e o Charlie não passou por aqui. Esta é a Europa suicidada porque não podia pagar a hipoteca, a Europa das cargas policiais, dos imigrantes afogados, dos presos políticos, do racismo, da homofobia e do fascismo. A liberdade que o capitalismo defende é só outro nome para poder de compra: quem tem mais dinheiro é mais livre que os outros. Quem ganha o salário mínimo não pode ler jornais, quem está desempregado não pode ir à ópera, quem está precário não pode dizer o que pensa, quem tem de pagar a renda não pode levantar muitas ondas e, para quem vive do seu trabalho, a democracia acaba nos portões da empresa.

Há poucos anos, quando Espanha mandou encerrar o Egin, um jornal basco de alta tiragem, e torturou barbaramente o seu director, poucas pessoas saíram à rua. Mas a culpa não foi delas: ninguém soube de nada. E é precisamente por isso que a liberdade de expressão do capitalismo é uma farsa: só sabemos o que o capitalismo quer que se saiba.

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  1. João12/1/15

    Até que enfim, que leio alguém que me traduz, a propósito da charlatanice em que tentaram (e conseguiram, em alguma medida) em que converteram o "Charlie".

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  2. «quem tem mais dinheiro é mais livre que os outros» - até que enfim que ouço qualquer coisa de jeito!
    Mas logo o invejoso diz: antes todos escravos!

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  3. maria12/1/15

    Excelente texto!
    Há que chamar os bois pelos nomes!
    hipocrisia e cinismo a rodos!
    na palestina e iraque com o inverno rigoroso crianças morrem de frio e o israelita na marcha, ....dasse que é demais!
    ... então depois de ver esta foto....

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  4. Anónimo12/1/15

    Mais uma vez um excelente post

    Parabéns a todos. O Manifesto tem dado à luz algumas das mais sólidas relfexões sobre o acontecido no Charlie Hebdo.Acho que o número de visitantes espelha isso

    (quanto ao "jose" que se espraia por aqui e por ali com os nicks adequados à sua porfia, da ultima vez que o li num pasquim onde ele tem assinatura, insultava o 25 e Abril da mesma forma que insulta por aqui a inteligência dos demais.
    Varia apenas o paleio . Duma linguagem patibular excremental ao dum linguarejar assaz seminarista. )

    De

    Ele lá sabe pelo que porfia

    o convívio co

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  5. Eis uma VERDADE INDESMENTIVEL !!!

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  6. Anónimo12/1/15

    Subscrevo as palavras do António Santos.

    Esta não é a Europa unida que todos pensavam ter.
    Enquanto, alguns tiravam «selfs» com os seus «ipods» e «smart phones» na manifestação, esqueciam-se de um pormenor: a morte do comissário da polícia que investigava as mortes no «Charlie Hebdo». O suicídio do comissário na noite de quarta para quinta é daquelas coisas que faz lembrar o caso do Dr. David Kelly. É uma questão por resolver e tal como a queda da torre 7, retirada para o silêncio ou para a teoria da conspiração.

    A meu ver, o principal abutre desta questão - Washington e a maioria do senado norte-americano - quase todo ele pago pelo lobbie de Israel, sabe muito bem disto. Daí, a participação do terrorista e primeiro-ministro de Israel na manifestação, bem como o seu discurso ofensivo contra o «terrorismo islâmico» do Hamas.

    O ataque ao Charlie Hebdo é algo que cheira mesmo mal e ninguém vai conseguir saber ao certo a razão destas mortes.

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  7. Caro José,

    Encontro uma enorme contradição no seu comentário: parece defender que a liberdade seja proporcional à riqueza material de cada um, mas esquece-se que, de acordo com os ideais do capitalismo, a liberdade individual é condição para chegar à riqueza material.

    Embora, pessoalmente, não subscreva este argumento, não deixo de achar curioso que acabe por defender que só os ricos possam ser livres e ser rico seja apenas possível para os livres. Não é a inveja que me move, é a crença de que a liberdade não pode ser transaccionada no mercado.

    Cumprimentos,

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  8. Caro António,
    O pressuposto é que haja liberdade como direito, tal como o conhecemos no ocidente democrático.
    A partir daí não é preciso ser rico para ser inteitramente livre.
    De facto, é-se tanto mais livre quanto melhor se convive com o risco e menos se ambiciona.
    É livre quem tem valia garantida no mercado, ou quem tem de seu quanto baste ao que ambiciona.
    O que o capitalismo assegura é que possa realizar-se essa independência individual.
    Que essa liberdade seja conquistada no mercado é pequeno risco comparado com estar condenado a uma vida subordinado a uma burocracia que define os exactos termos da liberdade individual.
    Essa burocracia impõe uma transacção - conformidade/ subsistência - que nada tem a ver com a liberdade, e em nada se distingue da que se coloca ao assalariado avesso ao risco.
    A garantia de subsistência é condição de vida, mas não é definidora de liberdade.

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  9. Anónimo13/1/15

    As palavras do José... o autor do blog «Chispa». Tanto foste marxista ali que agora te descais aqui.
    Cuidado com o Manifesto 74, José! Tem cuidado! Olha que o Manifesto 74 te faz ser inteligente e te faz sair da caverna escura onde habitaste durante anos.

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  10. Anónimo14/1/15

    Hum.
    Sem ir ao cerne do que deve ser o cerne, numa discussão em se incensa duma forma tão insana o capitalismo assim tao deslavado...

    Veja-se esta pérola:
    "A garantia de subsistência é condição de vida"
    Provavelmente quer-se-á dizer que a garantia de subsistência é condição de vida para quem vive dos que subsistem como condição de vida.
    (Ah e quem não tem subsistência não tem condição de vida... e sem condição de vida...elimine-se, que é o pensamento dos herdeiros de Friedman)

    Outra pérola:
    "É-se tanto mais livre quanto melhor se convive com o risco"...faz lembrar assim a liberdade dos mercenários por exemplo.... cobertos de risco... que apenas ambicionam continuar a servir quem mais lhes paga.
    Como contraponto temos os "grandes empresários " que parece que correm riscos .
    ("As grandes empresas não correm riscos de depender do mercado, por isso deslocam-se para áreas de lucro garantido – na energia, telecomunicações, distribuição alimentar, imobiliário e turismo de luxo. Tudo muito longe dos riscos que teoricamente o capital corre e que servem de argumento para os privilégios obtidos.
    O grande capital não vai à falência, as empresas podem desaparecer, deslocalizar-se, serem absorvidas, vendidas por partes no interesse exclusivo dos principais acionistas, com indemnizações milionárias para os gestores Na banca, os governos assumiram a responsabilidade pela irresponsável gestão financeira, e fazem-na pagar aos trabalhadores. Os riscos de mercado estão reservados para as MPME"- Daniel Vaz de Carvalho.)

    Outra pérola:
    "é livre quem tem valia garantida no mercado" ...ou de como a liberdade afinal se mercadeja no mercado

    Outra pérola:
    " que a iberdade seja conquistada no mercado" ...estamos a falar no "mercado" , no deus mercado?Estamos no campo da teologia mercantil e estamos assim a assistir a uma missa dum dos seus oficiantes? Voltamos assim ao ponto da iberdade mercadejada no mercado referida pelo António Santos

    Entretanto aqui há tempos o mesmo que fala em menos ambição como fonte de liberdade escrevia isto:
    "Na minha opinião, neste país de comunas e invejosos...
    Quem cria empresas são accionistas - capitalistas.
    Quem as gere são gestores - proletários pagos pelos accionistas.
    ...Quanto à ambição: quem sabe que só alcança o que fisicamente pode realizar - martelar, cavar, ... tem uma ambição limitada ao totoloto.
    Negócios é outro campeonato e quem não ambiciona normalmente falha!"

    (Pois claro que é outro campeonato... o campeonato em que o darwinismo social se revê, tão caro aos apologistas eugénicos.)

    "Tão pouco livres estes negociantes...mas tão,tão ambiciosos...

    De

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  11. Quando te vires em dificuldades DE, é prudente escreveres pouco, para evitar fazeres tão triste figura!

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  12. Anónimo14/1/15

    Hum

    Não se percebe tal comentário de jose/JgMenos.Apressado mas hélas, irritado.

    Francamente. O que o preocupa?A "triste figura"?

    O vir qual presto beato impúdico classificar o que a outros cabe ajuizar?

    De

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  13. Anónimo14/1/15

    Há algo que confirma tal irritação apressada do jose.É o tratamento coloquial com que costuma obsequiar quando está manifestamente fora do controlo.Ou por irritação, ou pelo aprendizado nos seus tempos de colonialista ou por um consumo excessivo de alcool.Ele próprio o confessou quando falou nos seus convívios com um crapulazito flamengo que serviu e que o serviu. E com o qual aprendeu a seguinte doutrina:

    "Quanto aos contratos ( de trabalho) serve-me o mais barato." (Para os outros claro).

    Tudo indícios duma salutar liberdade ..de mercado ...pois então.

    Tem todavia jose duas más notícias.A primeira é que o seu registo de barbaridades,flutuantes de acordo com o local em que está e de acordo com o que de imediato pretende,ora umas vezes em estilo piegas,ora outras vezes em vero e feroz papel de kommandantur ferrenho, continuarão a ver a luz do dia. A coerência é um bem precioso A coragem para manter o que se disse também.Quando alguém diz algo num dia e o seu contrário no dia a seguir regra geral esconde algo. Ou a falta de coluna vertebral, ou o oportunismo para alcançar outros objectivos ou uma outra "agenda" à espera que a sua agenda chegue

    A segunda má notícia é que será preciso mais do que o aceno com "uma triste figura" para me condicionar a dizer o que penso.

    Francamente.Jose ja devia saber isso, já que as ameaças directas do género "os comunas...bestas que são, só reconhecem a força bruta" não me amedrontam

    Daí que...

    De

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  14. Anónimo14/1/15

    Sim, o Jose pode tentar muito e até vir aqui, de vez em quando, fazer o seu papel de pseudo-democrata. Infelizmente, isso não lhe disfarça as tatuagens nazis que conserva no espírito.

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  15. 'irritado', 'fora de controlo' ... wishful thinking de quem imagina poder impressionar com um pensamento desordenado e desonesto, fundado em ataques sortidos ao mensageiro, valendo-se de citações sortidas e invenções várias.

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  16. Anónimo14/1/15

    Os terroristas bascos da ETA são "presos políticos"?

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  17. Os terroristas Tchetchenos são preos políticos?

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  18. Anónimo14/1/15

    O Jose é atrasado mental e nazi?

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  19. Ó das 14:34, és o das 10:07?

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  20. Anónimo14/1/15

    O aborto José pode voltar para a sua Chispa, porque ali estará sempre desculpado.

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  21. “José disse:

    Os terroristas Tchetchenos são preos políticos?”

    E qual é sua opinião sobre estes indivíduos José ?

    Eu tenho a certeza que são terroristas bastante perigosos.


    Não sabe ou está a tentar defender bandidos que assassinam crianças em escolas, ocupam hospitais, matam a sangue frio doentes, médicos e enfermeiros, carregam-se de explosivos para aterrorizar espectadores em teatros , fazem explodir aviões em voo, colocam bombas no metro de Moscovo, decapitam jornalistas estrangeiros.


    Será que o José também os considera cavaleiros da liberdade?

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  22. António Santos.

    Estou sempre de acordo consigo, porque tudo aquilo que escreve me inspira, não só aqui como no Avante.

    Mas desta vez descordo da sua opinião ( a não ser que tivesse interpretado mal o sentido do artigo) isto porque verifiquei que na marcha da hipocrisia tudo serviu para unir o mais" ilustre democrata" ao mais refinado criminoso.


    Move-os os mesmos interesses.





    São todos iguais.

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  23. Anónimo15/1/15

    Por motivos óbvios não posso responder já aos movimentos reptílínos do jose e aos seus derivativos "históricos" .

    Sobre o terrorismo há para aí algumas afirmações curiosas do jose/ JgMenos em que ele demonstra a sua filiação de colonialista com os mimos com que adjectiva os movimentos de libertaçao das ex-colónias portuguesas.

    A confusão é tanta ( ou talvez não) que ele já executara a mesma pantomina com o islamofascismo e as actividades terroristas dos cortadores de cabeça , silenciadas durante todo o tempo da actividade destes contra o povo Sírio.Com a a benção ianque,da França,da Grã-Bretanha and so on e obviamente do jose

    Mas o motivo óbvio porque não me posso debruçar mais atentamente aos ruídos do jose é porque respeito o sentimento libertário representado pelo risco

    De facto percebi agora que sendo a convivência com o risco uma condiçao de liberdade, foi por motivos altruístas que os fascistas e os nazis promoveram tal risco entre os povos a eles subjugados. Afinal tratava-se da grandiosa tarefa de promover a liberdade entre os ditos felzardos.

    Eis o motivo da adesão de jose ao regime derrubado em 25 de Abril.

    Também se sabe que os nazis em França, durante a ocupação, iam aos mercados conquistar , perdão recrutar, a liberdade dos civis a abater ,como retaliaçao pelos actos de resistência dos Partisans.

    Claro que a burocracia estava firmemente agarrada a tais decisões, desde o momemto da ordem até ao momento da sua "execuçâo".Tal como de resto se passa nas grandes empresas e multinacionais.

    No fundo, no fundo....a subsistência como condição de vida no capitaiismo ...como todos sabemos

    De

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  24. "É livre quem tem valia garantida no mercado, ou quem tem de seu quanto baste ao que ambiciona."

    Esta foi a maior de todas as preciosidades que o José já brindou quem o lê.

    José e qual a liberdade de quem está desempregado ou aufere o ordenado mínimo, para ter direito à saúde, habitação, educação dos filhos, cultura, tempos de laser ?



    Vai implorar ajuda aos mercados?

    E qual o desempenho que cabe ao Estado na proteção social ?


    Será que o José sabe o preço do pão ou quanto custam os livros para o 12 º ano ?


    Duvido!

    O que o José sabe bem é o preço da biografia de Salazar e dos livros de Montefiore, Antony Beevory e nazisada da mesma laia.

    José relaxe enquanto ouve a canção preferida do camarada Koba.

    https://www.youtube.com/watch?v=fzT7ghFvuXo


    Ou prefere na voz de Nana Mouskouri ?

    https://www.youtube.com/watch?v=FVtCLEFH43o

    Aqui ainda é mais inspiradora, Ilumina-lhe melhor o espirito José.

    https://www.youtube.com/watch?v=5YIESsb6p2c

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  25. Estimado Carlos Carapeto,

    Então estamos mais uma vez de acordo, é isso que eu defendo.

    Cumprimentos,

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  26. Há por aí acima uns tantos desafios à mistura com os sofismas, as diatribes e os disparates que são de uso.
    Que bascos não são menos terroristas que tchechenos é uma certeza.
    Que só o capitalismo pode sustentar o Estado social, com liberdade, uma evidência.
    Que a ambição socialista vai de par com a bestialidade de quem se quer mantido sem cuidar de ser livre, é um facto só desmentido por quem se quer capataz da manada.
    Quanto à vasta cultura de direita de Carrapeto, fico impressionado, mas nunca passei da biografia de Salazar de Nogueira, que li com gosto.
    Quanto à tradicional lamechice de mistura com raivinhas da esquerda, já tenho uma dose de 40 anos de comunicação diária, não preciso de rever matéria.

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  27. Anónimo15/1/15

    «Quanto à vasta cultura de direita de Carrapeto, fico impressionado, mas nunca passei da biografia de Salazar de Nogueira, que li com gosto.»

    José, já sabíamos que era fascista, mas não era necessário tornar novamente público, aqui no Manifesto.

    Pronto, também já sabemos que não é preciso rever essa matéria de adoração a Adolf Hitler e ao nazismo que tanto defende.

    O único problema é tentar perceber a razão do José vir aqui tantas vezes? Complexo de inferioridade? Masoquismo?

    Take your pick!

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  28. Anónimo16/1/15

    Jose sabe o que faz e sabe por que o faz.E fá-lo a começar por ele, própri, ,jose.(Ou JgMenos ou outro qualquer nick que tenha como oportuno).

    Jose sabe o que faz porque assume desta forma a defesa de classe do que é e do que representa.No intervalo das suas negociatas e da cobrança das rendas, jose vira-se para a propaganda da sua condição ideológica e faz o que pode.Ele próprio já o assumiu e prazenteiro confessou que tinha que "perder tempo" em tal actividade.

    Jose aqui há uns anos tinha, entre outras, uma mágoa.O facto do regime fascista deposto em 25 de Abril ser sistematicamente diabolizado pela "informação da esquerda" e pelos abrilistas".E clamava e rabujava e esbracejava pela inversão de tal situação. Apelava então,como alternativa a tal processo de desconsideração dos seus, a uma união de tudo o que fosse direita, extrema-direita,fascistas,"sociais-democratas" e coubesse num putativo "arco-de-governação" intermédio.O objectivo? A luta implacável contra o inimigo ou seja os comunistas, fonte de todos os males e alvo principal a abater.

    Tudo isto está documentado.

    As coisas fizeram o seu percurso.A pouco e pouco jose foi perdendo os sonhos iniciais quanto a uma santa aliança e começa o seu caminho a apelar a "soluções" mais consentâneas com a ascensão da extrema-direita na europa.

    Jogando em vários tabuleiros, ou seja em vários blogs, assumindo-se com o nick adequado ao caso, adequava também o seu linguarejar ao tipo de frenquentadores dos blogs.Todavia por vezes excedia-se e o que sobrava era o puro ódio e o puro assumir da sua condição de. Por várias vezes foi expulso por propaganda ao que é constitucionalmente vetado.

    Tudo isto está documentado.

    Mas se jose assume o que faz e por que o faz, numa militância sem tréguas nas fileiras do poder e da classe dominante, obedecendo à chamada trauliteira dum franco nogueira ou dum passos coelho e assumindo a defesa dos seus interesses pessoais e de classe,revela todavia uma enorme pecha.

    Uma rede cheia de buracos no tecido argumentativo com que tenta impingir o seu ideário.

    Simplesmente confrangedora.

    De

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  29. Anónimo16/1/15

    Não vamos falar , porque ja o fizemos, no macaqueado ideológico de jose sobre a liberdade e a riqueza e o capitalismo e os riscos e a grande ambição e a pouca ambição.Quem quiser que pegue em tais asneiras e que cole os cacos,apresentando-os de atacado ao passos de ocasião, num eventual CV ao cargo de ministerial e cavacal figura.

    Vejamos apenas dois pontos que sobressaem no seu último comentário:

    "Quanto à tradicional lamechice de mistura com raivinhas da esquerda, já tenho uma dose de 40 anos de comunicação diária, não preciso de rever matéria."

    Há uma pergunta pertinente de um anónimo sobre o motivo pelo qual jose passa aqui o tempo,já que se confessa cansado da sua dose de 40 anos (!)

    Jose assume tal cansado .Mas tal é uma impostura,uma aldrabice, uma simulação, uma falsa pieguice. Jose diz-se cansado mas o seu labor na luta de classes obriga-o a fazer exactamente o contrário do que seria aparente. O "cansaço " do jose é facilmente ultrapassado pelo dever propagandista do mesmo jose.A sua natureza de classe a tal o obriga
    O dito "cansaço" não passa assim duma fraude.Como o mostram os factos expressos e a sua persistência em seguir, ler, comentar ,ranger, sublimar,beber, injuriar tudo o que pertença ao seu inimigo de classe.

    Um derradeiro apontamento.

    Atente-se nestas frases:
    "Que bascos não são menos terroristas que tchechenos é uma certeza.
    Que só o capitalismo pode sustentar o Estado social, com liberdade, uma evidência.
    Que a ambição socialista vai de par com a bestialidade de quem se quer mantido sem cuidar de ser livre, é um facto só desmentido por quem se quer capataz da manada".

    e repare-se naquilo que é de facto confrangedor.

    "Isto é nada". Isto é uma reza, um debitar dum beato em estado de transfiguração mistica,em que o argumentário é subsituído pela "certeza", pela "evidência" pelo "não desmentido".Esquecendo-se de mostrar o motivo por que debita que é uma "certeza" o motivo pelo qual diz que é uma "evidência", o motivo por que papagueia que "não é desmentido".

    Estamos assim no domínio do slogan puro e duro, num terrreno que coisas como estas são exímias.A ver se pega.

    Mas que, hélas, é indiciador, não só de má fé e de manipulação grosseira, mas sobretudo duma indigência intelectual aflitiva.

    De

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  30. Toda a clareza confunde DE.
    Toda a evidência o desespera!
    E tudo faz para diminuir o mensageiro, na vã tentativa de dissipar a mensagem.
    E diz que a mensagem carece de demonstração como se não fosse clara, evidente e...contrária aos dogmas a que rendeu a sua racionalidade!

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  31. Anónimo17/1/15

    Como se compreende, uma criança pode dizer que uma coisa é assim porque o é .E pronto.

    Como se compreende quando um adulto diz tal é simplesmente um idiota.

    Infelizmente jose não é só "isso"

    É rever o já dito.

    De

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